
Adolfo Mesquita Nunes: «Daniel Hannan é um eurodeputado inglês, eleito pelos Conservadores, que representa, em pleno Parlamento Europeu, grande parte dos valores que me definem politicamente. Sem medos, avesso ao politicamente correcto, Daniel Hannan tem constantemente dado a cara pela crítica ao gigantismo estadual fruto do socialismo reinante, na maior parte das vezes prevendo, com rigor e acutilância, o caminho para a servidão em que caminhamos.»
Sérgio de Almeida Correia: «Quem um dia irá dizer a Fernando Ruas que nada do que ele defende faz sentido serão os contribuintes. E estes, ao contrário do que Fernando Ruas possa pensar, não estão só em Lisboa. Eles já são hoje uma verdadeira praga, que nos últimos anos tem crescido, para bem de todos nós, graças aos esforços de sucessivos ministros das Finanças e à acção de uns “loucos de Lisboa“, ali para os lados das Amoreiras. Porventura fruto da desertificação do interior, Fernando Ruas ainda não se terá dado conta de que os contribuintes estão por todo o lado. Até em Viseu.»
Eu: «Chego a casa cansado, de noite. Afundo-me no sofá, ligo a televisão num canal ao acaso. Aparece-me a RTP-N, está a começar um programa que nunca vi: a Liga dos Últimos – ideia de Daniel Deusdado, apresentação de Álvaro Costa. Dois ou três minutos depois, estou conquistado: é um programa brilhante. Contrariando toda a lógica das emissões “desportivas” da TV, que só sabem lançar os holofotes sobre os primeiros, esta Liga dos Últimos vai à procura dos clubes que estão no fundo de todas as tabelas. Em Portugal e até no estrangeiro. Esta original ideia materializa-se aqui num jornalismo de qualidade. Que nos mostra um retrato pitoresco do País – não o País que figura nos telejornais, o dos casos de sucesso ou o que grita nas ruas. É um país humilde, de gente incapaz de triunfar mas que nem por isso deixa de disputar desafios.»
