É hora de puxar pelos mais novos, de todos os quadrantes democráticos. Dar a conhecer o seu pensamento, carisma, atitude, empatia.
Mais do mesmo, não, obrigada. São muitos anos a explorar e debitar as mesmas linhas de pensamento. Estão (estamos) esgotados, desiludidos, descrentes, exauridos, ressequidos por dentro e por fora.
Urge dar lugar a sangue novo, novos olhares, coragem, força, caracter, novas formas e fontes de saberes. E muita criatividade e generosidade, tudo o que a velha política foi deixando pelo caminho.
Eheheh. Faz todo o sentido. Médicos e presidentes de câmara a legislar, especialistas científicos a fazer as vezes de entertainer e políticos a fazer jornalismo. É o circo perfeito.
Não gosto muito da senhora c mas acho que desta vez tem razão…DITO DE OUTRA MANEIRA…a comunicação social não pode transmitir SÓ aquilo que selecciona (ou que lhe convém..!!)
Manuela Ferreira Leite poderia ter sido uma notável número dois se Sá Carneiro não tivesse morrido. Atendendo à qualidade dos sucessores de Sá Carneiro, já não podia pois logo afastariam quem claramente lhes era superior.
E também não tinha condições para ser a número um. Uma mulher em Portugal ainda tem um handicap que não vai desaparecer para já; depois nem poderia atrair o eleitorado “macho” pela presença, nem o eleitorado conservador feminino, por ser divorciada. Finalmente era demasiado séria para afirmar assertivamente coisas que eram pela sua natureza incertas o que lhe dava uma aparente insegurança face a opositores sem essa contenção.
Recordo-me do frente a frente televisivo com Sócrates em que Ferreira Leite afirmou que a dívida externa era já excessiva, sem conseguir transmitir a ideia da gravidade inerente, e foi completamente apagada por Sócrates que assertivamente, com um sorriso e bem virado para a Câmara, disse que nem sequer era preocupante. Claro que Ferreira Leite disse a verdade e Sócrates mentiu mas o que é certo é que ganhou o debate e veio a ser eleito.
Eu já tinha perdido o cartão de eleitor há muito mas ainda hoje me surpreendo como é que a esmagadora maioria, talvez mesmo a totalidade salvo excepções sem significado como eu, que viram ser eleito o mentiroso e rejeitada a que disse a verdade, e que sofreram as consequências disso nos anos seguintes com o desgraçado programa da “troika”, continuam a defender acriticamente o sufrágio universal directo num país com a desigualdade cultural e informativa que temos.
A realidade é composta pelos 360º daquilo que nos rodeia. Quando sistematicamente nos apresentam apenas uma fracção dessa realidade, que só em questões de pormenor difere entre as várias empresas noticiosas, nacional e internacionalmente, o que transparece é um alinhamento produto de algum tipo de selecção.
Como escolher é recusar e a recusa de difusão de determinadas peças informativas é apanágio de sistemas onde a censura é institucional, pode argumentar-se que, de facto, a actualidade das empresas noticiosas de grande divulgação exerce informalmente algum tipo de censura.
Chiça….
Ferreira Leite pergunta se “não seria bom haver seis meses sem democracia” para pôr “tudo na ordem”
Desconfio que a TVI se vê obrigada a manter a sua crónica social.
Ferreira Leite, na TVI, Júdice na SIC.
Não há gente nova, sem grandes caudas passadas?
Um Sebastião Bugalho, um Henrique Raposo, para que a sopa não saiba sempre ao mesmo.
Voto no Henrique Raposo.
Apoiadíssimo, Vorph!
É hora de puxar pelos mais novos, de todos os quadrantes democráticos. Dar a conhecer o seu pensamento, carisma, atitude, empatia.
Mais do mesmo, não, obrigada. São muitos anos a explorar e debitar as mesmas linhas de pensamento. Estão (estamos) esgotados, desiludidos, descrentes, exauridos, ressequidos por dentro e por fora.
Urge dar lugar a sangue novo, novos olhares, coragem, força, caracter, novas formas e fontes de saberes.
E muita criatividade e generosidade, tudo o que a velha política foi deixando pelo caminho.
A azedo, portanto.
Eheheh. Faz todo o sentido. Médicos e presidentes de câmara a legislar, especialistas científicos a fazer as vezes de entertainer e políticos a fazer jornalismo. É o circo perfeito.
Comentário certo no sítio errado, Isabel.
Desta vez foi intencional. Era uma tentativa de 2 em 1.
Afinal, nesta frase fica em aberto a possibilidade de ser o poder político a seleccionar o que a comunicação social transmite.
Ah, ok.
Nunca fui fã de Ferreira Leite, mas prestando atenção, ela diz coisas muito certas.
Não gosto muito da senhora c mas acho que desta vez tem razão…DITO DE OUTRA MANEIRA…a comunicação social não pode transmitir SÓ aquilo que selecciona (ou que lhe convém..!!)
A Manuela Ferreira Leite dizia coisas acertadas mas politicamente incorretas, com muita candura.
Uma grande Dirigente, infelizmente devorada por uma matilha de lobos faminta.
Como ela mais houvesse, ou aparecesse que muito melhor estaríamos.
Manuela Ferreira Leite poderia ter sido uma notável número dois se Sá Carneiro não tivesse morrido. Atendendo à qualidade dos sucessores de Sá Carneiro, já não podia pois logo afastariam quem claramente lhes era superior.
E também não tinha condições para ser a número um. Uma mulher em Portugal ainda tem um handicap que não vai desaparecer para já; depois nem poderia atrair o eleitorado “macho” pela presença, nem o eleitorado conservador feminino, por ser divorciada. Finalmente era demasiado séria para afirmar assertivamente coisas que eram pela sua natureza incertas o que lhe dava uma aparente insegurança face a opositores sem essa contenção.
Recordo-me do frente a frente televisivo com Sócrates em que Ferreira Leite afirmou que a dívida externa era já excessiva, sem conseguir transmitir a ideia da gravidade inerente, e foi completamente apagada por Sócrates que assertivamente, com um sorriso e bem virado para a Câmara, disse que nem sequer era preocupante.
Claro que Ferreira Leite disse a verdade e Sócrates mentiu mas o que é certo é que ganhou o debate e veio a ser eleito.
Eu já tinha perdido o cartão de eleitor há muito mas ainda hoje me surpreendo como é que a esmagadora maioria, talvez mesmo a totalidade salvo excepções sem significado como eu, que viram ser eleito o mentiroso e rejeitada a que disse a verdade, e que sofreram as consequências disso nos anos seguintes com o desgraçado programa da “troika”, continuam a defender acriticamente o sufrágio universal directo num país com a desigualdade cultural e informativa que temos.
A realidade é composta pelos 360º daquilo que nos rodeia. Quando sistematicamente nos apresentam apenas uma fracção dessa realidade, que só em questões de pormenor difere entre as várias empresas noticiosas, nacional e internacionalmente, o que transparece é um alinhamento produto de algum tipo de selecção.
Como escolher é recusar e a recusa de difusão de determinadas peças informativas é apanágio de sistemas onde a censura é institucional, pode argumentar-se que, de facto, a actualidade das empresas noticiosas de grande divulgação exerce informalmente algum tipo de censura.
Desta frase não me lembrava … É um axioma da prática governativa portuguesa.