
«Só nos Estados Unidos há cem mil mortes por ano como resultado da bebida, sendo a terceira causa de morte prematura. (…) Cada pessoa que sucumbe ao alcoolismo perde trinta anos de vida potencial e 40% das camas de hospital são ocupadas por pessoas com doenças relacionadas com o alcoolismo.»
João Tordo, Que Nós Estamos Aqui, p. 41
Ed. Francisco Manuel dos Santos, 2020

Meu Deus, que susto! Mais uma caixa de munições a caminho.
Aposto que essa calamidade atinge proporcionalmente mais africans do que caucasians. E, claro, dos native nem falar porque já se sabe.
Nos Estados Unidos há cerca de três milhões de mortes anuais, mesmo que esse número esteja correcto (cem mil) é necessário relativizar. De algum modo, lembra os alarmismos da Direcção Geral de Viação; “5% dos acidentes rodoviários são provocados por pessoas que conduzem alcoolizadas” ou seja, 95% dos acidentes são provocados por condutores sóbrios.
nos Estados Unidos há cem mil mortes por ano como resultado da bebida
Segundo li há poucos dias, no mesmo país há 80 mil mortes anuais devidas a overdoses de drogas ilícitas, em especial fentanyl, cocaína e heroína.
O álcool é uma droga que destrói a saúde e a vida de muita gente (incluindo crianças; são praticamente irrecuperáveis os estragos feitos na educação de filhos de pais alcoólicos). É uma droga aceite socialmente.
Sou contra a proibição, também bebo vinho, de vez em quando. Mas devíamos aceitar melhor os malefícios do álcool e não fazer de conta que não existem, ou, ainda pior, elevar as bebidas alcoólicas (ou certas bebidas) ao estatuto de culto.
E porque é que se aceita tão bem uma bebedeira num homem e não se aceita numa mulher? Somos capazes de imaginar os nossos pais bêbados. E as nossas mães? Talvez seja esta uma ideia para aceitar como o álcool é prejudicial…