A frescura de quem ignora que os pobres não são livres


Paulo Sousa,

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Os habitantes dos bairros sociais abdicariam facilmente da sua “vista maravilhosa” para poderem ambicionar a que os seus filhos pudessem ter uma vida melhor que a deles.

Também podia dizer-lhes que não tem médico de família, nem a dentição completa, nem aquecimento, nem férias, mas não se queixem pois têm uma “vista maravilhosa”.

58 comentários em “A frescura de quem ignora que os pobres não são livres”

  1. De uma burgessa que, antes de ser lançada pelo PS em Almada, só a conhecia vista da janela do avião quando regressava da sua ida semanal a Paris (viagem subsidiada, note-se, pelo contribuinte, apesar da senhora então deputada ter sido eleita pelo círculo de Lisboa), nada me surpreende pela baixeza.

  2. Ao fim e ao cabo não só os “Espíritos Santos” gostam de brincar ao pobrezinhos, a esquerda chique também.

  3. Lembrei-me do ex-Ministro, F Gomes, que foi passear de comboio, para provar que a Linha de Cascais era totalmente segura
    (claro que tinha uns gorilas em seu redor)

  4. “Se não têm pão, que comam brioches!”, em suma. Também vem de França, ainda que do Ancien Régime: falta-lhe o encanto do jacobinismo.

    Mas sempre vem de França, de certa França, o Alfa e o Omega da cabecinha dessa gente.

    Costa

  5. Deveria ter continuado a ser actriz, assim pensaríamos que estava a ensaiar para um filme ou uma peça de teatro – que só poderiam ser tragédias…
    Esta esquerda caviar nunca mais aprende… mas os barões da direita são iguais: quem se liksa é sempre o mexilhão (perdão, o povo). No tempo da senhora dos brioches ou no século XXI, a saga continua: o povo aguenta tudo, então não aguenta… tem que aguentar, caso contrário para que serve então?

    Maria

    1. A entrevista feita a um dos privilegiados que habita num desses bairros que o Observador transmitiu hoje às 13h mostra bem os anos luz que separam a realidade desta senhora dos seus munícipes.

  6. Digo e repito.
    Falta realidade a esta gente. Não sabem, não conhecem.
    Não sabem o que é depender de transportes, de esperar umas horas numas urgências, de ter dinheiro contado, estar desempregado sem rede, cenas assim…

  7. Vai uma apostinha que mais dia menos dia vamos ter um novo caso do Aleixo, desta vez em Almada.
    Parece mesmo.
    Lá, alguém comprou aquilo tudo e até arranjou casas para os pobrezinhos, depois a Câmara autorizou deitar tudo abaixo e sai uma construção de luxo com vista para o rio e sol o dia todo.
    Aqui tem um contra, só tem sol de manhã.

  8. Rico correndo: desportista
    Pobre correndo: ladrão.
    Rico lendo o jornal: homem informado
    Pobre lendo o jornal: desempregado
    Rico bebendo: socializando.
    Pobre bebendo: bêbedo
    Rico andando a pé: manter a forma
    Pobre andando a pé: vadio
    Rico de uniforme: alta posição
    Pobre de uniforme: preso.
    E por aí adiante.

  9. Não creio que até esteja a trazer para este fórum uma qualquer novidade se disser que o PS está recheado deste tipo de personalidades pedantes e arrogantes… é uma herança genética que remonta à sua formação. Basta pensar em Mário Soares!
    O que, aparentemente, até julgo parecer ser uma novidade que gostaria de revelar no fórum é a de que lá porque o PS se situa ideologicamente à esquerda das suas (e das da maioria dos seus “consumidores”) posições políticas, isso não significa, pintem a “coisa” como quiserem, que ele o PS é da Esquerda: a expressão correcta apenas seria a de que “está(ão) à minha esquerda”! Lá se quiserem acrescentar “chique” e/ou “caviar”, à salada de conveniência ideológica que gostam de cozinhar, é como tudo, cada um recheia as suas saladas com o que quiser… para o pessoal do Ventura, todos vocês são de Esquerda!
    Ao PS (e refiro-me agora ao “autor”!), devo dizer que lhe devo mil desculpas e que até retiro algumas coisas que lhe tenho vindo a atribuir… é que V., aos poucos, até se está a revelar num verdadeiro “compagnon de route”: a sua preocupação com os “pobres” e os “habitantes dos bairros sociais” só poderá compreendida até na melhor tradição das forças revolucionárias que lutam pela libertação dos oprimidos do capitalismo. Confesso que é verdadeiramente comovente a sua conversão à “causa”… e, desta vez, revela-se num verdadeiro defensor, no melhor sentido, do SNS («não tem médico de família, nem a dentição completa») e da mais requintada retórica “marxista” («nem aquecimento, nem férias» – como diria o outro: não rima mas é verdade!), já para não falar da “marxista cultural” («ambicionar a que os seus filhos pudessem ter uma vida melhor que a deles»). Garanto-lhe que o seu “post” até deve ter provocado alguma inveja à Mortágua perante o miserável “tweet” com que ela se saiu (confirme: https://twitter.com/JoanaMortagua/status/1308512919408332800?s=20).
    PS. Eu sei que não me compete a mim gerir os rótulos nos “tags” dos seus “posts” mas, até como descobertos recém “camaradas”, não poderia deixar de lhe recomendar que, quando “tagar” como “socialismo” («Tags: pobreza / socialismo») todos os “posts” referentes ao PS (claro, refiro-me ao partido!) não deixe de ter em atenção até todo aquele cuidado, quase obsessivo, de eles se afirmarem como “socialistas democráticos” e que, por isso, me parece um pouco forçado insistir em que eles são “socialistas”… ou isso apenas resulta de uma das “directivas” do “partido” para baralhar a cena política?

