Bolwoningen,
em ‘s-Hertogenbosch
(Holanda)
As Casas Esféricas (Bolwoningen, em nerlandês) são do arquitecto Dries Kreijkamp, em resposta ao desafio (subsidiado) lançado pelo governo holandês nos anos 70 para a concepção experimentalista de residências. Venceu esta ideia da casa-bolha com janelas à OVNI, uma criação bem bizarra.
Em 1981, foi construído um bairro de 50 destas moradias em ‘s-Hertogenbosch (ou Den Bos). Um bairro mal-amado: não é fácil viver numa bolha e adaptar o mobiliário e equipamento caseiro à parede exterior. Não admira, pois, que algumas moradias esféricas estejam abandonadas (como na foto do topo).




Caro João, uma nota: a cidade chama-se s’Hertogenbosch. A forma mais comum de a denominar na Holanda é Den Bos.
Obrigado, João. Andei pela Internet a tentar verificar e pareceu-me que a maior parte das vezes é como escrevi. Também encontrei is’Hertogenbosch. Vou alterar no ‘post’.
João, peço desculpa mas quem se enganou a escrever fui eu. A forma correcta (embora a diferença não seja muita) é ‘s-Hertogenbosch.
Peço desculpa pela correcção incorrecta 🙂
Sem problema. Está feito.
🙂
Este arquitecto deve ser fã dos Teletubbies:
http://www.zavablog.it/gallery/1/teletu bbies_house.gif
Bem visto. Hehe…
João, bizarras essas casas …Não as conhecia, sabia da existência de outra “casa bolha” – a de Pierre Cardin em Cannes – não sei se será do mesmo arquitecto, vou conferir…
Livra!…
Moradias? Casas?
Pensei que nos mostrava belos exemplares de cogumelos em expansão:))
Ah! Então ainda não viu nada: também há-de passar por aqui uma casa-cogumelo.
E bule de chá, também? Há cada um…ou cada uma;))
Não, não. Pelo contrário: é falta de chá…
Minha ou do bule? No caso do bule, neja ” por isso, João, resolvo já – tenho aqui um chá do Porto Formoso que é uma maravilha…;))
Sua??? Credo!!!
Esse chá é óptimo. Porém, para adultos com certa lata, já é tarde…
Como se sobe, ou melhor, como se entra para uma coisa dessas?
Não vejo nenhum ovni estacionado por perto.
A parte inferior que pousa no chão é cilíndrica e tem uma porta. Suponho que há umas escadas logo ali que conduzem ao interior da bolha sem demoras, porque não deve haver espaço para mais nada nesse rés-do-chão cilíndrico. Hehe…
Estava eu muito convencida que era muito “open minded”, mas em face disto, confesso-me completamente bota de elástico :)))
E terá ainda muitas ocasiões…
huh…huh… pois.
Estas casas são como o casamento homossexual: – não é que eles queiram mesmo-mesmo casar-se. Temos é de aceitar apenas pela carga simbólica, não é porque exactamente as pessoas queiram viver nelas 🙂
Bem, há no caso outro motivo muito substancial: o desafio do governo holandês aos arquitectos era subsidiado. Quem é que ia perder um desafio desses, não é?
Belos monumentos ao disparate que os subsídios governamentais são.
Deram um subsídio para um arquiteto planear casas em que ninguém quer viver. Espetacular.
Nada que a gente não conheça, não é verdade?
Sim, na verdade, estas bolas de golf gigantes são um autêntico disparate e tenho até as maiores dúvidas que se possa chamar arquitectura a estas “coisas”. Casas, pelo menos, não são de certeza. Casotas, talvez…
Casotas, sim. Para marcianos, talvez.
João
Entendia melhor a sua funcionalidade se o arquitecto vivesse numa delas.
Já imaginei uma casa cilíndrica, mas estas bolhas não me parecem mesmo nada funcionais.
Isso é que era bem feito: obrigar o arquitecto a morar numa bolha destas.