Ponteiros trocados


Pedro Correia,

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Mudou a hora. Passamos a reger-nos pela chamada “hora de Inverno”. Mas Inverno porquê se ainda estamos em pleno Outono? E mudar a hora porquê se agora começa a anoitecer às 17.30, o que contribui para acentuar um clima depressivo que a própria época do ano já propicia?

Segundo os especialistas que estiveram na origem desta directiva da Comissão Europeia – que Portugal vem seguindo após um período de incerteza – a medida permite às famílias poupar cerca de 5% em energia eléctrica, havendo um benefício para as empresas em cerca de 3%. São as habituais contas dos teóricos que se regem apenas pelos princípios gerais da contabilidade sem saber aplicá-la a situações concretas: o que eventualmente se poupa em consumo energético logo se gasta em consumo de ansiolíticos e antidepressivos, consultas psiquiátricas e absentismo laboral.

Um estudo realizado em Espanha – país que alinha o seu “horário de Inverno” pelo da Alemanha, como se não houvesse quase dois mil quilómetros de distância entre Madrid e Berlim – permite concluir que 56% dos trabalhadores sofre «algum transtorno» com este atraso dos ponteiros do relógio. Uns queixam-se de insónias, outros de falta de concentração. Uma clara maioria acusa sintomas de acrescido cansaço, com bruscas alterações de humor.

Há aqui um problema de fundo: a progressiva falta de correspondência entre o período de trabalho regular e a hora solar. Cada vez se trabalha mais tempo em horário nocturno real. Entretanto, nada mais absurdo do que esta permanente obsessão dos burocratas europeus em gerir ínfimas parcelas do nosso quotidiano com directizes traçadas a régua e esquadro no sossego dos seus gabinetes alcatifados, indiferentes ao pulsar da rua. O mesmo é dizer: indiferentes ao pulsar da vida.

54 comentários em “Ponteiros trocados”

  1. Sem falar na super poupança do combustível, que consegue superar a hipocrisia do aumento equivalente a uma bica por mês para as reformas mais miseráveis.
    Agora feitas as contas, 5 euros por mês de poupança pode traduzir-se num cigarro e meia beata por dia.
    Quando é que esta gente grama com um charuto fumegante pela espinha acima?

  2. Caro Pedro:
    Concordo com as tuas críticas à mudança da hora, mas chamo a atenção que a hora correcta de Portugal é o tempo médio de Greenwich (GMT) que coincide precisamente com a hora de Inverno. A hora de Verão corresponde a acrescentar no período de Verão, a pretexto da poupança de energia, uma hora a esse tempo (GMT + 1).
    Assim sendo, se quiséssemos estar de acordo com a hora solar, teríamos que viver sempre com a hora de Inverno. Embora me recorde que, nos tempos do PREC, esqueceram-se de fazer a mudança de hora, e Portugal viveu dois anos com a hora de Verão.
    Pessoalmente também prefiro o horário de Verão, mas tem que se reconhecer que não é o que corresponde efectivamente ao calendário solar.
    Abraço.

    1. Não foi só no tempo do PREC que não se mudou a hora. Num dos governos de Cavaco Silva tentou-se pôr a nossa hora igual à da Europa Central. O dia solar em Junho acabava às 23:00. Depressa se viu que não dava.

  3. agora começa a anoitecer às 17.30, o que contribui para acentuar um clima depressivo que a própria época do ano já propicia

    Concordando eu com o Pedro Correia, não deixo de fazer notar que é curioso que se debata este ponto em Portugal, um dos países mais a sul da Europa e onde portanto o “clima depressivo” é menor.

  4. Espanha – país que alinha o seu “horário de Inverno” pelo da Alemanha

    Isso só é assim desde a invasão por Hitler da França. Foi Hitler quem impôs que a França e os Países Baixos passassem a utilizar a hora alemã. Até essa altura usavam (como é natural, dada a sua longitude) a hora inglesa.