  10. A hipocrisia no seu expoente maximo. Já morei no Monte e quando estive neste local a conhecer “as vistas” pensei exactamente o mesmo. Que belo local. A diferença é que na margem sul optaram por fazer um bairro social num local com uma vista esplendorosa e na margem norte fizeram o parque das nações para gente com massa. é a unica diferença

    1. Teria sido mais coerente urbanizar a referida zona, que desconheço, em prédios de qualidade, e fazer o bairro social com vista para outro bairro social.
      No fundo todo este debate é espuma. Sabe bem afiar a faca contra quem manda. A senhora pôs-se a jeito.

      1. O problema está nas pessoas e no acesso que estas têm a outra forma de vida e não nas casas. A questão é mesmo essa, é espuma e a senhora pôs-se a jeito. (provavelmente mesmo por falta de jeito natual)

    2. Não estou a ver a relação.

      Em todo o caso, Alvalade até ao Campo Grande e mesmo o Bairro do Arco Cego também já foi um bairro social — não era para pobres e gente das ex-colónias mas era para pessoas com rendimentos baixos. Agora é outra coisa, e os pobres passaram para o lado de lá e para as encostas de Monsanto.

      Se calhar os bairros da estação até ao Monte da Caparica qualquer dia também vão ser outra coisa, à medida que a pressão imobiliária for fazendo recuar os pobres para outros sítios sem valor acrescentado.

  11. O primeiro parágrafo é na mouche.
    O segundo parágrafo é de demagogia básica.

    Quanto às afirmações da presidente da câmara de almada, é o que dá colocarem num lugar elegível para presidente da câmara de almada uma habitante da avenida de roma.

  12. A Senhora teve um comentário muito mais que infeliz, … estupido.

    No entanto, tenha em atenção que o que refere no último parágrafo em relação a ausência de condições de vida não é universalmente verdade nos habitantes dos bairros sociais, há quem tire partido (indevido) das habitações sociais (e não só) e tenha vida melhor que muitos que contribuem para a vida de quem vive em bairros sociais.

    1. Os bairros sociais são uma solução potencialmente problemática para um problema bem maior. A situação anterior à sua existência era indigna.
      Num mundo perfeito nada disso seria necessário.

  13. mesmo agora li isto no Observ. :” No Bairro Amarelo há droga, lixo, tiros e corridas de motas. “E as casas estão todas rebentadas” . ora , quem rebentou as casas ? foram bombardeados ? e quem é que se droga e faz corridas de motas ? os turistas ? santa paciência , não educam os filhos , não tratam das casas , não limpam as casas ( nos átrios é um cheiro a urina que nem vos passa) e ainda atribuem as culpas ao acaso . não há pachorra para pobres mal agradecidos, suponho que pretendiam que o contribuinte lhes pagasse a mulher a dias, só pode.

  14. A senhora em causa que é presidente da CM ALmada mas invariavelmente às 19h e pouco já está a fazer as suas compras em Campo de Ourique, onde mora.

    O conselho é que venda a casa e compre uma no sítio que adora!

  15. “Já sabíamos que certas sobras sabem melhor no dia seguinte – agora a Ciência explica porquê”.
    Eu que o diga, a boazona da mulher do meu vizinho, quando a apanho no dia seguinte, ah catano!

  16. “Greenpeace alerta que as emissões de gases da criação de gado são maiores que as causadas pelos carros na UE”
    O corona vai morrer de fome.

  17. Essa escumalha tem tudo e mais alguma coisa sem fazer aponta dum corno e ainda andam no gamanço e no tráfico de droga! Devia ter vista era pró sol aos quadradinhos! Andam os contribuintes a pagar pra manter esses parasitas e ainda destroem tudo!

  18. O território da responsabilidade de uma câmara municipal, tem uma população heterogénea, necessidades diversas e que necessita de ter uma pessoa na Câmara que conheça de relações humanas e forma de estar e viver em Portugal. A esta senhora (que nunca compreendi como foi deputada do PS) não lhe vejo capacidade para gerir o “mundo” que é da responsabilidade de uma Câmara Municipal em Portugal, nem em França, onde mesmo assim é capaz de conhecer melhor a realidade. Nas próximas eleições autárquicas, os almadenses vão-lhe dar a resposta adequada.

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