Autárquicas transmontanas


Cristina Torrão,

Rui Rio esteve hoje em Macedo de Cavaleiros (e nós com ele).

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Chegada de Rui Rio à sede do PSD de Macedo de Cavaleiros, hoje, pelas 11h 30m. Foto © Horst Neumann

O Nordeste Transmontano sempre foi um baluarte do PSD. Mas as coisas estão a mudar. Há quatro anos, o PSD perdeu autarquias tradicionalmente suas para o PS, como Mirandela e Macedo de Cavaleiros. Talvez por isso, a intervenção, hoje, do chefe de partido, nesta sede de concelho, acompanhando o candidato do PSD à Câmara local: Nuno Morais, veterinário (que, por acaso, tratou a minha cadela Lucy, quando ela adoeceu gravemente, há três anos).

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Rui Rio com Nuno Morais, candidato do PSD à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Foto © Horst Neumann

A vinda de Rui Rio entusiamou, sobretudo, o meu pai, que, em 1990, fez parte da lista encabeçada por Aguiar-Branco, concorrente às eleições da Comissão Política Distrital do Porto, e na qual Rui Rio, com 32 anos, era um dos Vice-Presidentes. Aqui, a foto de apresentação dessa lista.

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O meu pai, José Manuel Torrão, é o terceiro a contar da esquerda, em pé

Infelizmente, hoje, o tempo não ajudou. Começou a chover, ainda Rui Rio e Nuno Morais andavam a fazer a ronda pelo comércio local e não se chegou a concretizar a volta pelas ruas do centro, contactando com os transeuntes. Os brindes de campanha ficaram quase todos por distribuir.

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Rui Rio com Nuno Morais, candidato do PSD à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Foto © Horst Neumann

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A minha mãe, Margarida Pinto, e eu (ainda antes da chuva). O meu pai conversa com dois senhores, em 2º plano. Foto © Horst Neumann

Por acaso, há quatro anos, também eu cá estava, durante a campanha das Autárquicas. António Costa veio apoiar o seu candidato, num dia de sol radioso. O PS acabou por surpreender, ganhando a Câmara.

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Autárquicas 2017, Macedo de Cavaleiros. Foto © Horst Neumann

Hoje, uma acção de campanha a acabar de forma repentina e tristonha – espero que não seja um mau prenúncio.

 

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Rui Rio prepara-se para entrar no carro, debaixo de chuva, interrompendo a acção de campanha. Foto © Horst Neumann

 

Espero também que, daqui a dois anos, Rui Rio não me obrigue a votar noutro partido…

12 comentários em “Autárquicas transmontanas”

  1. Finalmente a RTP3 vai transmitir o debate que conta. Até soltaram os tubarões para deter o dilúvio santanista.
    Aqui na terrinha, o actual edil parte para um possível 3º mandato, depois de há algum tempo atrás ter completado uma série completa (PSD governou no interlúdio, que contou entre outras com a estopada do pós-euro). Entrou para os debates com a postura do costume, não fala mal da cidade e do concelho, só elogia. Tudo o que estava por fazer ou está feito ou em fase de conclusão. Ou é como se estivesse feito, estudado, analisado, adjudicado, da imaginação do Presidente (porque nem no papel está) ao mundo real é um saltinho. Ou uma viagem de avião.

    PS: li numa qualquer publicação este fim de semana que algo teria sido o pronúncio de outra coisa qualquer…

  2. Olá Cristina,
    A campanha do PSD aqui em Porto de Mós já mereceu uma visita de apoio de Paulo Rangel e também de Rui Rio, sendo que esta última foi igualmente interrompida, mas pelo luto nacional decretado pelo falecimento do ex-Presidente Sampaio.
    Além do líder do PSD, merecemos também a visita do mais bem posicionado aspirante a seu sucessor. A menor frequência de políticos deste gabarito, não deverão fazer parte lista dos chamados custos da interioridade…

  3. Rui Rio conseguiu torpedear-me. Apostei no cavalo errado.
    Achei na altura Miguel Morgado atrevido. Hoje lendo e ouvindo o seu o currículo, é o único capaz de elevar o PSD. Inteligente, sagaz. Um pouco a imagem de Sa´Carneiro.
    Rui Rio acompanhou-se de dorminhocos. Mota Pinto, Jorge Moreira da Silva, até uma tal Meireles que pensei até ser do PS, etc.
    Moedas por causa destes dorminhocos, vai pagar o preço por não ter aceite o CHEGA.
    Qual a diferença do PC e do BE se associarem ao PS?
    cumps.

