
Ana Vidal: «Não é Vara, o pequeno déspota de pacotilha, quem eu censuro. Dessa figura sinistra já não espero nada e nada me espanta. Censuro a médica, que dobra a espinha de imediato ao hitlerzinho que confunde um centro de saúde com o seu bunker privado. Eu punha-o na rua, aos berros, não por ter esperança nalguma réstia de vergonha que exista ainda no homem, mas para que todos soubessem que nem todos somos boys & girls.»
João Carvalho: «O primeiro-ministro, assim apanhado em mais um périplo folclórico de primeiras-pedras e inaugurações, fez de conta que não sabe que há quem não tenha precisado de prometer empregos para empregar e conseguir crescer, mesmo perante um Governo que prometeu empregos para só empregar boys que todos pagamos e continuarmos a descer. Por isso é que Sócrates comentou que não comentava.»
Laura Ramos: «Ouço, deliciada, que Sócrates foge para os States, intimidado por um povo em fúria (vai vender fatos em Beverly Hills). A Canavilhas toca agora num circo, de seu nome Marilú. Mendonça cobra títulos, numa box de auto-estrada. E o Teixeira mendiga à porta das igrejas, rezando incessantemente o padre-nosso.»
Rui Rocha: «A posição legítima e oficial dos portugueses sobre o assunto é a que diz que é fundamental deitar uma mão ao ditador que está a direita [Kadafi]. Para o derrubar. Chega de socrastisia diplomática. Permitimos que Sócrates e Teixeira dos Santos tenham consumado a co-incineração do futuro económico do país. Todavia, não podemos pactuar com o envolvimento do nome de Portugal no apoio, explícito ou implícito, a cadastrados sanguinários.»
Eu: «O irascível, antipático, furibundo Archie Bunker – uma das mais perenes personagens da ficção televisiva de todos os tempos. O típico americano médio, cheio de preconceitos sociais, culturais e raciais. Reaccionário até à medula, apoiante cego de Richard Nixon e da guerra do Vietname, inimigo figadal dos ventos da História que nesses idos de setenta prometiam uma revolução cultural no país mais poderoso do planeta.»
