Das minas de ouro à mina da Caixa


Pedro Correia,

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Dois Presidentes da República – Ramalho Eanes e Jorge Sampaio – honraram-no com o título de comendador, que ainda ostenta. Marco na biografia deste filho de humilde família madeirense, um de sete irmãos, forçado em 1963 a emigrar para a África do Sul, com visto de trabalhador agrícola, como tantos dos seus conterrâneos. Mas o momento supremo na vida de José Manuel Rodrigues Berardo, 77 anos recém-completados, foi-lhe proporcionado em 2006 por José Sócrates. Com selo oficial: a criação do Museu Berardo em instalações do Estado, no luxuoso cenário de Belém, entre vénias de inúmeros “agentes culturais” e passadeira vermelha desenrolada pelo Governo ao homem que passava por ser o quinto mais rico do país.

Quando regressou à pátria, um quarto de século após ter emigrado, José já era Joe. Irradiava fortuna, intitulava-se empresário, aludia à riqueza amealhada em minas de ouro sul-africanas. Fazia-se fotografar em festas sociais, mostrava-se entre os influentes. Ampliou a conta bancária especulando na Bolsa. E desatou a comprar como se não houvesse amanhã. Beneficiando do crédito de uma banca complacente e de uma supervisão financeira que pecou por falta de comparência.

Comprou carros de luxo, hotéis na Madeira e a histórica Quinta da Bacalhoa em Azeitão, participou no capital da SIC, tentou até comprar a SAD do Benfica. Investiu em arte. O dinheiro nunca estava em nome próprio, mas da labiríntica Fundação Berardo, criada em 1988. E era movimentado com crédito sobre crédito, em doses sucessivas e até certo ponto incessantes. Ponto culminante: a tentativa de se apoderar do Banco Comercial Português, recorrendo a 400 milhões garantidos pela Caixa Geral de Depósitos, certamente com luz verde do Governo.

Terá agido como testa-de-ferro do poder político na tentativa de controlo daquele banco privado? Funcionou como moeda de troca para a instalação da chamada Colecção Berardo junto ao Mosteiro dos Jerónimos, no maior equipamento cultural público português, com o beneplácito de Sócrates e do seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos? Tudo matéria agora em investigação a cargo do Ministério Público num processo que só peca por ser tardio.

O filho do modesto vinhateiro madeirense é suspeito de 13 crimes – incluindo burla agravada, fraude fiscal, administração danosa e branqueamento de capitais. Terá provocado um rombo superior a mil milhões de euros a três instituições bancárias: CGD, BCP e Novo Banco. Só à Caixa, entretanto recapitalizada graças ao esforço dos contribuintes portugueses, os créditos malparados totalizam 268 milhões. 

Foi detido para interrogatório e libertado três dias depois, sendo-lhe imposta uma caução de cinco milhões de euros. Ao ritmo a que funciona a justiça portuguesa, talvez nunca mais volte a ser detido.  Mas hoje não sentirá vontade de soltar gargalhadas, como fez em 2019, na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa, com a arrogância de quem ostenta duas comendas e trata por tu vários políticos. Agora é a sério, já não dá para rir.

 

Texto publicado no semanário Novo

37 comentários em “Das minas de ouro à mina da Caixa”

  1. Não sou de desejar o mal de ninguém, mas julgo que sempre preferi o “cá se fazem, cá se pagam” para quem vive descaradamente à custa do suor dos outros. Contudo, não creio que seja apenas o abjecto Berardo o dono da culpa. Houve quem foi conivente, pactuou e lhe deu aval para burlar e explorar o povo a que pertence, que envergonha e de que é escória.
    Veremos. Porque acerca da justiça portuguesa também há dúvida bastante, é pano com muita nódoa.

    1. Eu recordo-me muito bem dos sindicalistas, à porta da PT, aplaudirem-no e darem-lhe palmadinhas nas costas durante a OPA da Sonae. Também me recordo do jornalismo a tecer-lhe loas de falcão nas suas páginas e nos seus ecrãs. A lenda Berardo foi criada, alimentada e aceite por muitos.

