
«(…) as mulheres não morrem como os homens dado faltar-lhes o mesmo peso de medo na carne, a mesma espessura nos ossos de inocência e solidão: transformam-se em fantasmas ou nem fantasmas, coisas vagas, fosforescências que rondam de quarto em quarto nos gestos e no modo de caminhar que possuíram em vida (…)»
António Lobo Antunes, O Esplendor de Portugal, p. 107
Ed. Publicações Dom Quixote, 1997

Um livro que gostei de ler.
Um dos dez melhores romances portugueses da década de 90.
A António Lobo Antunes foi uma das minhas paixões. Talvez a maior das minhas obsessões literárias. Li todos os livros dele até A Morte Carlos Gardel. Não li o Esplendor de Portugal. Tenho de retomar… 🙂
Excelente livro sobre o drama de Angola.
Dos civis, de que tão pouco se fala: continua a ssr tema tabu. Só se fala da tropa, nunca da população civil.
Há uma espécie de rima interna entre este romance e O Retorno, de Dulce Maria Cardoso.