Efemérides Sangrentas


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Dia de efemérides. Passam hoje 35 anos sobre o incidente de Mbuzini, no qual morreu o presidente Machel e quase toda a sua comitiva. Vários amigos e conhecidos moçambicanos assinalam o facto nos seus murais de Facebook – alguns usando imagens do impressionante monumento idealizado pelo arquitecto José Forjaz para colocação no fatídico local. Acidente ou atentado?, continuam as dúvidas, as versões, as crenças, num processo de interpretação da história algo similar ao acontecido com a morte de Sá Carneiro e comitiva.

 

Por cá cumpre-se hoje o centenário do assassinato do primeiro-ministro António Granjo e de vários vultos da instauração da República, a dita “Noite Sangrenta”, um dos momentos maiores do terrorismo político durante a I República, perpetrado pelo que se poderá dizer, sob anacronismo limitado, a “extrema-esquerda” terrorista de então. O Pedro Correia aqui no Delito de Opinião convoca o assunto.

 

O resto da sociedade, a corporação historiadora, os colunistas avençados, os “quadros” da função pública? Seguem fiéis militantes da higienização da I República, da produção da “amnésia organizada” sobre esse directo ascendente (republicano e maçónico) do poder socialista de hoje.

 

Nisso não só vigora o silêncio na imprensa. Mas também o popular, pois poucos (se alguns) se lembram de convocar o assunto nos seus murais. Há que preservar o mito da I República benfazeja. E para isso que faz o Estado, os seus oficiais mais importantes? Usa o dia do centenário deste brutal e tão significativo episódio para se congregar, sob o datado e anacrónico molde panteónico, em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, morto há 67 anos, nascido a 19 de Julho e falecido a 3 de Abril. Ou seja, nem sequer há um qualquer vínculo simbólico quase inultrapassável para que a cerimónia decorra hoje.

 

Julgo que nunca tinha assistido a tão descarada manipulação da história política portuguesa. Agora venham-me dizer que é preciso derrubar a estátua do João Gonçalves Zarco. E fazer “introduções contextualizadoras” ao Frei João dos Santos…

 

28 comentários em “Efemérides Sangrentas”

  1. Excelente partilha. Nem me lembrava já do nome de Mbuzini de que, como disse, tenho crenças mas não convicções. Tenho-as também de Camarate, aí mais fortes, porque acredito ter sido o assassínio de Amaro da Costa, sendo Sá Carneiro um dano colateral.
    Há mais esquecimentos, propositados ou não. Em comentário ao postal de Pedro Correia, citei um esquecimento familiar de António Granjo e lembro-me de Jonas Savimbi, duplamente assassinado a 22 de Fevereiro de 2002 e que não recordo ter sido lembrado.

    Terem usado Aristides de Sousa Mendes para “tapa-olhos” da efeméride é sintomático do discurso Orwelliano a que estamos submetidos.
    Ao melhor estilo do comentador Balio, Sousa Mendes foi um funcionário público que desobedeceu a ordens escritas e foi tratado com alguma tolerância. Demitido do serviço público, como não podia deixar de ser – desobediência é sempre falta disciplinar muito grave, podendo ser crime – foi-lhe, à margem da lei, atribuído o pagamento de metade do ordenado durante um ano para que pudesse ter tempo de procurar outra actividade profissional. O resto da sua vida foi toda ela fortemente negativa, desde o vício do álcool ao afastamento da família.
    Sejamos claros. A desobediência impõe-se quando a ordem é ilegal – e sei do que falo em ambiente de guerra – e justifica-se quando é imoral, mas justificar nem é ignorar nem ilibar.
    Estava-se em 1939, os alemães estavam triunfantes, tinham ocupado França e e Batalha de Inglaterra estava longe de decidida. Isto é, nem os ingleses sabiam se conseguiam evitar ser invadidos e ainda nem se adivinhava a intervenção americana. Na península, havia o sério receio de que Hitler repetisse a tentativa de Napoleão para isolar a Inglaterra e, pior de tudo, Franco era activamente apoiante dos alemães e muito se deve a Salazar por ter conseguido dissuadi-lo de entrar na guerra.
    Neste quadro, oferecer um pretexto a Hitler pelo auxílio aos judeus – que nenhum país oficialmente fez – era suicidário. Sousa Mendes, por motivos humanitários e também emotivos – a sua ligação à família de um rabino judeu era fortíssima – de facto pôs em risco a política de Salazar de tudo fazer para evitar trazer a guerra para a península.
    Pelo lado humanitário, a comunidade judaica prestou-lhe a maior da homenagens patente a quem quiser na visita ao museu “Vilar Formoso Fronteira da Paz” que recomendo, e acrescento que, pelo casamento da minha filha mais velha, o meu neto descende de duas dessas famílias judias, uma das quais beneficiou dos vistos de Sousa Mendes.
    Se o Estado Português se associar a qualquer comemoração ou homenagem com esse cariz específico, o humanitarismo, nada a criticar e tudo a aprovar, mas dar honras de Panteão sob o discurso da desobediência a Salazar merece o meu total repúdio. Que nada vale, é certo.

