«Usemos a máscara, de acordo com o recomendado, mas não deixemos que nos tapem os olhos.»
Jerónimo de Sousa, na abertura da Festa do Avante!
«Usemos a máscara, de acordo com o recomendado, mas não deixemos que nos tapem os olhos.»
Jerónimo de Sousa, na abertura da Festa do Avante!
Essa frase merece um forte aplauso! Acho que se deve aplicar a tudo na vida! Beijinhos, boa tarde e boa semana
Eu sabia que mais tarde ou mais cedo você ia lá.
Agora não se esqueça de aplicar e seguir a recomendação.
Assim fala o privilegiado. Que teve protecção policial para mudar de concelho quando o resto do povo não.
Entretanto… como explicar que o COVID não tenha dizimado os sem abrigo/homeless nos mais diversos países…?
lucklucky
” Que teve protecção policial para mudar de concelho ” Mentira. Eu também tive. E não sou do PCP.
Então é um privilegiado. Eu não tive.
lucklucky
Fónix, eu preciso é de tapar os ouvidos.
Mas tapem os olhos e os ouvidos perante os métodos do, nosso amigo e ditador, da Bielorrússia.
E sobre a execução extrajudicial de opositores na Rússia.
Isso e o longo registo de miséria, massiva violação de direitos, prisão, tortura e revolucionárias chacinas, por todo o mundo, sempre sob a preclara liderança dos “partidos irmãos”. Mas consta que sempre – se alguma vez ocorreram, claro, que o mais certo é ser tudo boato da reacção – justificados por um bem maior.
Os embrutecidos que vestem a camisola do Stalin e a boina do Che, são a consagração do triunfo da mais arrogante ignorância. Do mais acrítico fanatismo. E da desistência de pensar. Mas, claro, só se desiste do que já se quis.
Costa
Ó Costa respira, tem calma que a festa do avante já acabou.
E não tenhas problemas com o covid que a malta levou toda uma injecção atrás da orelha, e ficou todo o mundo imunizado.
Carlitos, camarada, parece que o enervado aqui és tu, afinal eu nem falei em COVID: aquilo que eu referi é verdade há muitos anos, nada tem a ver com essa doença.
E é, calcula tu, uma evidência. Até ver, claro, que a censura lá vai avançando (o papel impresso é um muito conveniente e muito cultivado anacronismo – e toda a gente o queimou, ou coisa equivalente, quando o achou necessário – , e o “digital” apaga-se como e quando convém, de modo que já tudo se espera).
Mas tu lá sabes, camarada. E a acreditar em ti temos então a vacina, ou a cura, já disponível e graças ao Partido. E aplica-se atrás da orelha, contas tu; muito bem (e está visto que é uma espécie de fixação fetichista anatómica do Partido). À superioridade moral dos comunistas junta-se então a científica. Estamos salvos!
Costa
Ó Costinha parabéns, como é que adivinhaste que eu era comuna? És mesmo perspicaz.
É pena é que o teu sentido de humor não acompanhe.
E olha quando falares nas atrocidades dos comunas(que as houve)fala também das atrocidades dos fachos (que também houve)e já agora nas atrocidades da igreja. É que só criticares os comunas parece mal, perdes a credibilidade, e afecta a imagem de seriedade que queres transmitir.
Carlos, ó Carlitos, tu andas distraído, homem. Aqui está em causa a forma selectiva como no partido comunista se tapam e destapam os olhos. É disso que se trata. Ou estás distraído ou de má-fé, claro.
Mas seria interessante aplicar-lhes essa tua receita (a de ser obrigatório invocar sempre e necessariamente, mesmo quando não estivessem minimamente em causa, os horrores de uns ao falar dos horrores dos outros; para legitimar, pelo menos relativizar, os segundos): décadas e décadas de preciosa e absolutamente essencial produção das Edições Avante, milhares e milhares de páginas de perfeitos e arrebatadores discursos, magistrais teses após magistrais teses, tudo a ser refeito e questionado na sua espécie de infalibilidade papal – já que falas dos outros -, em nome desse teu tão oportuno imperativo de absoluta e omnipresente equidistância branqueadora.
Fico à espera. Mas sentadinho.
Costa
Ó Costinha, acalma-te.
O que está em causa é uma frase dita por um líder partidário. A interpretação é o que cada um de nós quiser fazer.
