Frases de 2020 (26)


Pedro Correia,

 

«Usemos a máscara, de acordo com o recomendado, mas não deixemos que nos tapem os olhos.»

Jerónimo de Sousa, na abertura da Festa do Avante!

24 comentários em “Frases de 2020 (26)”

  1. Eu sabia que mais tarde ou mais cedo você ia lá.
    Agora não se esqueça de aplicar e seguir a recomendação.

    1. Assim fala o privilegiado. Que teve protecção policial para mudar de concelho quando o resto do povo não.

      Entretanto… como explicar que o COVID não tenha dizimado os sem abrigo/homeless nos mais diversos países…?

      lucklucky

    1. Isso e o longo registo de miséria, massiva violação de direitos, prisão, tortura e revolucionárias chacinas, por todo o mundo, sempre sob a preclara liderança dos “partidos irmãos”. Mas consta que sempre – se alguma vez ocorreram, claro, que o mais certo é ser tudo boato da reacção – justificados por um bem maior.

      Os embrutecidos que vestem a camisola do Stalin e a boina do Che, são a consagração do triunfo da mais arrogante ignorância. Do mais acrítico fanatismo. E da desistência de pensar. Mas, claro, só se desiste do que já se quis.

      Costa

      1. Ó Costa respira, tem calma que a festa do avante já acabou.
        E não tenhas problemas com o covid que a malta levou toda uma injecção atrás da orelha, e ficou todo o mundo imunizado.

        1. Carlitos, camarada, parece que o enervado aqui és tu, afinal eu nem falei em COVID: aquilo que eu referi é verdade há muitos anos, nada tem a ver com essa doença.

          E é, calcula tu, uma evidência. Até ver, claro, que a censura lá vai avançando (o papel impresso é um muito conveniente e muito cultivado anacronismo – e toda a gente o queimou, ou coisa equivalente, quando o achou necessário – , e o “digital” apaga-se como e quando convém, de modo que já tudo se espera).

          Mas tu lá sabes, camarada. E a acreditar em ti temos então a vacina, ou a cura, já disponível e graças ao Partido. E aplica-se atrás da orelha, contas tu; muito bem (e está visto que é uma espécie de fixação fetichista anatómica do Partido). À superioridade moral dos comunistas junta-se então a científica. Estamos salvos!

          Costa

          1. Ó Costinha parabéns, como é que adivinhaste que eu era comuna? És mesmo perspicaz.
            É pena é que o teu sentido de humor não acompanhe.
            E olha quando falares nas atrocidades dos comunas(que as houve)fala também das atrocidades dos fachos (que também houve)e já agora nas atrocidades da igreja. É que só criticares os comunas parece mal, perdes a credibilidade, e afecta a imagem de seriedade que queres transmitir.

          2. Carlos, ó Carlitos, tu andas distraído, homem. Aqui está em causa a forma selectiva como no partido comunista se tapam e destapam os olhos. É disso que se trata. Ou estás distraído ou de má-fé, claro.

            Mas seria interessante aplicar-lhes essa tua receita (a de ser obrigatório invocar sempre e necessariamente, mesmo quando não estivessem minimamente em causa, os horrores de uns ao falar dos horrores dos outros; para legitimar, pelo menos relativizar, os segundos): décadas e décadas de preciosa e absolutamente essencial produção das Edições Avante, milhares e milhares de páginas de perfeitos e arrebatadores discursos, magistrais teses após magistrais teses, tudo a ser refeito e questionado na sua espécie de infalibilidade papal – já que falas dos outros -, em nome desse teu tão oportuno imperativo de absoluta e omnipresente equidistância branqueadora.