  5. O que é interessante é que já houve uma diretiva da União Europeia para acabar com as mudanças de hora. Mas aproveitaram-se da pandemia para adiar sine die essa reforma. Passam a vida a recomendar reformas mas, quando se trata de reformarem-se eles, está quieto.

  6. Uma outra questão a salientar é que na realidade a mudança horária aumenta o consumo energético desnecessariamente. Basta também olhar para o facto de em várias cidades as luzes acenderem-se entre as 17H30m e as 17H45m.
    Mas também existem estudos antigos que contabilizam com alguma precisam a poupança que se poderia gerar sem esta alteração. Uso a notícia que anexo em ligação para que se comece a pesquisar sobre tantos outros estudos que poderão corroborar a mesma tese:
    https://www.jn.pt/sociedade/mudanca-da-hora-aumenta-o-consumo-de-energia-1399289.html

    1. na realidade a mudança horária aumenta o consumo energético

      Isso depende do país. Nalguns outros países a mudança de hora pode de facto fazer poupar energia. Tudo depende dos horários laborais usuais em cada país e da hora oficial que há nesse país.
      A hora de inverno parece-me de facto má para Portugal, mas noutros países poderá fazer poupar energia.

  7. não morremos de frio por escassez da quota de aquecimento global porque felizmente temos um que lima destemprado

    1. O “aquecimento global” anda atrasado cá para as nossas bandas, talvez por sermos um país periférico. Este ano mal houve Verão. Deixando a nadar em seco os alarmistas que gritavam “vaga de calor” nos telediários.

      1. Este ano mal houve Verão.

        Talvez. Mas os boletins climatológicos do Instituto de Meteorologia não confirmam essa sua impressão.

        “Em Portugal continental o verão de 2021, classificou-se normal em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação”

        https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/resumo_clima_verao_html

        “Em Portugal Continental
        O mês de julho de 2021, classificou-se como frio e seco”

        https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/resumo_clima_julho.html

        “Em Portugal Continental
        O mês de agosto de 2021 classificou-se como quente e seco”

        https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/resumo_clima_agosto.html

        “Em Portugal continental
        O mês de setembro de 2021, classificou-se como normal em relação à temperatura do ar e chuvoso em relação à precipitação”

        https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/resumo_clima_setembro.html

        1. passei 15 dias de agosto no Alto Alentejo
          vesti fato de inverno e cobertores na cama
          no ipma era melhor virem à janela

  8. Vai muita confusão neste texto. A hora actual está desfasada da hora solar em 37 minutos. A hora de Verão está desfasado em 1h37 minutos. Logo, ser-se a favor da manutenção da hora de Verão e, simultaneamente, criticar o desvio espanhol face à hora solar é um contra-senso. Já experimentamos afastar-nos da hora solar entre 92 e 96, para nos “alinharmos com o horário da Europa” e foi, provavelmente (juntamente com a portagem da ponte), a pior medida do Prof. Cavaco, a que mais contribuiu para criar a sua imagem de autoritarismo tecnocrático. É aborrecido ser de noite às 18h00? É, claro – chama-se Inverno (ou Outono, se quiser). E ser de noite às 8h00 da manhã? É, obviamente, pior, para a vasta maioria que têm de estar no trabalho (ou a caminho) a essa hora, para as crianças, que começam a escola a essa hora (ou quase) e para os pais delas, que tem de as arranjar para isso. A acabar com a mudança de hora (com o que estou de acordo, aliás), a hora permanente tem de ser a hora de inverno: a hora solar ou seja a hora “real”.