  2. Joe Berardo foi joguete nas mãos de políticos que o desprezam e se preparam para o roubar.

      1. Não tenho pena nenhuma.
        Não foi ele que nos roubou.
        Só ajudou os ladrões a roubarem nos a nós.

  3. Continuo sem perceber bem os assomos de indignação.
    O que Berardo, e outros, fez ao longo dos anos era público. Não é que ele tenha pedido dinheiro à CGD às escondidas para tomar de assalto o BCP. Aliás, no seu caso pessoal, ele fazia questão de publicitar as suas incursões financeiras.
    Agora as pessoas comportam-se como se a Mortágua fosse o Perry Mason, e a Comissão parlamentar a nova versão d’Os Intocáveis.

    1. Agora é que você disse uma grande verdade, era tudo publico mas aquando da queda do BES e da PT houve muito bom empresário que ficou a arder, literalmente.
      O BES caíu um mês após o anterior PR ter assegurado que era bom investir no BES, quando já toda a gente sabia do relatório que o empresário Pedro Queiróz Pereira tinha entregue no Banco de Portugal no final de 2013.
      Já agora onde a ex-ministra das finanças que garantiu que a resolução bancária não iria custar nada aos portugueses, ainda está na Arrow Global ?

      WW

  4. Isto da Madeira nunca vem bom vento, nem bom casamento…
    Logo que o negócio da colecção meteu Sócrates, devia-se ficar em “guarda”!

  5. Infelizmente este não foi o primeiro nem será o último dos criminosos a usar os dinheiros públicos para enriquecimento pessoal e familiar. Uma coisa poderá este bandido dizer em sua defesa… Então fui só eu, a desviar e esconder centenas de milhões de euros para alimentar a minha vaidade?!… Onde estão os outros da “era socrática” e mesmo da “era da grande cavacada” que destruíram milhares de milhões e hoje ninguém fala deles?!… Bom se não tivesse feito as palhaçadas perante os “palhaços” que o estavam a interrogar, que até poderão ser bem piores que este, pelo menos deixa uns quadritos e umas quintas que poderão ter alguma utilidade, nem que seja para mais uns oportunistas distribuírem o património em belas negociatas (como é costume), a verdade é que o comum cidadão pagou e continuará a pagar os crimes cometidos por todos os corruptos, ladrões e oportunistas que do poder político, judicial e económico transformaram este país num território paraíso, já nada se poderá fazer pelos milhares de famílias destruídas pela crise, pelos milhares de cidadãos escorraçados para a imigração por sobrevivência nem pelos milhões atirados para a pobreza extrema no entanto todos estes criminosos continuam a usufruir das benesses de um estado e ainda homenageados e condecorados pelos grandes serviços prestados ao País????…. Leiam as opiniões de Manuel J. Guerreiro «Portugal terminal-um país a morrer», João Marcelino «Portugal a saque», José Cabrita Saraiva «justiça ferida de morte», José Gomes Ferreira sobre os grandes facilitadores das clientelas partidárias nos negócios ruinosos para o estado, Paulo Morais sobre a AR que chama de “central de negócios particulares”, crónicas de Eduardo Dâmaso sobre as burlas que sem castigo são praticadas em décadas de poder corrupto e vão perceber a podridão de um “reino” tomado pela pior escória da humanidade.

  6. Há anos que me insurjo e comento onde posso o negócio do BCP. É evidente que Berardo é um participante mas por trás tem o PS de Sócrates e a Maçonaria.
    O BCP revelara-se vulnerável a qualquer grupo accionista forte (por ter a maioria do capital pulverizado) na disputa entre Jorge Jardim (Opus Dei) e Teixeira Pinto (ex-Opus Dei) como depois se veria com Berardo que, com dinheiro emprestado pela CGD vem depois nomear quem lhe tinha emprestado o dinheiro, administradores do BCP.
    Um administrador bancário tem um conhecimento privilegiado do mercado de investimento pois os seus clientes, antes de se lançarem em novos investimentos, contactam a banca para saber das possibilidades de financiamento; e sabem também que empresas estão em dificuldades e podem ser adquiridas. É por isso que é habitual que um administrador que saia assine uma cláusula de incompatibilidade normalmente de 3 anos. Ora o que se viu foi dois administradores da CGD (banco público) transitarem directamente para o BCP (banco privado) levando com eles todo o conhecimento que possuíam.
    Nos Estados Unidos, não teriam sido impedidos – a supervisão não é “a priori” – mas teriam sido presos. Em Portugal o governador do Banco de Portugal (Vítor Constâncio) veio à televisão declarar que tinha sido uma boa solução. E nem meios de comunicação social nem partidos políticos reagiram como o assunto merecia.

