Pensamento da semana


Pedro Correia,

 

Se a burrice pagasse imposto, Portugal era um país rico.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

68 comentários em “Pensamento da semana”

          1. https://foreignpolicy.com/2011/10/28/the-shadow-superpower/
            With only a mobile phone and a promise of money from his uncle, David Obi did something the Nigerian government has been trying to do for decades: He figured out how to bring electricity to the masses in Africa’s most populous country.
            It wasn’t a matter of technology. David is not an inventor or an engineer, and his insights into his country’s electrical problems had nothing to do with fancy photovoltaics or turbines to harness the harmattan or any other alternative sources of energy. Instead, 7,000 miles from home, using a language he could hardly speak, he did what traders have always done: made a deal. He contracted with a Chinese firm near Guangzhou to produce small diesel-powered generators under his uncle’s brand name, Aakoo, and shipped them home to Nigeria, where power is often scarce. David’s deal, struck four years ago, was not massive — but it made a solid profit and put him on a strong footing for success as a transnational merchant. Like almost all the transactions between Nigerian traders and Chinese manufacturers, it was also sub rosa: under the radar, outside of the view or control of government, part of the unheralded alternative economic universe of System D. (…)

            https://fee.org/articles/in-north-korea-black-markets-are-saving-lives/
            https://en.wikipedia.org/wiki/System_D

  1. Pois, seríamos como a Alemanha, os Estado Unidos etc. onde são todos burros desde há muito. E demonstraram que a burrice vale a pena.

  2. Ai, o que o Pedro Correia foi escrever !… Vai-lhe cair o carmo-e-a-trindade em cima.
    … As coisas verdadeiramente interessantes e desafiantes deixar-se-ão possuir, ou poder-se-ão comprar? Duvido. Para que é necessário, então, “ser rico”?

      1. 1. Essa ladainha é a ortodoxia Liberal.
        2. É com essa ideologia e com essa ilusão — qual banha-da-cobra — que enganam os incautos. Ao convencerem-nos de que vão ter mais Liberdade. Ao convencerem-nos de que não vão ser desapossados do que têm, em nome da competitividade dos que virão. De que vão ser mais ricos.
        3. Que vai tudo vai ser regulado pela «Lei Natural e Divina do Mercado» e pela «Lei Natural do Mais-Forte»?
        4. Esse Liberalismo, ficou preso na crença e na fé de Locke e Adam Smith, cujo pai-espiritual foi uma leitura errada de Darwin.
        5. Como se o sucesso na sobrevivência fosse «ser-mais-forte». Fosse «ser-mais-poderoso» do que os vizinhos e congéneres. Como se o êxito adaptativo fosse «ter-mais-do-que-os-outros», e se medisse pela quantidade.
        6. Onde está esse propalado conceito Liberal de “eficiência absoluta”, de “não-desperdício” e de “optimização infalível”? O que vemos no Liberalismo é 5% dominarem os outros 95%. E nos sítios onde isso não é assim — onde não há esse resultado estupidamente assimétrico — os países estão no topo dos “Índices do desenvolvimento humano». E é onde há mais prosperidade e riqueza.
        7. Essa ortodoxia Liberal é, o mesmo Liberalismo com que uma Comissária Europeia veio cá, ao Porto, quando Jaime Silva era ministro da agricultura. E perguntou, se “não era melhor arrancar as vinhas do Douro porque não eram competitivas”.
        8. A Cultura Duriense achou que a burra era quem?
        9. Ou aquele Liberalismo com que a IL afirma hoje, com ar angélico, que vendia aos estrangeiros as empresas portuguesas, em nome de um Mercado impoluto, universal e trans-nacional. Certamente descido da pureza dos céus. E sem comando de deuses bem terrenos, metidos em Fundos, Bolsas e outras off-shores sem pecado.
        10. A «competição Liberal» é uma forma Socialista de roubar a Liberdade e a Riqueza às Nações e a 95% das Pessoas. Ao impedir o caminho de cada qual. Ao obrigar a uma comparação com o que os outros fazem e querem. Um modo de uniformizar e aprisionar tudo e todos.
        11. O Liberalismo é uma ditadura igual à do Comunismo e Socialismo, mas disfarçada com outra roupa. Em que as moscas mudam, mas a refeição é a mesma.
        12. O Liberalismo destrói a Diversidade em nome de uma Igualdade (que é um acto ideológico e um conceito totalmente contra aquilo que são a Natureza e o Mundo). Defende uma Liberdade igualzinha à que o Bloco de Esquerda e das joacines que para aí andam.
        13. Quem tem sucesso adaptativo e sobrevive, não é o mais-forte, o que chega-primeiro, ou o mais-rico e poderoso. Mas quem tem um rácio positivo entre «o que produz» e «o que gasta». Olhem para as planícies e para as florestas, para o mar e para as terras, para os seres e para as plantas… vejam a diversidade que a Natureza é. Vejam como cooperam, como comunicam. Não sejam burros.
        14. Por exemplo, este Regime Abrilista, em 47 anos, nem num único ano conseguiu gastar menos do que produziu. Acumulando uma Dívida criminosa, que os jovens e seus filhos terão de pagar nos próximos 50 anos. Isso não se resolve com os Outros, resolve-se cá dentro.
        15. Logo, pode haver soluções diferentes, sem que se tenha de derrotar o vizinho e a Diferença. Na Natureza não há um vencedor, há milhares de vencedores.
        16. O futuro é a cooperação entre milhares de vencedores. Jamais a competição Liberal de meia-dúzia de pretensos “ricos” contra o resto do mundo. Já não há pachorra. Estamos fartos dessa burrice.
        17. Há uma Alternativa, hoje, a esse impasse burriconço entre Liberalismo e Socialismo… (que infelizmente nos persegue desde a Revolução Francesa e a queda do Antigo Regime no séc.XVII).

