
Adolfo Mesquita Nunes: «Por que razão as iluminações de Natal em Lisboa omitem toda e qualquer evocação natalícia, como se o Natal não fosse a celebração do nascimento de Jesus e se bastasse com umas luzes adaptáveis a qualquer arraial popular?»
João Campos: «Apanhei em zapping o programa Ponto e Contraponto, da SIC Notícias, e nele parei enquanto o jantar estava a apurar. Dizia José Pacheco Pereira, sobre a retaliação à prisão de Julian Assange, que assumiu a forma de ataques aos sites da Mastercard, da Visa e de outros, e a propósito de uma notícia do Público, que não seria correcto dizer que os ataques eram uma forma de “revolta popular online“. Isto porque, na opinião do comentador, ataques daquela natureza não estariam ao alcance de qualquer um, e que havia – cito de memória – para aí cinquenta ou sessenta pessoas capazes de fazer aquilo. O que ficou ao alcance de qualquer um naquele programa foi que Pacheco Pereira não conhece o submundo da Internet que tanto aprecia.»
Eu: «A multidão de desempregados em Portugal reviu-se certamente nas palavras de [Fernando] Nobre, que comparou o ministro das Finanças a um médico que chegasse a um doente em estado grave e lhe dissesse: “O senhor está com essa maleita. Vou dar-lhe um medicamento que não o vai curar, pode agravar o seu estado e até pode matá-lo. Mas tem que o tomar.” Referia-se ao Orçamento de Estado para 2011. O de Sócrates. E o de Cavaco também. No final, dei por mim a perguntar: se houvesse apenas estes dois candidatos na corrida a Belém, em qual deles o actual primeiro-ministro votaria? Não tenho a menor dúvida na resposta.»

Hipócrita.
como se o Natal não fosse a celebração do nascimento de Jesus
O Natal atualmente não é, de facto, a celebração do nascimento de Jesus.
Se é que alguma vez o foi. O Natal sempre foi, basicamente e originalmente, uma festa do solstício de inverno (tal como o São João é uma festa do solstício de verão).