    1. oferecer um pretexto a Hitler pelo auxílio aos judeus […] era suicidário

      Que disparate. Hitler nunca desejou perseguir os judeus fora dos domínios da Alemanha (e dos países que ela ocupava). Até 1942, o que Hitler queria, e tentou de todas as formas, era fazer os judeus sair dos seus (isto é, da Alemanha e dos países por ela ocupados) domínios. Hitler preferia mil vezes expulsar os judeus a matá-los.

      Portanto, aquilo que Aristides fez ajudou, de facto, Hitler. Hitler jamais se zangaria por algum país aceitar ficar com os judeus da Alemanha e dos países por ela ocupados.

      1. Não sei se vale a pena mas a sua asserção está errada. Pelo menos incompleta. Hitler ou os executantes da sua política o que vai dar ao mesmo. queria apenas que os judeus abandonassem a Alemanha e os países ocupados. Não resisto a lembrar que a colónia judaica da Polónia aram milhões e, dos seis milhões de judeus mortos no Holocausto 3 a 3,5 milhões eram polacos e, hoje que fosse, fazer sair 3, 5 milhões de pessoas não parece logisticamente possível a não ser na China.
        Mas, como ia dizendo, queria que estes saíssem mas deixassem as riquezas que tinham. Numa das famílias que referi, o pai, depois de deixar a família a salvo em Portugal regressou à Alemanha, onde tinha uma loja com artigos valiosos. Foi morto e não porque não quisesse sair mas porque tentou sair com alguma riqueza acumulada.
        Um grande grupo que entrou em Portugal por Vilar Formoso, eram abastados joalheiros e negociantes de Amsterdão e traziam consigo pedras preciosas escondidas na bagagem. No referido museu pode ver o relato de uma família que, em risco de serem verificadas as malas, foi salva pelo estratagema de um miúdo mas outros, apanhados em França, foram efectivamente mortos. Já em Espanha, a Guardia Civil, também os roubava descaradamente.
        O dr Balio Lavoura parece a população da Figueira da Foz que, tendo sido mobilizada para prestar apoio a refugiados que iriam chegar de comboio, imaginava gente escanzelada e subalimentada e reagiu muito negativamente quando viu pessoas muito mais bem vestidas do que eles e com ar de prosperidade.

        1. Certo. Hitler procurava que os judeus fugitivos deixassem na Alemanha o seu dinheirinho. Porém, parece-me ridículo pretender, como o Francisco Almeida fez, que Hitler iria declarar guerra a (ou de outra forma hostilizar) Portugal por este permitir a entrada de judeus no país ainda com alguns dos seus pertences.