  3. Se a burrice pagasse imposto sempre podíamos deitar abaixo o coiso dos descobrimentos para termos vista para o rio.

  4. 1. Como se nos tivéssemos esquecido do que o Liberalismo fez na China nas dinastias Sung (960-1279) e Ming (1368-1644).
    2. E novamente o mesmo, após o decreto de 17set1754 de Luís XV, ao acreditar em F.Quesnay. Com os comerciantes liberais a exportarem para obter maior lucro, apesar de verem os concidadãos à fome. Razão pela qual foi abolido em 1770.
    3. A tal “mão invisível” de Adam Smith. Que regularia natural e harmonicamente a “Riqueza das Nações”. Uma ideia que o fisiocratismo de Quesnay foi buscar ao taoismo e à filosofia wu wei.
    4. Passo a citar: “Se a economia for livre, sem intervenção alguma de órgãos externos ou do governo, ela irá regular de forma automática, como se houvesse uma mão invisível por trás de tudo, fazendo com que os preços dos produtos fossem ditados pelo próprio mercado, conforme sua necessidade” (Adam Smith).
    5. Esta patranha que a Iniciativa Liberal (IL) e os Liberais nos querem novamente impingir.

  5. Realmente não se pode esperar muito do povo de um país que vive convencido que é o vencedor de uma guerra que travou durante 15 anos e que ao longo dos últimos 47 anos festeja alegremente anualmente a maior derrota da sua História como se de uma bela vitória se tratasse.
    Vejam bem isso e depois tentem imaginar como os outros nos vêem, talvez aí vejam nitidamente a figura que fazemos.

  6. Por outro lado, se os burros declarassem independência e formassem um país, Burrogal ou Burrolância ou Reino da Burricada ou Estados Unidos da Burrada, por exemplo, duvido que cobrassem impostos uns aos outros. Talvez cobrassem aos cavalos e às galinhas. Isso sim, seria um país de burros. Imagino uma cimeira entre os mais altos e dignos representantes dos burros e os representantes da República das Bananas, por exemplo.

  7. Por outro lado.
    Se todos fossem como o clã Conceição Portugal arrastar-se-ia na cauda da pobreza mundial.

  8. 1. O “DELITO DE OPINIÃO” não tem nenhuma rubrica especificamente de Futebol. Apesar de se integrar nos seus três pilares (Política, Cultura, Quotidiano).
    2. Apesar do Desporto (jogos de competição) ser uma das mais importantes instituições de regulação dos comportamentos humanos.
    3. Com uma anterioridade que remonta à passagem do Paleolítico para o Neolítico.
    4. Constituindo um factor decisivo para a regulação das relações multi-étnicas e multi-culturais desde o processo de sedentarização. Permitindo regular e socializar a violência e os comportamentos humanos de competição.

      1. Sem dúvida.
        Um bom exemplo da sabedoria do povo (sem apropriação ideológica) nem esperto, nem bruto, nem bem nem mal educado, simplesmente, o produto do meio onde foi criado

    1. O extermínio dos burros é típico de um país totalitário eu optaria por deportar apenas os sabichões da gramática que empobrecem Portugal.

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