Fim de semana (6)


Pedro Correia,

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Palácio e jardins de Monserrate: o esplendor do romantismo em Portugal

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Edifício do século XIX foi restaurado, integrando paisagem cultural de Sintra

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No frondoso parque há espécies oriundas de todas as partes do globo

 

A beleza de Sintra é inesgotável. Sinto isso sempre que lá vou. Nunca há dois dias iguais quando a visitamos. Desde logo por ser uma das povoações portuguesas mais bem enquadradas no sempre renovado espectáculo da natureza. 

Agora que os dias são grandes e as vagas turísticas continuam diminutas, é a ocasião ideal para lá voltarmos em romagem. Porque em Sintra há sempre algo mais para ver. O deslumbrante Parque de Monserrate, por exemplo. Tudo começou no século XVI, com uma ermida que ali havia. Depois tornou-se quinta com sucessivos proprietários ou arrendatários – um deles, no final do século XVIII, foi o escritor inglês William Beckford. Byron também passou por lá. Mas o apogeu de Monserrate ocorreu a partir de 1846, quando foi adquirida por outro súbdito da Rainha: Francis Cook, comerciante e coleccionador de arte. É dele a iniciativa de ali erguer o actual palácio de inspiração gótica, indiana e mourisca. E também de ali instalar um vasto jardim povoado de espécies exóticas, das mais diversas proveniências. Esplendor máximo do romantismo em Portugal. 

O palácio foi adquirido em 1949 pelo Estado e todo o conjunto integra a paisagem cultural de Sintra, declarada em 1995 património da humanidade pela Unesco. Isto não evitou a degradação do edifício, que permaneceu encerrado ao público durante muitos anos. Felizmente restaurado e novamente aberto aos visitantes, é uma jóia arquitectónica ali à nossa espera – com vistas deslumbrantes, seja qual for o ângulo. Além do frondoso parque onde podemos deambular durante horas. Recarregando baterias, em busca de inspiração seja para o que for. Se não a acharmos aqui, não a encontramos em parte alguma.

18 comentários em “Fim de semana (6)”

    1. O esplendor de Medina está na Praça do Chile, esventrada desde 2017 – ano em que foi encerrada a estação de metro de Arroios para “obras de beneficiação” que deviam estar concluídas em 2019.
      Talvez, por golpe de mágica, reabra a tempo das próximas autárquicas. Sou capaz de apostar.

      1. A Praça do Chile também apresenta inspiração gótica, indiana e mourisca, aliás a fauna é cada vez mais exótica das mais diversas proveniências. Não é por uma estação de metro que vai deixar de poder deambular ou de ter inspiração na Praça do Chile. Ninguém fala do metro de
        Monserrate assim como ninguém fala dos Chilenos da Praça do Chile.

        Cristina Silva

        1. Na zona da Praça do Chile há muita droga, gente que vive na rua, carências sociais de todo o tipo e muito comércio que encerrou de vez. O facto de o metro de Arroios estar fechado desde 2017 contribuiu para acentuar estas chocantes assimetrias, ignoradas pela propaganda autárquica e pelo jornalismo “feelgood” que adora passear pelo Chiado e pelo Cais do Sodré, desconhecendo Lisboa em absoluto.

      2. Essa de Arroios era para permitir composições mais longas?
        Quem aguentou as obras da Linha Azul no Terreiro do Paço, aguenta essas. Aguenta, aguenta.

        1. Sim, é verdade.
          E não esqueçamos as obras do Palácio da Ajuda, cujo fim foi “celebrado” em Maio com cerimónia a preceito que envolveu Costa e a titular da Cultura, com foguetório televisivo, e afinal continuam a arrastar-se pelo menos até ao fim do ano.

      3. Aqui na Parvonia ainda se espera o centímetro, já se desistiu do metro. O Engenheiro #44 levantou os carris da Linha da Lousã, esqueceu-se foi de pôr qualquer coisinha a substitui-los. Até hoje (a culpa foi do Passos). Vale que finalmente vamos ter na zona mobilidade suave, quem precisa de metro.
        Desculpe fugir ao assunto, mas Medinas são como os chapéus, convém ir passando a mensagem.

        1. Compreendo o seu protesto e estou certo de que a culpa é do Passos. Já saiu há seis anos mas o responsável de todos os males “do país e do mundo” (como diz o outro) continua a ser dele.

          1. Calma, não esgote já as culpas do passos se não entra a covid e dessa ninguém pode dar aquela ‘não venha com a desculpa do, da, de….’

      4. Agora é o fecho da estação do metro da Pç. do Chile que está a dar.
        Sabe qual é a razão do atraso da obra? Não é venha o outro que a obra acaba eleitoraluchamente depressa.
        Como foi a Monserrate, nem sequer um comentário sobre os perigos das noites em Sintra, provavelmente nem se apercebeu.
        O senhor doutor médico, sensato em suas anteriores intervenções, deixou-se apanhar pela moda do popularucho e diz ‘As pessoas em Sintra têm medo de andar de comboio à noite’.
        Se fosse o neto da D. Carolina dizia ‘então deus está no quintal da minha avô?, a minha avô nem tem quintal’, mas neste caso é bem provável que diga ‘mas em Sintra só há autocarros’.
        ‘Tá bem é a Linha de Sintra e aqui o senhor doutor médico é pior que o medo à covid, mas só de Queluz para cima, que na à Amadora está lá outra a meter medo e em Benfica não faltará mais um negacionista. E ninguém se lembrará da Linha de Cascais que as pessoas preferem viajar à noite por causa da covid. ser mais atiradiça de dia.

          1. Ninguém? Como sabe isso.
            Acho que perceberam, ou percebem quando lerem o placard eleitoral do doutor médico, que até tinha, e deve continuar a ter, um discurso razoável, e agora atirou-se para o popularucho
            ‘as pessoas em Sintra têm medo de andar de comboio à noite’.
            Medo de quê? Como é médico é fácil relacionar com covid, mas de dia é que há mais perigo.
            Ou quer dizer, se sair no Algueirão não corre perigo nenhum.

  1. Está nos meus planos visitar esta obra de arquitectura romântica. É um palácio fascinante e que inda não vi. Não me parece que aconteça neste verão.

  2. Quem é que foi vandalizar esta noite o Pavilhão dos Descobrimentos?
    Quem é que terá encomendado a imbecilidade?
    Que raio de gente é esta ?
    É preciso medidas duras para estes energúmenos!

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