            Fico à espera. Mas sentadinho.
            Costa

          3. Ó Costinha, acalma-te.
            O que está em causa é uma frase dita por um líder partidário. A interpretação é o que cada um de nós quiser fazer.
            Quando fazes uma interpretação com os ânimos exaltados só demonstras uma coisa, é que és uma pessoa intolerante e de um partido diametralmente oposto.
            Agora no caso concreto, independentemente de eu concordar ou não com a frase, estava a referir-me ao acto em si, ou seja a concretização da festa do avante. Porque como sabes os profetas da desgraça fizeram de tudo para a impedir. Como a festa acabou e não aconteceu nenhuma tragédia a frase tem por isso razão de ser.
            Percebes agora ó Costinha?

          4. Carlitos, bem vês (suponho), isto no fundo é o que tu quiseres e não vale muito a pena continuarmos por aqui a trocar estes mimoseios. Parece-me que já percebemos o que pensamos. Da questão e um do outro.

            Tu até já determinaste como verdade indiscutível que eu sou um tipo nervoso e intolerante. Mas não te esqueças que eu vim aqui fazer um comentário geral e abstracto, fundado em factos históricos que nem carecem de fundamentação nestas linhas; quem entrou logo a fulanizar foste tu e tomando um tom de intimidade e informalismo de trato (de grosseria, na verdade, visando desqualificar liminarmente o outro) que, por mim e até o criares tu, não existiria entre nós.

            Quanto ao resto, a festa do Avante acabou há apenas um punhado de dias (e repara que nem era sobre ela que eu comentava: aquela declaração não é tributária de nenhum acontecimento em particular). Ninguém de bem, pense o que pensar, desejará uma tragédia como sua consequência. E não nos iludamos, se algo acontecer sabemos ambos que será diligentemente abafado, mais do que do interesse de um partido será do interesse do estado. Mas se tragédia houver, e for essa que deixas implícita, o período de incubação, ou coisa análoga, ainda agora começou. Sugiro-te talvez que revejas a tua argumentação, desejavelmente muito válida daqui a semanas mas por agora ainda algo arriscada. Por mera prudência, enfim (mas tu é que sabes).

            Em todo caso tu bem sabes que em causa está muito mais do que o perigo real de propagação de uma doença: já foi por aqui invocado isso que está em causa, e não por mim. Por ti, sim, foi logo diligentemente zurzida essa invocação. É teu direito.

            Olha, eu fico por aqui que não quero abusar da paciência do anfitrião. Tu farás o que entenderes.

            Costa

      2. Se há algo que é revelador no seu “post” é que V. necessita, no fim do mesmo, confirmar que é o Costa com que deu entrada do mesmo: o resto, é apenas uma sequência dessa sua preocupação obsessiva…

        O seu argumento do «longo registo de miséria, massiva violação de direitos, prisão, tortura e revolucionárias chacinas, por todo o mundo, sempre sob a preclara liderança dos “partidos irmãos”» tem, em si mesmo um pecado original: é que sobre ele, qualquer honesto ser humano até pode o refutar… mas esse mesmo “honesto ser humano” até não evitarár dizer que isso não era um exclusivo EVIDENTE, no período de 1922 a 1991, do terror dos “comunistas”, como até inúmeros exemplos de casos de campos de concentração nos EUA (os dos “japoneses”) ou mais tarde, no Quénia (o dos malditos Mau Mau) o comprovam, sem exigirem mais aprofundadas buscas sobre a matéria!

  2. O que mais me chateia neste filme do Avante é acabar por ver Jerónimo a oferecer-se a Costa para mais um tapa olhos de máscara levantada até às orelhas.
    De tanto se empenhar em levar o distinto manobrador às cordas para papalvo ver, acabou por ir ao tapete caindo de joelhos.

  3. Não sejam piegas e saiam da vossa zona de conforto. Com máscara.
    A luta da classe operária não pode parar, burguesia confinada, povo na rua.

  4. A Festa do Avante foi o raiar do sol num país de janelas fechadas, e de obscuros pensamentos fundados na loucura do medo.

    Armando Chumbinho

      1. O maluquinho que por acaso até sou eu o Chumbinho, mas caro V, abra as janelas deixe entrar o ar da purificação!!!

        Armando Chumbinho

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