    1. Antecipar o Inverno para o Outono é estultícia.
      Aproximar a hora real da hora solar faz sentido. Em teoria.
      Não alterar horário algum seria o mais conveniente. Concordo.
      Acontece que já passamos a maior parte do ano – cerca de sete meses – no chamado “horário de Verão”. Que vai do final de Março ao final de Outubro.
      Acontece também que – como assinalo no texto – cada vez se trabalha mais tempo em horário nocturno real, sobretudo nesta fase do ano. E há que adaptar uma coisa à outra.
      O ideal seria alterar esse horário laboral, não o calendário real.
      Mas a vida não é como desejaríamos no plano ideal, infelizmente. Veja-se o que vem sucedendo com o teletrabalho: generalizou-se durante a pandemia, tornou-se rapidamente residual. Tudo volta a entrar e a sair quase ao mesmo tempo dos empregos, gerando-se ainda mais engarrafamentos que antes, maior poluição e potenciando distúrbios psicológicos – agravados em horário nocturno.

      1. “generalizou-se durante a pandemia, tornou-se rapidamente residual”

        Depende dos sectores. Pode crer que nas tecnológicas se mantém em larga escala. Porém, um pai, mesmo em teletrabalho, vai levar e buscar o filho à escola, logo “faz trânsito”.
        Quanto a haver mais ou menos engarrafamentos, parece haver desconfiança em relação ao transporte público (já nem conto com as greves) pós-pandemia, e no caso particular do Porto brindaram a malta com uma série de obras que vieram entupir as vias alternativas.

        Entretanto, as tangas que nos foram vendendo durante ano e coiso, de desfasamento de horários e tal, devem ter posto esses dossiers ao lado dos Panamá Papers.

        1. para quando os avençados do BES?
          pior é o estacionamento

          PAUL LAFARGUE in El derecho a la pereza
          Celeste Headlee A Arte de não Fazer Nada
          BERTAND RUSSELL in ELOGIO DE LA OCIOSIDAD

        2. Desfasamento de horários e tal – foi tanga mesmo. Para aliviar consciências e talvez render uns votos.
          Tudo igual ao que era dantes. Mais fobia ao transporte público, sim. E ainda bem, de alguma forma, pois os que existem já estão no limite, sem manutenção, sem equipamentos adequados, sem capacidade de resposta mesmo nos dias em que não estão em greve.
          Entretanto, por via disso e de tudo o resto, as ruas, praças e avenidas andam mais entupidas (e poluídas) que nunca. Até por muitos dos que querem “salvar o planeta”: lá andam eles de volante nas mãos.

  9. A mudança da hora é apenas por razões económicas e políticas porque a hora verdadeira é a hora solar. É fácil de ver porque quando é meio dia os objectos não têm sombra, se os objectos tiverem sombra a hora está incorrecta.

      1. Não era precisamente isso , era mais bem o afastamento da hora solar , que no Verão , com essa hora a martelo , se agrava. e nos dias seguintes à mudança de hora há mais avc , ataques cardíacos e tal. anseio sempre por esta mudança , porque , como os outros animais fico em estado de semi hibernação no outono , no dia seguinte estou perfeitamente adaptada à mudança , enquanto que no Verão demoro mais de um mês a recuperar o sono perdido.
        nem sempre o que gostamos coincide com o correcto , mas não vale a pena desconversar lá porque a hora de que gosta ser doentia e pouco adequada ao animal que há em nós.

        1. Só defendo que se mantenha a hora legal no ano inteiro, nada mais. Sem mudanças em Março e em Outubro.
          Uma “causa fracturante” que infelizmente o Bloco de Esquerda não abraçou.

  10. Não percebo como se poupa 5% na electricidade, mas tudo bem.
    No Inverno, às 17:00 já é “de noite”, ontem foi dia de sol e às 17:20 já tive de ligar a luz. Em Dezembro sai-se de casa de noite e regressa-se de noite.
    Tirando o pormenor de, em conjunto com a Ilha, sermos os únicos europeus de facto com um fuso diferente.
    Mas a questão solar é mais pertinente em latitudes diferentes que em longitudes, na Europa é (ou habituam-se, não sei) complicado terem meia dúzia de horas de luz solar num dia… e por outro lado terem o sol a bater às 6 da manhã.

