Se calhar o futuro é redondo


Teresa Ribeiro,

E agora, a piéce de resistance. Muito pior que a avaliação de desempenho dos nossos chefes e até que as perguntas indiscretas das tias e primas abelhudas que só vemos no Natal, é este jogo adolescente a que dificilmente resistimos.

Por incompetência ou porque as expectativas que criamos são  irrealistas, a verdade é que nem sempre nos safamos como queríamos deste balanço anual. 

Talvez por esse motivo é que  no dia 1 de cada ano já nem me dou ao trabalho de fazer uma lista de objectivos como deve ser. Fica tudo em rascunho.

2 comentários em “Se calhar o futuro é redondo”

  1. Já não faço balanços nem traço objectivos muito definidos para cada novo ano. Não por decepção ou desistência, mas porque aprendi que tudo tem o seu tempo próprio, e que esse tempo só por acaso coincide com a escravatura do nosso calendário. Claro que há que perseguir objectivos e semear para colher, mas impôr datas às colheitas é uma ilusão que leva quase sempre à desilusão. Acredito na fórmula “semear, esperar, colher os frutos”. Mas ao ritmo natural das coisas.

    Bom ano, Teresa!

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