António Vitorino acha, conforme se lê no DN, que «a crise internacional de que começamos agora a sair pode (…) ser considerada como o fim deste ciclo iniciado com a queda do Muro de Berlim». Como a queda do Muro de Berlim já não era um início, mas a consequência de diversos factores concentrados, o mais certo é também não estarmos em fim de ciclo. E mais certo ainda é não estarmos a sair da crise. Pelo menos, em Portugal.
Sem fim à vista
jmmcc,

Agora é que descobri de onde vem a origem do historiador João Carvalho, digníssimo colaborador deste DO e ventureiro por ilhas dos Açores…
Leio na Separata que o professor António Dias Miguel elaborou em 1998 para a Fundação Calouste Gulbenkian em homenagem a Maria de Lurdes Belchior, uma carta datada de 155… de Francisco de Morais dirigida à Rainha de França, uma passagem que nos diz: “(…) Dom Martinho levava hua coura branca de tafetà e das mesmas cores, espadas, e adagas de prata a serpe os ficou esperando a qual depois de ser noite lançou sempre fogo pella boca, q a muitos pareceo couza estranha, e obra conforme as fabulas do outro tempo, e estes douz aventureiros depois de fazerem suas cortezias forão os prim. que se combateram.
Os segundos aventureiros forão João Carvalho* filho de Pedro Carvalho, Dom Fran.co Castelbr.co fizerão sua entrada por mar em hua fusta a maneyra de peixe por diante (…)
*João Carvalho foi, como o pai, provedor das obras dos Paços, Mosteiros, Igrejas, Hospitais, Casa da Índia e Mina, a partir de 24 de Fevereiro de 1562, pouco menos de um mês depois da morte de Pero de Carvalho (13 de Janeiro)
hehehe… Abraço
Afinal, o historiador és tu!
Provedor das obras dos Paços, Mosteiros, Igrejas, Hospitais, Casa da Índia e Mina dá um certo prestígio. Se fosse provedor das obras das obras do Freeport, O2 e outras que tais é que era o diabo! Hehe…
Abraços.
hehehe… Se fosses provedor das obras actuais estavas na maior. Eras ministro e eu, o teu chefe de Gabinete, só para contactos com sucateiros…
Bem lembrado. Temos de combinar isso. Hehe…
Texto um pouquinho enviesado, não?
Não.
“E mais certo ainda é não estarmos a sair da crise. Pelo menos, em Portugal.” or.aspx?content_id=1419589
Porque é que está assim tão certo? A avaliar pelos sinais mais recentes, até estamos:
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interi
Claro que não é definitivo, é apenas um sinal, mas quem tem diferentes leituras dos sinais disponíveis deve explicar um bocadinho melhor. A não ser, é claro, que o importante seja “pintar um quadro” sempre negro…
Não insista. Com JC é tempo perdido. Atenha-se à forma, esqueça conteúdos e terá direito a respostas de certezas absolutas e definitivas, caso contrario, nestas caixas de diálogo (em itálico) será brindado por uma palavra de 3 letras. Curto e grosso.
As medidas são indiferentes. Por princípio, respondo sempre. Aberto a outras correntes, também costume estar. A diferença é que não encontrei qualquer ideia para debater: a pergunta era directa, a resposta idem.
Sempre negro? Ó meu caro amigo, V. deve andar distraído: eu sou um optimista inato. Agora, quanto à crise e a Portugal, não vejo a sua estranheza. Sinais? Para mim, o sinal mais importante é que já estávamos em crise agravada há muito e que agora estamos pior e não encontro razão para foguetes. Não se afigura nada de bom.
:))
Hehe…