  11. Amiguinhos e amiguinhas terráqueas, para vos indicar que não mudou somente a hora. Também mudou a teoria da contaminação e da mortalidade e da infecção por sarscov2. Pois os dados indicam que no mínimo metade de contaminados estão vacinados e já falam numa terceira dose sem que previamente se faça um teste de imunidade para verificar a condição daqueles a quem querem inocular mais uma dose da vacina.

    Como ser celestialmente divino, informo universalmente a população terráquea que está em desenvolvimento a avaliação de um projecto que recomendo a máxima atenção no presente e no futuro para ajudar a contrariar a acção deste bichinho de outros:
    https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/investigadores-do-porto-desenvolvem-vacina-comestivel-contra-a-covid-19
    Porém vou já avançando que os amiguinhos e amiguinhas devem estudar também os benefícios de pré-bióticos – sendo a cebola um deles – no desenvolvimento da estrutura imunológica. O intestino é considerado pêlos cientistas celestiais como eu o segundo cérebro, até mesmo para que aí se desenvolvam as boas bactérias para contrariar o aparecimento de parkison, alzheimer, diabetes…
    A quem ainda tenha algum dinheiro para comer, e continue a desacreditar no sistema de saúde nacional e internacional, aconselho vivamente formação profissional através de investigação pessoal e critica que permita também ajudar os profissionais de saúde a não dependerem tanto das informações dos laboratórios farmacêuticos e do que está escrito em matéria de procedimentos clínicos, para que assim possam pensar por sua cabeça e progredir em suas acções para o seu próprio bem-estar e dos outros, em todas as áreas da medicina. Isto é, meus amiguinhos e amiguinhas, ajudar a pensar que não existem doenças mas doentes. E que a mesma doença ou patologia em diversos doentes se trata de forma diferente e possui diversas reacções.
    Celestialmente dito, envio um aperto de ossos aos amiguinhos e uma beijufa às amiguinhas, até mesmo às feministas que andam mais quietas em suas palavras malévolas contra o bichinho homem, macho.

      1. Jogar à bola com dia até às 22? Melhor Verão de sempre!
        Há uns anos, às 17:00 já andávamos às cegas a tentar chutar a redonda.

  12. Talvez por não ser adepto da cebola preconizada por “Vento” já tenho problemas de memória (que, não sendo celestial atribuo porventura injustamente à anestesia numa operação). Vem isto a propósito de ter lido o postal e todos os comentários – até porque nunca tive opinião definida sobre o assunto (continuo sem ter mas, adiante…) – sem ver referência ao que possivelmente será uma falha da memória. Mas, de facto, tenho ideia de a dado momento termos alinhado com o horário europeu e a explicação seria que era importante que os nossos bancos abrissem à mesma hora que os bancos alemães. Aconteceu ou sonhei?

    1. Francisco, a justificação dada, como a da abertura alinhada com os bancos alemães, não é um lapso de memória. Mas algo a esquecer pela estupidez da razão que nela se demonstrou.
      Existe um pré-biótico que coadjuva o efeito da cebola, mas não só esta, que é continuar a mexer com os neurónios como bem demonstra.

  13. “A Hora Legal em Portugal é mantida e fornecida pelo OAL e o seu diretor é também presidente da Comissão Permanente da Hora. Esta comissão é um órgão consultivo do Governo que inclui ainda representantes dos Ministérios e das Regiões Autónomas. Neste contexto, o OAL elaborou um parecer científico sobre este tema, no qual se mostram os fatores positivos associados e se defende a manutenção do Regime da Hora de Verão na UE. Este parecer encontra-se disponível neste link: http://oal.ul.pt/documentos/2018/09/relatorio-hora-l…o-ue-agosto-2018.pdf