  7. O Joe é um Senhor e merece reconhecimento pelo seu belo trabalho a colecção Berardo é de incalculável valor patrimonial. E a quinta da Bacalhoa de Azeitão é de um requinte sublime a qualquer paladar apurado. Os Portugueses são piegas e passam a vida a queixar-se de banalidades, se trabalhassem como o Joe de certeza que não faltariam condecorações.
    Vão mas é trabalhar!!!
    Cambada de preguiçosos!!

  8. Foram anos interessantes da nossa história recente que julgo só o tempo proporcionará o distanciamento objectivo.
    Anos de assalto socialista ao poder, à imprensa e comunicação social, à banca, às instituições, muitas ambições e muitos idiotas uteis, a coberto de uma narrativa “somos todos muito bons e estamos muito bem”, Berardo (e outros) recebem comendas em aparato, DDT, Zeinal Bava a receber prémios internacionais de gestão (se calhar também se compram como os do turismo), auto-estradas e SCUTS a nascer como cogumelos, equipamentos sociais caríssimos e inúteis (aeroporto Beja etc)… Foi uma festa…para o povo pagar…
    Os efeitos são persistentes, e só a “mãozinha” do Banco Central Europeu nos segura nesta realidade ficticia e alternativa em que vivemos.
    Despojados de soberania, mais não somos um país, mas sim um protectorado.

  9. Isto tudo é muito tuga rasca.
    Na generalidade, os nossos “Grandes” empresários, são descendes do “Oliveira da Figueira” ou do “Manolito”.
    Champalimaud foi o último dos “Moicanos” da classe empresarial portuguesa – da grande – não dos pequenos e micro que se vêm em palpos de aranha para pagar todos as tropelias que muitos dos chamados Grandes com a ajuda do poder, cometeram.
    Qua a justiça seja como o céu do Asterix e que lhe caia na cabeça.
    Hoje estou BD, porque esta é mais real.

  10. Claro que se ri e vai continuar a rir. Viveu (e vive) á grande com dinheiro que não é seu e o qual não tem a mínima intenção de pagar. Tanto que assumiu com todas as letras, alto e bom som na famigerada comissão de inquérito “pessoalmente não tenho qualquer dívida”. Pelo pouco que se vai sabendo, percebe-se perfeitamente que conseguiu o que conseguiu, graças ao patrocínio político do governo socretino e apoio da maçonaria que o utilizou como instrumento para a tomada de posse de empresas importantes na economia deste pequeno país de corruptos. O Joe não passa de um peãozeco arrogante a quem utilizaram o ego megalómano para o assalto a estas instituições. Nesta altura é uma perda de tempo pensar que alguma vez se irá recuperar alguma coisa. Quanto ao indivíduo em si, será mais um desgraçado velho e sem saúde a quem a justiça terá que ser complacente, como tem sido com tantos outros bandidos. Veja-se o DDT que ja nem comparece em tribunal supostamente por causa do Covid,,,,haja cara de pau que a justiça aceita de bom grado a desfaçatez.

  11. Sob um ponto de vista de imagem, Berardo é vitima de sua pobre infância; e a ostentação ou vaidade é consequência disso mesmo.
    Em matéria que se conhece, penso que Berardo sairá absolvido e a conclusão será que o estado é o causador e mentor de todos esses resultados. Pretendo dizer que para mim Berardo foi somente um veículo de implementação de políticas governativas.

  12. Não percebo o escândalo. Não é assim que o regime funciona?
    A Dívida Política (os políticos e seus maiores defensores jornalistas deviam as atenções chamando-lhe Dívida Publica ) não vai já em 270 mil milhões de Euros.

    Este regime socialista não é um Joe Berardo em ponto grande?