          1. Por favor não distorça as minhas palavras. Nunca disse que Hitler iria declarar guerra a Portugal por motivo de acolher judeus. Disse, e fui claro, que existia o receio de que Hitler quisesse replicar Napoleão, ocupando a costa europeia para isolar a Grã-Bretanha. Esse seria o motivo. Os judeus seriam o pretexto.
            E uma coisa seria acolher judeus, outra diferente promover a vinda dos judeus por acção consular, emitindo vistos a pessoas a quem, deliberadamente, fôra retirada identificação válida. E outra ainda diferente, permitir que esses judeus ficassem em Portugal, organizando-se como foco de oposição externa a Hitler.
            Salazar, saberá ele e Deus, se a contra-gosto, aceitou a entrada de judeus mas opôs-se pelo M.E. que lhes fossem facilitados vistos, não lhes permitiu exercerem actividade profissional em Portugal e fixou um prazo para embarcarem para outro país (EUA e Inglaterra especialmente mas também América do Sul)..
            No plano humanitáro só vejo que mereça aprovação. Em Vilar Formoso, António Ferro, na presença de Salazar, instruíu o capitão Agostinho Lourenço, director da PVDE para acolher e prestar assistência aos refugiados. Isso foi cumprido, testemunhado pelos próprios refugiados e contrasta flagrantemente com a forma como o SEF trata ucranianos, brasileiros, etc.. Por outro lado, autorizou o prof. Moisés Amzalak para trazer de Paris para Portugal a organização judaica de assistência aos judeus deslocados.
            Já na decisão política de não lhes permitir trabalhar nem ficar a minha opinião pessoal é que errou. Tal como limitou a associação judaica a actividades assistenciais, podia ter controlado os refugiados impedindo-lhes militância política. E muitos desses refugiados, a maioria diria eu, teriam sido muitíssimo benéficos para a sociedade portuguesa pois haviam engenheiros e arquitectos habituados a realidades modernas, joalheiros e negociantes com capital e ligações internacionais. Na maioria eram pessoas cultas. Como exemplo raro dos que ficaram em Portugal, lembro Álvaro Cassuto, licenciado em direito mas que deixou a advocacia pele música e hoje é só conhecido como maestro.

          2. Disse, e fui claro, que existia o receio de que Hitler quisesse replicar Napoleão, ocupando a costa europeia para isolar a Grã-Bretanha.

            (1) Não foi nada claro.

            (2) Napoleão não quis somente ocupar a costa europeia. Na prática, o que ele quis foi ocupar toda a Península Ibérica.

            (3) Ao dizer que Hitler quereria “replicar Napoleão”, está de facto a dizer que Hitler invadiria a Península Ibérica, tal como Napoleão fez.

            É impossível ocupar eficazmente toda a costa de Espanha e Portugal sem invadir esses dois países. Pelo que, de uma forma ou outra, o Francisco Almeida está a sugerir que Hitler poderia invadir a Península e Portugal. O que me parece uma hipótese absolutamente ridícula.

          3. Salazar aceitou a entrada de judeus mas opôs-se pelo M.E. que lhes fossem facilitados vistos, não lhes permitiu exercerem actividade profissional em Portugal […] No plano humanitáro só vejo que mereça aprovação.

            Eu vejo que merece desaprovação. Tanto no plano humanitário como no plano utilitário, deveria ter facilitado a concessão de vistos (como Aristides fez) e deveria ter permitido o exercício de atividade profissional aos refugiados. Tal como o Francisco Almeida muito bem refere mais adiante no seu post, isso teria presumivelmente sido muito benéfico para a economia portuguesa. (Mas, já se sabe, Salazar era um rural, como ele próprio de si disse, e o desenvolvimento da economia portuguesa não era propriamente uma das suas prioridades.)

      2. Ainda outro pormenor. Já desde antes da guerra – salvo erro em finais de 1937 – que o governo alemão recolheu todos os passaportes de judeus, negros e ciganos. Mais ou menos no início da guerra, as SS recolheram também os documentos oficias de identificação, substituídos por uma meia-folha dactilografada que, evidentemente, não podia ser reconhecida como documento válido fora da Alemanha e territórios ocupados. Esta práctica foi logo implementada em França e foi, sem excepção que conheça, motivo ou pretexto para que as autoridades consulares dos diversos países, recusassem vistos aos judeus. Como saberá ou deveria saber, um dos pontos da acusação a Sousa Mendes, ainda antes do processo, foi a emissão de vistos sobre documentação identificativa não idónea.
        Se Hitler preferia que os judeus saíssem, então tenho de concluir que as S.S. não o compreenderam,… e que ele com isso não se importou!

        1. Tem razão, a política hitleriana em relação aos judeus evoluiu com o tempo.
          Numa primeira fase (1934 a 1937) ele procurou simplesmente expulsá-los. Numa fase final (a partir de 1942) matou-os em grande número. Na fase intermédia, houve políticas variáveis.
          No entanto, repito, pretender que a política ordenada por Salazar de não fornecer vistos aos refugiados foi motivada basicamente por um temos de Hitler, parece-me manifestamente exagerado e, pior, desculpabilizante dessa política.