    “Em resumo, neste estudo discutem-se vários cenários possíveis da Hora Legal. Por um lado analisam-se os impactos que a cessação da Hora de Verão teria, em duas situações: a) mantendo a hora UTC todo o ano, ter-se-ia o sol a nascer perto das 5h na altura do verão, ou seja, uma madrugada de sol desaproveitada seguida dum final de tarde com menos 1 hora de sol, fatores que não são positivos nas atividades da população; b) mantendo a hora UTC+1 todo o ano, o sol nasceria entre as 8h e as 9h durante 4 meses do ano, no inverno, com impactos negativos. Por outro lado, argumenta-se em detalhe que a manutenção da mudança da hora no verão é a melhor solução para o país. Abordam-se ainda os dois fatores mais debatidos na opinião pública: o impacto na poupança de energia, que é positiva mas diminuta e o impacto na saúde através da perturbação do sono, que é mínima de acordo com estudos da especialidade.”

  14. A hora natural de Portugal (e da Península Ibérica) é a hora de Inverno — é a hora que deve ser.

    O Inverno é escuro. É assim.

    1. Hora de Inverno no Outono? Chiça. Num dos países com electricidade mais cara do mundo, ainda por cima.
      Escuro, só se for por isso. Há cada vez menos gente com dinheiro para ligar aquecedores e acender a luz.

  15. No concelho de Paredes de Coura, nas freguesias de Parada, Cristelo e Bico (hoje chamado o “Corno de Bico”), nos anos sessenta do século passado vigorava aí a chamada “Hora de Bico” que, se não me falha a memórias, correspondia a menos uma hora e meia, em relação à hora oficial.
    Ao que me dizem, aquela hora seria a mais adequada, no entender dos lavradores, especialmente para determinar os tempos das horas de rega, a atribuir a cada lavrador, relativamente às águas provenientes de fontes e fontanários públicos.
    Perante tantas críticas, será de lançar uma campanha para ser reabilitada a “Hora de Bico”? Se assim decidirem, contem com o meu voto.

  16. A mudança de Hora Legal no Outono e na Primavera é apenas uma tentativa de fazer coincidir a maior parte da actividade humana com o foto-período, tendo começado, se não estou em erro, após o fim da 1ª Guerra Mundial.
    Os fusos horários reflectem a padronização levada a cabo no estabelecimento de horas legais separadas por 1 hora de tempo médio solar e correspondendo a diferenças de 15º de longitude (360/24=15) . Centrado no meridiano de Greenwhich, longitude 0º, e estendendo-se 7,5º para cada lado, temos o fuso horário GMT+0 pelo qual acertamos os relógios no horário de Inverno.
    Como pode ver-se nesta figura (clicar para ampliar) https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Timezones2008_UTC-1.png
    a parte ocidental de Portugal continental e a Madeira já se situam no fuso horário GMT-1 e os Açores no fuso horário GMT-2. Se há alguém no território português que ande sempre com os “ponteiros trocados” são os madeirenses e os açorianos, sempre distantes do tempo médio do fuso horário em que se encontram e do tempo solar médio.
    Para Leste temos espanhóis, franceses, belgas, etc. sempre com os “ponteiros trocados”. Situam-se no fuso GMT+0, devendo ser essa a sua Hora Legal de Inverno, mas adoptaram o tempo do fuso GMT+1 correspondente à Europa Central.

  17. Caro Pedro Correia, desculpe o comentário, mas parece-me que o seu problema não é com o horário de inverno mas com a órbita da Terra. E em relação a isso, só nos resta conformarmo-nos…

    1. É a vida, cara Manuela Vasconcelos. E a propósito de cara: a factura da electricidade vai subindo sempre, mês após mês. Deve ser por causa disso – da órbita da Terra. Que afecta até quem vive na Lua.

  18. Vejamos: a hora muda, segundo uns teoricos poupa-se energia, mas a poupança de energia vai-se em consultas e tratamentos psicológicos.
    Os teoricos da energia não são confiáveis para alguns, os teoricos das depressões nao são confiáveis para outros.
    E quanto a isto nada a fazer, viva-se na Terra com pesos para ter certezas ou na Lua com os pés mais soltos na Terra.
    A fatura da eletricidade subiria de qualquer forma.

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