
Ana Margarida Craveiro: «Pelos vistos, não se pode comentar os discursos do senhor Presidente da República. Corremos o risco de estar a denegrir a imagem da Presidência. O respeitinho também chegou a Belém.»
Fernando Sousa: «Uma mulher tão antiga como este portão e estas ruínas abeirou-se do terceiro andar da casa vizinha e gritou: “Dê a volta, dê a volta e vai ver!” Eu fui. Ela já estava debruçada da janela do outro lado. “Vê? As pessoas nunca dão a volta! Não sabem!” Você, leitor, sabe? Espreitou por cima deste muro?»
José Maria Gui Pimentel: «E se Pedro Passos Coelho convidasse Teixeira dos Santos para ministro das Finanças? Vamos assumir que a enorme probabilidade de o próprio não aceitar não se concretizava. Seria, sem dúvida, uma medida muito arriscada, em termos de capital político. Porém, numa altura em que os prazos para o cumprimento das medidas da Troika são apertadíssimos, um Ministro que não necessitasse de adaptação seria uma mais-valia substancial.»
Luís M. Jorge: «Alessandra Augusta, de 40 anos, veio do Leblon ajudar Passos Coelho na campanha eleitoral. Não deve ter sido fácil. Ela explica em entrevista ao Sol como se adaptou a uma campanha em directo, assente nos free media (por oposição aos anúncios pagos que dominam a política brasileira) e em que os debates incluem perguntas a sério do moderador (na terra do samba eles ligam o relógio e calam a boca).»
Rui Rocha: «Pelo que se viu no lançamento da candidatura, Francisco Assis pode muito bem tornar-se num líder de cariz asmático.»
Sérgio de Almeida Correia: «Quem faz da cidadania e do serviço aos outros o seu lema de vida só pode ficar deprimido quando chega o 10 de Junho e olha para as listas de condecorados do regime.»
Eu: «Dois artigos de opinião publicados esta segunda-feira na imprensa diária revelam que os socialistas estão a digerir da pior maneira a pesada derrota eleitoral do partido nas legislativas de domingo. Vale a pena comentá-los, um de maneira sucinta outro com um pouco mais de atenção.»
