Uma proposta indecente…


imagenscomhistoria,

Juro pela minha saudinha que é verdade. Quando peguei no DN de hoje e li a notícia de capa, pensei logo com os meus botões: “Só pode ser ideia do Valter Lemos”.

Reconheço que não corri grande risco. Só aquela eminência parda do ministério da educação é que podia ter a ideia peregrina de pedir aos professores para fazerem voluntariado nas escolas.

Nem por um minuto lhe terá passado pela cabeça que um governo que tratou os professores (e os funcionários públicos) abaixo de cão, culpando-os pelos males do país, rasgando contratos e fazendo letra morta de compromissos assumidos há décadas, obrigando-os a trabalhar mais do que o previamente acordado e roubando-lhes nas reformas, não tem o direito de fazer uma proposta tão indecente?

Haverá muita gente interessada em fazer voluntariado, mas nunca para favorecer propósitos eleitorais de um governo que os roubou despudoradamente.

Ó Bordalo, vem cá abaixo e mostra-lhes o Zé Povinho!

 

13 comentários em “Uma proposta indecente…”

  1. Os professores deviam fazer o mesmo que os alunos fizeram em tempos à Manuela Ferreira Leite, quando era ministra da educação.

    Essa idiota ideia do governo bem o merecia.

  2. eheheh
    Caro Carlos:
    Desculpe começar a rir-me mas… pelos vistos a simpatia pelo “senhor seca da estado” é tanta que… bom, eu não sei se ele também é Marques… mas que é publicamente conhecido como Lemos… ai isso é…

    [Logo eu que troco tudo… mas isto é tudo a bem… da sua bela escrita]

    : )))

      1. 1º Quem me manda estar “on-line” que nem lh edei tempo de corrigir
        2ª Plizeeeee… erro? Nada disso, engano, lapso…
        3º Acho que perante a substância da coisa, a ideia de ficar Marques (que me desculpem os Marques de verdade) é até muito criativa…

        _ Vens fazer voluntariado para a escola?
        _ Vou sim, só estou mesmo à espera que marques…

        :))))))

          1. É criativo, escreve muito, mas muito bem e estimula os outros…Mas deixemo-nos de “encómios”. O seu post diz muito em poucas linhas.
            Até fiz lá outro trocadilho…
            :))

  3. Ainda não conhecendo a matéria em profundidade, que nem tempo nem cabeça tenho para tanto, o texto é contundente, redondo e permita-me, Carlos, beleza linguística.
    (Não me interprete mal, que não estou a desprezar o resto: sabe que sou leitora fiel e não perdia os minutos consigo se não merecesse sempre lê-lo, mas há dias assim, brilhantes.)

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