Diz-se que é sempre cedo de mais para se morrer. Mas, por vezes, acontece que a frase não é apenas uma frase feita. Aconteceu hoje, com Lhasa, uma cantora de 37 anos com uma carreira promissora (e uma vida, certamente) pela frente. Um talento natural para a música, felizmente gravado em 3 álbuns que poderemos ouvir sempre. Muitos outros se lhes seguiriam, tenho a certeza.

Por eso me quedo…
Cromatismos ousados
em sons melodiosos,
caminhos alisados
por discos radiosos.
A lembrança adorável
de palavras incontidas,
uma carreira memorável
em músicas sentidas.
Em rimas tão torcidas
de amor e solidão,
palavras merecidas
de imensa gratidão.
Que bonito, Amêijoa!
Obrigado, Ana.
Soube da notícia pela blogosfera. Embora não conheça a sua discografia muito profundamente, considerava Lhasa de Sela uma das melhores vozes dos últimos tempos.
Também eu, Carlos. Uma voz invulgar, mas também uma autora excelente.
Li hoje e fiquei bastante triste.
Pois, Ana, também digo cedo, demasiado cedo…Só me apetece acrescentar – outra frase feita – a vida, às vezes, é madrasta….
É verdade, Maria.