    2. dar honras de Panteão sob o discurso da desobediência a Salazar

      Não se lhe dá honras de Panteão por ter desobedecido a Salazar. Dá-se-lhe tais honras pelo ato humanitário que fez.

      1. Um de nós não soube ler as intervenções públicas nem (pelo menos) parte das notícias e comentários publicado na imprensa. E não fui eu.

    3. Esta manhã ouvi na rádio algo que me parece muito importante. Aristides de Sousa Mendes não forneceu vistos somente a refugiados judeus, mas a todos os refugiados que lhe bateram à porta – incluindo a refugiados espanhóis republicanos. Ora, dar vistos a judeus não era muito grave – Hitler ficava todo satisfeito por se ver livre de judeus – mas colocar Portugal como país de refúgio dos adversários de Franco era, isso sim, gravíssimo.

  2. A malta erudita debruça-se sobre o período imperialista (dito das Descobertas), e salta imediatamente para o Estado Novo.
    O Salazar chega ao poder por obra e graça do Espírito Santo. Ou isso ou a populaça estava anestesiada pelas fake news divulgadas pelas redes sociais.

  3. ” … contra as directivas do regime de Salazar…” ou “…contra a vontade de Salazar…”.
    Termos semelhantes ao primeiro exemplo indiciam que se reconhece sensatamente o óbvio. Ao tempo o regime de Salazar tinha os constrangimentos de quem optava por uma difícil neutalidade no meio de uma violenta guerra ali ao lado. Óbviamente, embora também Ministro dos Negócios Estrangeiros, as directivas eram “as das casas”, o Ministéio dos Negócios Estrangeiros.
    Termos semelhantes ao segundo exemplo indiciam simplesment um serôdio, míope, ódio a Salazar. Os detalhes do processo disciplinar formal iniciado em 1940 pelo M. Neg. Estrangeiros a A. de Sousa Mendes demonstram que a participação de Salazar nesse processo formal, terá sido ela apenas igualmente formal. Curiosos alguns detalhes do processo.
    Ontem e hoje, certas iniciativas, sim, têm cariz reconhecidamente político. Fruta da época. Sabemos por quem e com que motivação.

      1. Exacto. Apesar de todo o interesse que hoje o caso nos suscita não é de crer que entre as vastas preocupações de Salazar, à época, estivesse o Consul em Bordeus.

    1. Não era isto que iria piorar as relações com os Alemães até porque em 1939, 1940 estes estavam mais preocupados com a guerra do que com os Judeus, não existia a caça aos Judeus nesse perído. As SS e o aparelho repressivo Nazi ainda não tinham tido a expansão do meio da guerra.

      Note que censurado pelos jornalistas portugueses, nem sequer está na Wikipedia em lingua portuguesa, Salazar autorizou a fabricação de patrulhas para a Royal Navy já em 1941.
      https://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese-class_trawler

      A lente que usamos para pensar a 2 GM é a do fim do conflito.

      1. Não concordo pois, como já respondi ao comentador Balio, as restrições legais aos judeus começaram logo em 1937, tendo-se estendido a negros e ciganos ainda nesse ano. Hitler temia o capitalismo que via dirigido por judeus e cedo generalizou o ódio a todos os judeus. Até que ponto esse ódio era já um sintoma de alienação ou se tinha também uma componente operacional (a união popular contra algo ou alguém sempre foi, é e será instrumental para governos autocráticos).
        Pelo que sei e li, Salazar, se não temia, desconfiava fortemente dos banqueiros internacionais judeus; mas não generalizou e, notoriamente, era próximo de Moisés Amzalak, então líder da comunidade judaica portuguesa.
        Já que faz o favor de apreciar as minhas histórias, aqui vai.
        Salazar controlava meticulosamente o neutralismo português e, no Estado, decidia que repartições ou serviços tinham relações com os alemães e quais tinham relações com os aliados. Não haviam misturas. O pai de uns dos meus melhores amigos de infância, tinha uma firma de importação-exportação e era decidida e activamente pró-inglês. O meu Pai, presida a um organismo de coordenação económica que tinha sido designado para negociar com a Alemanha. Vivíamos em Carcavelos e a traseira da casa dos meus amigos, dava para a frente de nossa casa. O meu pai e o pai dos meus amigos, jogavam “bridge” duas vezes por semana mas as diferentes relações internacionais que prosseguiam nunca interferiram na sua amizade.
        Carcavelos e a sua vivência prestavam-se a isso. Existia uma grande colónia inglesa, centrada na Companhia do Cabo Submarino, hoje o conhecidíssimo St. Julian’s School, e uma significativa colónia alemã, centrada do colégio alemão mas não há registo de conflitos entre eles. Conta-se que no dia do Armistício, parte da população de Carcavelos, passeou-se na Avenida de República para observar., A colónia inglesa festejava ruidosamente bebendo cerveja na Pastelaria Primavera enquanto, talvez a 60 ou 70 metros distância, num café hoje inexistente e de que não recordo o nome, a colónia alemão, vestida a rigor, bebia silenciosamente vinho do Porto.

