Vazio. Não é uma sensação agradável nem um pensamento feliz. Eu que me sinto sempre farta de pessoas, que me cansa a gente, que me zurze o ruido, senti- me esmagada pelo peso do vazio. Vazio e silêncio, sem emoções, sem calor nem risos.
É como se tudo o que respira ficasse sem ar e se solvesse no mormaço daquela tarde de inverno, referta de sol brilhante e céu azul, mas tão vazia de almas.








Tudo está no seu lugar. Todo o lugar está vazio.

Obrigada pelo texto e pelas fotos, Dulce.
Nunca, nas nossas previsões mais pessimistas, imaginámos ver assim locais como estes.

É verdade Cristina. Todos os dias me doi ver esta Lisboa carente de calor humano. Fui-me habituando com o tempo, mas infelizmente é igual por todo o lado. E é tão desolador que a alma nem consegue aquecer.
Já vi que o day after esteve soalheiro
Fátima, Batalha, Nazaré, Alcobaça e Senhor da Pedra em Óbidos: foi uma bela volta.
Pena o vazio, mas espero que tenham regressado cheios de boas recordações de uma comemoração diferente.
Beijinho e bom entardecer.
🌅
Maria
Esteve soalheiro , cálido e doce, com o amargo de boca que deixou a nudez dos sítios, frios e tão desertos que a gelavam a alma .
De recordações trouxemos muitas e bonitas, claro, porque os olhos, esses sentimrntais tendenciosos, regressaram prenhes de tanta beleza, Maria. Os entardeceres são a mais bela parte do dia, o arrebol é fascinante e não tem dois diss iguais.
Boa semana
Verdade, Maria Dulce.
Nem sei o que impacta mais, se a presença da ausencia ou se a ausência da presença…
As fotos, na sua nudez, sem vivalma, reflectem a frieza e a desolação da paisagem, antecipando uma qualquer sequência dramática, Hitchcockiana …
(sorry … tem sido muito Fox Crime …)
Hitchcockiana
Ausêcia de presenças, sim, Fátima. A natureza é pródiga em beleza e apenas isso minimiza o impacto da nudez dos dias.
Não deixa de ser irónico, tantas vezes incomodados pelo ruído sempre presente, até aquele andaime sem atividade nos faz ter saudada do barulho de martelos, máquinas e sirenes a chamar para o almoço.
Antes máscaras para proteção da poeira das obras.
E quedamo-nos a pensar que nestas alturas o silêncio doi e que as vozes de fundo, os ruidos e todos as zoadas afinal são parte importante da banda sonora das nossas vidas.
Andou por aqui perto
Para fechar o triangulo da Unesco só faltou ir a Tomar.
No centro desse triângulo fica Porto de Mós, mas também está despido de gente…
Tomar, Constança e Almourol visitei hâ pouco tempo, Paulo. Também foi um passeio muito bonito. Lembro-me de estar à conversa com uns turistas ingleses no Convento de Cristo, que nesse dia tinha muita gente. Eram fascinadis pelos Cavaleiros Templários.
No passeio desta semana, para além da magnificência natural e também das construções, pequenas coisas ficam tristemente retidas, como o ter que pagar as entradas na Batalha e em Alcobaça com cartão, porque eram os primeiros bilhetes e não tinham trocos.
Isso são resquícios do funcionalismo desligado da perspectiva do cliente. É uma chaga nacoinal.
Muito possivelmente. Mas acredito que tenhamos sido os primeiros visitantes
«… E os ruídos que há no silêncio são o próprio silêncio,. Então, sozinho de mim, passageiro parado. De uma viagem em Deus, …» Fernando Pessoa.
Uma pérola, este excerto, Miguel
Bem como Toda a Sua Obra.
Sentimo-nos pequenos perante a Riqueza das Suas Palavras. No entanto, são Essas Mesmas Palavras que nos Enriquecem e Enaltecem a Alma.
Bem Haja Fernando Pessoa, Bem Hajam Todos os Escritores e Todos os que ficaram para a Eternidade!