E agora, a piéce de resistance. Muito pior que a avaliação de desempenho dos nossos chefes e até que as perguntas indiscretas das tias e primas abelhudas que só vemos no Natal, é este jogo adolescente a que dificilmente resistimos.
Por incompetência ou porque as expectativas que criamos são irrealistas, a verdade é que nem sempre nos safamos como queríamos deste balanço anual.
Talvez por esse motivo é que no dia 1 de cada ano já nem me dou ao trabalho de fazer uma lista de objectivos como deve ser. Fica tudo em rascunho.

Já não faço balanços nem traço objectivos muito definidos para cada novo ano. Não por decepção ou desistência, mas porque aprendi que tudo tem o seu tempo próprio, e que esse tempo só por acaso coincide com a escravatura do nosso calendário. Claro que há que perseguir objectivos e semear para colher, mas impôr datas às colheitas é uma ilusão que leva quase sempre à desilusão. Acredito na fórmula “semear, esperar, colher os frutos”. Mas ao ritmo natural das coisas.
Bom ano, Teresa!
Palavras sábias, Ana. Bom ano para ti também 🙂