Travou no último instante


Paulo Sousa,

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Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje à RTP, à porta de sua casa, que estava muito irritado com as autoridades de saúde.

“Sinto-me muito irritado porque não me dão, por escrito, uma posição sobre se eu podia ir ao debate ou não. Portanto, não tendo uma posição, esperei, esperei. A primeira posição era que eu podia ir, a segunda é que não, verbalmente.” (…) “Estou à espera, quando chegar, como é natural, já não tenho tempo para ir ao debate”.

Reconheceu ainda que o Presidente tem de ser tratado como “qualquer cidadão comum”, mas considera que “merece uma resposta”.

Eu vi as imagens, e de facto o nosso PR estava irritado. Bem sabemos do seu talento em representar o típico gajo tuga. Cheguei mesmo a pensar que, num excesso de inspiração teatral, lhe ia sair uma daquelas clássicas: “Isto só neste país, pá!”. Mas não. Lá se conteve.

19 comentários em “Travou no último instante”

    1. Depois participou no debate a partir de casa e, não fosse o vírus escapar-se pelo sinal digital, teve sempre máscara. Não há que arriscar.
      A vitimização é a estratégia de mobilização escolhida pelo professor. Esta mascara vem na linha do episódio do viryssoise.

      1. Não pretendo desconstruir o seu mui válido argumento, mas provavelmente tinha lá alguém com ele a filmá-lo e a metê-lo online.

  1. Artigo 23 do regulamento do funcionalismo público socialista:
    “Quando cheirar a sarilho, nunca pôr nada por escrito”.

  2. o Presidente tem de ser tratado como “qualquer cidadão comum”

    Pois, mas não foi. A um cidadão comum fazem um só teste e, se dá positivo, mandam-no ficar fechado em casa tantas semanas quantas as necessárias até que um outro teste dê (por sorte) negativo. A Marcelo, tendo um teste dado positivo, fizeram logo mais dois ou três para ver se davam negativo.

    1. Errado. O presidente é o presidente, não é um cidadão comum. Se correm comigo da estrada para ele passar, então é porque ele é mais importante do que eu.

      1. O presidente é o presidente, não é um cidadão comum.

        Com certeza. Mas Marcelo parece não estar de acordo consigo, pois disse que tinha que ser tratado como “qualquer cidadão comum”.

        1. São as falsas modéstias dele. Percebe-se a intenção, mas não é verdade

          Já quando o Armando Vara passava à frente de pessoas no consultório a dizer “sabem quem eu sou?” aí já era abuso de poder.

  3. Isto foi mesmo verdade? Não sou um apoiante de Marcelo, bem longe disso, mas se este “lavar de roupa suja” foi verdade, desta vez é motivo para dizer “passou-se”. Tendo em conta que há tempos culpou os portugueses pelo aumento de casos e agora os chamou laxistas já são pérolas a mais.

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