
João Carvalho: «Com a discussão na especialidade, o País terá em breve o seu Orçamento para 2011. Afinal, o que significa realmente o ruidoso acordo que permitirá a sua aprovação? Não faltaram palpites sobre isso, mas creio que ficou por salientar um enorme logro, o monstruoso engano que continua a empurrar-nos para o abismo já ali adiante: o nonsense de manter na gestão orçamental os comprovadamente maus gestores que nos arrastaram até aqui.»
Sérgio de Almeida Correia: «Continua a haver gente que não alcança a distinção entre o público e o privado e isso é dramático.»
Eu: «Como jornalista, só posso lamentar tão escandalosa omissão. E reconhecer aqui, como em tantos outros factos do quotidiano, a gritante crise do nosso jornalismo, cada vez mais divorciado dos leitores a que se destina, cada vez mais mergulhado no fait divers inócuo, na frivolidade que não ultrapassa a espuma dos dias. Por desleixo, incúria, falta de investimento nas redacções, falta de exigência, falta de cultura e uma pavorosa falta de memória. Um triste, lamentável e acentuado ocaso.»
