Lugares vazios


Maria Dulce Fernandes,

Vazio. Não é uma sensação agradável nem um pensamento feliz. Eu que me sinto sempre farta de pessoas, que me cansa a gente, que me zurze o ruido, senti- me esmagada pelo peso do vazio. Vazio e silêncio, sem emoções, sem calor nem risos.
É como se tudo o que respira ficasse sem ar e se solvesse no mormaço daquela tarde de inverno, referta de sol brilhante e céu azul, mas tão vazia de almas.

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Tudo está no seu lugar. Todo o lugar está vazio.

15 comentários em “Lugares vazios”

    1. É verdade Cristina. Todos os dias me doi ver esta Lisboa carente de calor humano. Fui-me habituando com o tempo, mas infelizmente é igual por todo o lado. E é tão desolador que a alma nem consegue aquecer.

  1. Já vi que o day after esteve soalheiro
    Fátima, Batalha, Nazaré, Alcobaça e Senhor da Pedra em Óbidos: foi uma bela volta.
    Pena o vazio, mas espero que tenham regressado cheios de boas recordações de uma comemoração diferente.

    Beijinho e bom entardecer.
    🌅
    Maria

    1. Esteve soalheiro , cálido e doce, com o amargo de boca que deixou a nudez dos sítios, frios e tão desertos que a gelavam a alma .
      De recordações trouxemos muitas e bonitas, claro, porque os olhos, esses sentimrntais tendenciosos, regressaram prenhes de tanta beleza, Maria. Os entardeceres são a mais bela parte do dia, o arrebol é fascinante e não tem dois diss iguais.
      Boa semana

  2. Verdade, Maria Dulce.
    Nem sei o que impacta mais, se a presença da ausencia ou se a ausência da presença…
    As fotos, na sua nudez, sem vivalma, reflectem a frieza e a desolação da paisagem, antecipando uma qualquer sequência dramática, Hitchcockiana …
    (sorry … tem sido muito Fox Crime …)

    Hitchcockiana

  3. Não deixa de ser irónico, tantas vezes incomodados pelo ruído sempre presente, até aquele andaime sem atividade nos faz ter saudada do barulho de martelos, máquinas e sirenes a chamar para o almoço.
    Antes máscaras para proteção da poeira das obras.

  4. Andou por aqui perto
    Para fechar o triangulo da Unesco só faltou ir a Tomar.
    No centro desse triângulo fica Porto de Mós, mas também está despido de gente…

    1. Tomar, Constança e Almourol visitei hâ pouco tempo, Paulo. Também foi um passeio muito bonito. Lembro-me de estar à conversa com uns turistas ingleses no Convento de Cristo, que nesse dia tinha muita gente. Eram fascinadis pelos Cavaleiros Templários.
      No passeio desta semana, para além da magnificência natural e também das construções, pequenas coisas ficam tristemente retidas, como o ter que pagar as entradas na Batalha e em Alcobaça com cartão, porque eram os primeiros bilhetes e não tinham trocos.

  5. «… E os ruídos que há no silêncio são o próprio silêncio,. Então, sozinho de mim, passageiro parado. De uma viagem em Deus, …» Fernando Pessoa.

      1. Bem como Toda a Sua Obra.
        Sentimo-nos pequenos perante a Riqueza das Suas Palavras. No entanto, são Essas Mesmas Palavras que nos Enriquecem e Enaltecem a Alma.
        Bem Haja Fernando Pessoa, Bem Hajam Todos os Escritores e Todos os que ficaram para a Eternidade!

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