  4. Macedo tinha tido um presidente PS em tempos, tenho ideia. A machadada maior aconteceu em 2013, quando o PS conquistou Vila Real, que desde as primeiras autárquicas tinham sido sempre do PSD, e apenas com dois presidentes. Ainda por cima a meio do governo de Passos Coelho, também ele vilarealense. E em 2017 o PS solidificou o triunfo com um resultado maior do que qualquer um que o PSD alguma vez tivera. Rui Santos, o actual edil, conseguiu o que na altura o jovem Ascenso Simões esteve a poucos pontos de obter.
    Diga-se que, como em muitos outros casos, que estas coisas locais passam além da ideologia. O actual presidente da junta de onde provém a minha família é do PS e sobrinho de outro antigo presidente do CDS. E lembro-me de uma tia-avó minha, saudosista do regime anterior, dizer convictamente que ia votar no titular da altura, também ele socialista.
    Boa sorte para a eleição, Cristina.

    1. Sim, é verdade que Macedo de Cavaleiros já teve, no passado, um Presidente socialista. Mas considerava-se um acidente de percurso… até Benjamim Rodrigues ganhar as eleições, há quatro anos. E tudo indica que tornará a ganhar. A pequena cidade de Macedo de Cavaleiros (5000 habitantes) é, há três meses, um verdadeiro estaleiro de obras, uma acção que alguns consideram (com razão) um exagero. Mas já se sabe que acções destas costumam agradar à maioria…

      Sim, estas coisas locais passam além da ideologia. Esse fenómeno verifica-se bem na freguesia-natal do meu pai (cerca de 300 habitantes), em que o PS também ganhou, há quatro anos. E tornará a ganhar. Mas, diga-se de passagem, o candidato, querido por todos, usou de um truque para chegar ao poder. Concorreu duas vezes pelo PSD, apesar de ser socialista! Quando notou que era praticamente impossível perder, assumiu o seu verdadeiro partido! Foi há quatro anos, e o PS realmente ganhou. Agora, que a lei não lhe permite este mandato, as pessoas vão votar no seu sucessor (escolhido por ele, claro).

  5. Já agora na fotografia noto uma ou outra cara de cujo nome não me lembro, excepto a do meu antigo professor Mário Melo Rocha (segundo a contar da direita, também de pé), que conjuntamente com Azeredo Lopes nos dava Direito Internacional Público, e que infelizmente já nos deixou há uns anos.

    1. Exactamente, João Pedro. Diz-me o folheto, preparado para essa eleição, e do qual tirei esta foto, que Mário Melo Rocha tinha 32 anos e era Assistente da Faculdade de Direito de Coimbra e da Universidade Católica do Porto.

      Os outros candidatos que faziam parte desta lista (além dos quatro já mencionados), eram José Maria Oliveira da Silva, Bernardino da Costa Pereira, António Salazar, José Nuno Guimarães, José Manuel Ferreira de Brito, Luís Silva Carmona, Maria Aurora Moura Vieira e Paulo Sousa. Ao todo, são doze, embora na foto só estejam onze, mas não sei quem falta.

  6. Estou a ver que a Cristina Torrão é uma militante do PSD das mais empenhadas. Pois se até vem da Alemanha para participar na campanha!

  7. Os brindes de campanha ficaram quase todos por distribuir.

    O PSD ainda faz isso, distribuir de borla canetas e isqueiros aos populares que passam?

    Que mau gosto. Que antiquado. Isso é compra de votos, caciquismo disfarçado.

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