        1. As restrições aos Judeus começaram ainda mais cedo. Mas isso não quer dizer que os Nazis estivessem ainda interessados em caça-los pela Europa fora. O triunfalismo Nazi ainda não tinha começado, só occorre após a vitoria na França em poucas semanas, Até esse momento boa parte do Exército Alemão pensava que as coisas poderiam acabar mal, ou seja na altura dos factos a preocupação dos Alemães e de Hitler era puramente militar. Com a invasão da URSS a retorica muda.
          Como eu disse as SS só expandem após a invasão da União Soviética onde aparecem as primeiras divisões SS para combate convencional até então só 2 brigadas. A parte repressiva de segurança interna também aumenta exponencialmente.

          Obrigado pela história.

  4. O descaro desta cambada não conhece limites.
    Sem que possam atrever-se a incensar a 1ª República, fazem-no pela demonização de quem a apeou do poder: o Estado Novo.
    Na busca de lhe encontrarem uma vítima que lhes servisse de pendão, lá se socorreram, à pressa, anos atrás*, do Aristides de Sousa Mendes, já então montando no púlpito armado pelos israelitas.
    Levá-lo ao Panteão é o passo final da farsa.

    Fontes:
    * Concurso RTP do ‘Maior Português de sempre’ ou algo parecido.
    O cônsul Aristides de Sousa Mendes; Embaixador Carlos Fernandes; Autor;2013
    Album de Memórias; José Hermano Saraiva; O Sol é Essencial, SA; 2007
    Ouve notícia de uma tese de mestrado em Coimbra; desaparecida em parte incerta…

  5. Adenda:
    Alguém me sabe dizer com que rendas, alguém se diz ter acabado a queimar os solhos do seu palácio para se aquecer (TVI24 hoje), o construiu (?) ou manteve até então, mais 7+1 filhos?

  6. Por falar em efemérides; em 31 de Março de 1821 foi declarado o fim do Santo Ofício ou o fim da Inquisição. Em 31 de Março de 2021 não li qualquer espécie de alusão à barbárie que se praticou em nome da Santa Igreja.
    Será que as efemérides para serem lembradas têm de ter algum cariz ideológico?
    Ou estas efemérides sangrentas não contam porque foram obra do Divino.

  7. Aristides de Sousa Mendes foi para o panteão nacional por ter salvo milhares de judeus de serem mortos na 2-guerra mundial… Salazar salvou centenas de milhar de portugueses de morrer na 2- guerra mundial e nada… Simplesmente vergonhoso! Mas enfim, a vida dos judeus é superior à dos portugueses…

    1. E quem organizou o seu transporte para Portugal, os acolheu (Ericeira, ….), lhes deu passagem para as Américas?
      Foi o Sousa Mendes?
      Foi o Franco?
      País regido por intrujões…

  8. Eu leio os comentários e fico atónito. Mas, depois, reflicto e percebo. A culpa é minha, escrevo e não consigo fazer-me entender. E por isso boto coisas destas e ponho gente a discutir (e de que maneira) a política judaica nazi, a posição de Salazar ou a figura de Aristides Sousa Mendes. É, pura e simplesmente, descorçoante. Será também sintomático do ambiente deste convívio. O que ainda é pior.

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