Quando fazes uma interpretação com os ânimos exaltados só demonstras uma coisa, é que és uma pessoa intolerante e de um partido diametralmente oposto.
Agora no caso concreto, independentemente de eu concordar ou não com a frase, estava a referir-me ao acto em si, ou seja a concretização da festa do avante. Porque como sabes os profetas da desgraça fizeram de tudo para a impedir. Como a festa acabou e não aconteceu nenhuma tragédia a frase tem por isso razão de ser.
Percebes agora ó Costinha?
Carlitos, bem vês (suponho), isto no fundo é o que tu quiseres e não vale muito a pena continuarmos por aqui a trocar estes mimoseios. Parece-me que já percebemos o que pensamos. Da questão e um do outro.
Tu até já determinaste como verdade indiscutível que eu sou um tipo nervoso e intolerante. Mas não te esqueças que eu vim aqui fazer um comentário geral e abstracto, fundado em factos históricos que nem carecem de fundamentação nestas linhas; quem entrou logo a fulanizar foste tu e tomando um tom de intimidade e informalismo de trato (de grosseria, na verdade, visando desqualificar liminarmente o outro) que, por mim e até o criares tu, não existiria entre nós.
Quanto ao resto, a festa do Avante acabou há apenas um punhado de dias (e repara que nem era sobre ela que eu comentava: aquela declaração não é tributária de nenhum acontecimento em particular). Ninguém de bem, pense o que pensar, desejará uma tragédia como sua consequência. E não nos iludamos, se algo acontecer sabemos ambos que será diligentemente abafado, mais do que do interesse de um partido será do interesse do estado. Mas se tragédia houver, e for essa que deixas implícita, o período de incubação, ou coisa análoga, ainda agora começou. Sugiro-te talvez que revejas a tua argumentação, desejavelmente muito válida daqui a semanas mas por agora ainda algo arriscada. Por mera prudência, enfim (mas tu é que sabes).
Em todo caso tu bem sabes que em causa está muito mais do que o perigo real de propagação de uma doença: já foi por aqui invocado isso que está em causa, e não por mim. Por ti, sim, foi logo diligentemente zurzida essa invocação. É teu direito.
Olha, eu fico por aqui que não quero abusar da paciência do anfitrião. Tu farás o que entenderes.
Costa
Como “anfitrião”, declaro encerrada esta polémica a partir de agora. Há outras coisas para debater. Página virada, pois.
Pronto, lá tinha de vir você a cortar a voz da classe operária.
Se há algo que é revelador no seu “post” é que V. necessita, no fim do mesmo, confirmar que é o Costa com que deu entrada do mesmo: o resto, é apenas uma sequência dessa sua preocupação obsessiva…
O seu argumento do «longo registo de miséria, massiva violação de direitos, prisão, tortura e revolucionárias chacinas, por todo o mundo, sempre sob a preclara liderança dos “partidos irmãos”» tem, em si mesmo um pecado original: é que sobre ele, qualquer honesto ser humano até pode o refutar… mas esse mesmo “honesto ser humano” até não evitarár dizer que isso não era um exclusivo EVIDENTE, no período de 1922 a 1991, do terror dos “comunistas”, como até inúmeros exemplos de casos de campos de concentração nos EUA (os dos “japoneses”) ou mais tarde, no Quénia (o dos malditos Mau Mau) o comprovam, sem exigirem mais aprofundadas buscas sobre a matéria!
Ora aí está um assunto bem esquecido na C.S. Vá lá saber-se porquê.
O que mais me chateia neste filme do Avante é acabar por ver Jerónimo a oferecer-se a Costa para mais um tapa olhos de máscara levantada até às orelhas.
De tanto se empenhar em levar o distinto manobrador às cordas para papalvo ver, acabou por ir ao tapete caindo de joelhos.
Não sejam piegas e saiam da vossa zona de conforto. Com máscara.
A luta da classe operária não pode parar, burguesia confinada, povo na rua.
A Festa do Avante foi o raiar do sol num país de janelas fechadas, e de obscuros pensamentos fundados na loucura do medo.
Armando Chumbinho
^ Diz o maluquinho que anda a ler o mesmo livro, na mesma barraquinha, com as mesmas matrioskas, há 50 anos
O maluquinho que por acaso até sou eu o Chumbinho, mas caro V, abra as janelas deixe entrar o ar da purificação!!!
Armando Chumbinho