DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «Com um ex-primeiro-ministro em Paris, um ex-ministro em Nova Iorque e um ex-ministro em Pequim, assistimos aos primeiros sinais de que Portugal talvez se safe — não tanto pelo prestígio que eles levam, mas pela distância que os separam de nós.»

 

José António Abreu: «Com a imagem de um homem utilizando um velho Fiat Seicento como se fosse uma scooter numa auto-estrada entupida de veículos ainda fresca na cabeça, faço questão de entregar o automóvel na Hertz imediatamente após entrar na cidade. Enquanto arrasto a mala pelas ruas constato que poucos passeios têm rampas e que a cor dos semáforos é apenas uma sugestão de comportamento. Ainda não o sei mas esta primeira e nada original imagem de Roma vai marcar tudo o resto.»

 

Patrícia Reis: «A escritora Tânia Ganho – Porto Editora – ganhou um concurso de contos no Brasil (o prémio é em dinheiro! Yupie!) e é preciso divulgar para que se saiba que a literatura portuguesa está bem de saúde.»

 

Rui Rocha: «Já é do domínio público que Assunção Cristas deu ordens para recolher todas as gravatas em circulação no MAMAOT. (…) Daniel Campelo, Secretário de Estado de Não Sei Bem o Quê, terá mostrado receptividade à medida desde que, em contrapartida, seja assegurada a viabilidade de uma fábrica de Ponte de Lima com uma produção anual estimada de 207 gravatas.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Vou esquecer que Francisco Assis foi líder do grupo parlamentar do PS, membro do secretariado de José Sócrates, figura de proa das anteriores legislaturas e seu apoiante no já esquecido XVII Congresso que catapultou o PS para o pior resultado dos últimos 20 anos, garantiu a perda de mais de um milhão de votos e entregou a maioria absoluta de 2005 à maioria PSD/PP que agora, com toda a legitimidade, nos governa.»

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