DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Matos Pires: «Nos últimos anos surgiram evoluções importantes no que à VD [violência doméstica] diz respeito, sobretudo em termos legislativos. É agora altura de nos preocuparmos com uma rede operacional, a funcionar no terreno, capaz de dar uma resposta mais efectiva e eficaz. Neste sentido, como já escrevi, importa discutir  o papel dos agentes da saúde mental no processo. Onde entramos nós? A que nível do processo? Com que instrumentos e com que objectivos? Como nos devemos articular com as estruturas sociais já existentes, sejam ou não organismos estatais? Qual a contribuição deste flagelo para o  estado geral da patologia mental em Portugal? Estas são algumas das questões a que importa responder tendo em vista melhorar a resposta e a assistência a estes casos.»

 

João Campos: «Diz que a Baixa alagou, como alaga sazonalmente. Idem para Alcântara. Passei lá de manhã, no autocarro, estava o dilúvio a começar. (…) Um tipo fica a pensar: mas se isto acontece todos os anos, por que motivo nada se faz para prevenir a inundação? Talvez, para começar, não seja necessária grande engenharia para a coisa: limpar as sarjetas já deve ajudar, e para ver isso até um independente engenheiro de domingo deve servir. Este é o lado perverso do internacionalmente famoso desenrascanço português: nunca planeamos nada, mesmo quando enfrentamos o mesmo desastre a cada Outono. Este ano ainda não acabou, mas podemos ficar descansados: para o ano, por esta altura, as zonas baixas de Lisboa voltam a alagar. É certinho.»

 

Luís M. Jorge: «Posso parecer um patêgo… / Mas xou um homem do mundo / Já vi o mar no Rebordelo / E passei férias no Dafundo! // Por isso só leio testos / D’ ilevada cualidáde / Ejijo português de lei / E respeito pla actualidáde. // Há seis meses fiz um blog / E tenho já cinco leitores! / A minha burra, o meu cão, / A minha mulher e dois doutores.»

 

Eu: «A diferença entre um demagogo e um estadista é que o demagogo pensa na eleição seguinte e o segundo pensa na geração seguinte. Martine Aubry merece, sem dúvida, o primeiro dos qualificativos e está muito longe de justificar o segundo. Nem por isso lhe auguro sucesso nas próximas eleições francesas.»

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