  13. Não houve um qualquer senhor que afirmou qua as dívidas não se pagam?
    O que o José fez, tenho pena de não ter as qualidades e possibilidades dele para o fazer também, mais ladrão menos ladrão, não haveria problema. Quanto ao resultado final, desde o famigerado 25A que as leis são feitas por gabinetes de advogados, leia-se gatunos autorizados, ligados ao poder, pelo que não vai acontecer nada. Nem a ele, nem ao Sócrates, nem ao Salgado, e tenho muitas dúvidas se acontecerá alguma coisa ao senhor do pó branco em pneus.

    1. ” senhor do pó branco em pneus.”
      coitado esse Sr. já se diz abandonado pelo Benfica e chama de traidor a Rui Costa

    2. Quem o disse foi esse comuna do ministro dos aviões e dos comboios, o PNS. E o que faz o sistema para combater esse pensamento “democrático”? Arranja leis capazes de empatar os processos anos e anos. E no fim vem a velha máxima, toda ela marxista: AS DÍVIDAS NOVAS FAZEM-SE VELHAS E AS VELHAS NÃO SE PAGAM. VIVA A VIGARICE Á ESCALA TUGA!

    3. Um “senhor” agora ministro dizia que faria a perna do banqueiros tremer, mais a extrema esquerda a dizer para não se pagar dívidas… esta é a cultura do lugar, admiram-se com o Joe?

  14. Portugal sempre foi um pequeno e pobre país, um parente pobre dos países europeus prósperos. O que é normal é os nossos empresários serem modestos e laboriosos, à escala do país.
    Quando vemos políticos ou empresários e pavonearem-se e a exibirem riqueza adquirida do pé para a mão, a primeira coisa que se devia perguntar é: quem pagou isto? Sim, porque o dinheiro não cai do céu. Então, o mais certo é ter havido trafulhice ou termos sido nós todos a pagar ou a ter de pagar mais tarde.
    Dizia o patrono do meu irmão: Quem não rouba nem herda só tem merda.
    Que se saiba, o Berardo não herdou. Portanto…

  15. Continuo sem saber quem lhe assinou os papeis dos saques nas sucessivas e diversas instâncias reguladoras e de decisão.

  16. apanhei um susto e tanto ao ver o nome do joe berardo, que vi como autor do post. Nao, nao pode ser, pensei imediatamente, será alguem com nome igual. Mas logo a seguir vi o nome Pedro correia…acalmei. E agora vou ler o post

  17. li. E mal terminei a leitura voltei logo ao inicio para confirmar se vi bem Pedro Correia. Nao sei o que aconteceu mas o deste post nao se parece nada com o que conheço. Este nao demonstra irritabilidade, é comportadinho.
    Fiquei com saudades .

  18. Primeiro foi o Salgado depois foi o Berardo agora foi o Vieira.
    Só gostava de ser mosca para saber quem e quantos vão fazer uma ” vaquinha ” para pagar os silêncios, perdão as cauções.

  19. ” Terá provocado um rombo superior a mil milhões de euros a três instituições bancárias: CGD, BCP e Novo Banco. “

    Berardo pediu o dinheiro emprestado, não o roubou de arma na mão, e prestou as garantias que lhe pediram. A nossa banca – séria segura e confiável, de acordo com os nossos comentadeiros económicos – emprestou-lhe o dinheiro, e quem autorizou os negócios, os suprevisores da banca e outros responsáveis ainda são personagens gradas na banca e no regime.

    Talvez seja demasiado novo para se lembrar, mas na altura da crise económica e da vinda da troika estes personagens eram os bons empreendedores, os culpados dos nossos problemas eram os trabalhadores que recebiam acima das suas possibiliddes e gastavam tudo a jantar bifes.

  20. Quem é a favor:
    – da livre circulação de capital?
    – dos off-shore, inclusive o da Madeira?
    – da competição fiscal (só para os mais ricos, claro…) entre países?
    – da não exclusividade de deputados?
    – das empresas na hora, sem qualquer fiscalização?
    – das fundações sem transparência?
    – dos grandes escritórios de advogados a fazer assessoria ao poder legislativo?
    – da porta giratória entre ex-políticos e grandes empresas?
    – dos perdões fiscais (RERT) para os ricos que fugiram aos impostos?
    – de uma lei do lobby que na prática serve para legalizar o mercadejar e a corrupção, como em Bruxelas e Washington?
    – de uma “concertação social” onde está um só “sindicato” (que nem 4% dos trabalhadores representa) a assinar de cruz, e os representantes das grandes empresas a encomendar as medidas que lhes interessam?
    – de uma legislação que permite todos os esquemas e mais alguns para a ocultação de património e “otimização” fiscal?
    – de um banco central de Portugal que nada mais é que uma sucursal de Frankfurt?
    – de uma banca sem regulação feita por um Estado forte?
    – de uma banca pública que actua como se de um privado se tratasse, com a agravante da sua administração quase só servir para dar tacho?
    Etc.

    A resposta a tudo isto é: PS, PSD/IL, e CDS/Chega.
    (o “/” separa correntes e eleitores diferentes que, vindos do mesmo partido, acabaram por formar outro, tal como mostram os estudos sobre as transferências de voto)

    Votam nisto? Então têm ZERO moral para se queixar das consequências do sistema que defendem. É que os Berardos e os Salgados e os Sócrates são só a CONSEQUÊNCIA do sistema. Os eleitores teimosos, ignorantes, e incompetentes (e os abstencionistas) são a CAUSA do problema. Entretêm-se a dizer “olha os submarinos, a Tecnoforma, o BPN, etc” (se forem rosa, ou a dizer “olha a PT, a Caixa, o grupo Lena, etc” (se forem laranja ou dos seus tumores mais pequenos).

    Estou farto de um país de rotos e nus, em que não há um único eleitor que coloque a mão na consciência. O problema começa nas nossas mãos, no dia de colocar a cruz. Os Varas, os Bavas, os Mexias, os Vieiras, os Catrogas, os Cabritas, os Portas, e os Venturas (e seus patrocinadores da “round table”) limitam-se a chuchar nas tetas que nós lhes providenciamos! Enquanto passamos fome e nos convencemos, ao ver o comentário sem pluralidade, que a culpa é só do mordomo ou do sucateiro ou do palerma dos frangos que foram apanhados com a testa de ferro…

    O PCP é a solução? Claro que não.

    Mas e o BE, o Livre, o PAN? E outros até! São perfeitos? De maneira alguma. Mas acho que este país nem sabe o bem que lhe fazia se mudasse de dieta durante 4 anos e “matasse” os parasitas à fome por falta da teta do costume…

    A começar por um parasita chamado Zona Euro. Que é como quem diz: saldo externo desequilibrado por defeito a favor da Alemanha, provocando nos periféricos dívidas externas (que depois se tornam dívida privada e pública) que nunca tinham tido (muito menos com a atual dimensão) quando tinham moeda própria. Perguntem aos Checos, aos Dinamarqueses, e aos Suecos, se algum deles se arrepende de não ter aderido à Euro-aberração?
    Ou perguntem até a Islandêses, Noruegueses, Suíços, e agora Britânicos, se estão prejudicados por estar fora da ditadura dos NÃO-eleitos de Bruxelas (cujo trabalho é servir os interesses de Alemanha e França à custa dos outros, daí o mito dos “subsídios europeus” que nem compensam metade daquilo que é roubado pelos fortes aos fracos no “mercado comum”).

    O que falta a este país é pensar, admitir os erros, corrigir, e mudar. Se continua tudo rosa e laranja (ou das cores das suas metástases), este país não tem futuro. Mas os do establishment, ora à solta, ora uma amostra detida só para entreter nos jornais, continuará a viver à grande e à portuguesa!

    1. “O PCP é a solução? Claro que não.

      Mas e o BE, o Livre, o PAN? E outros até! São perfeitos? De maneira alguma. Mas acho que este país nem sabe o bem que lhe fazia se mudasse de dieta durante 4 anos e “matasse” os parasitas à fome por falta da teta do costume…”

      Pois é, o Fidel de Castro também começou com essa conversa e vê lá o que deu?
      Não há dúvida que matou os parasitas todos, foi pena foi terem deixado ficar as carraças que sugaram e sugam o sangue a todos os cubanos.

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