
Há dois meses, perdi um bom amigo que conhecia desde 1983. Há um mês, perdi uma pessoa de família muito próxima.
Nem num caso nem no outro pude comparecer nos respectivos velórios e funerais: o numerus clausus imposto pelas autoridades sanitárias é de tal modo apertado que nos impede, quase sempre, de marcar presença nestas tristes despedidas.
Liga-me um amigo residente em Viseu. Diz-me que o cancelamento da Feira de São Mateus, o maior cartaz turístico anual da cidade, causou prejuízos incomensuráveis a um sem-número de micro, pequenos e médios empresários de toda a região que costumavam aproveitar aquele certame para escoarem produtos, muitas vezes confeccionados por eles próprios, e conseguirem novos clientes.
Todas as feiras e romarias portuguesas – algumas com tradição plurissecular – foram anuladas este Verão, tal como a esmagadora maioria dos festivais musicais de Verão. O que bastou para colocar milhares de postos de trabalho directos e indirectos em risco imediato de extinção. Na melhor das hipóteses, remetendo as pessoas para o lay-off, espécie de antecâmara do desemprego. Com nome “amaricano”, para suavizar a coisa.
O futebol prepara-se para recomeçar como terminou há dois meses: sem público nas bancadas. Com o Governo a encolher os ombros e a chutar para canto.
Sabendo, como sabe, que futebol sem público é futebol moribundo a curto prazo. Porque os clubes vivem de receitas – e as receitas de lugares nas bancadas, associadas à compra de adereços desportivos em complemento aos espectáculos, é fundamental para a sobrevivência de todas as agremiações desportivas.
Sabendo, como sabe, que da sobrevivência dos clubes depende a sobrevivência do desporto. E que uma sociedade sem desporto é uma sociedade doente.
É neste pano de fundo que ocorre hoje a abertura da “Festa” do Avante! Na zona do País onde se tem registado maior progressão de casos de contaminação com Covid-19 e depois de o PCP ter andado semanas aos gritos, queixando-se de estar a ser «discriminado». Como se a discriminação não fosse em sentido contrário: com a conivência pusilânime do Governo, que necessita dos votos comunistas para viabilizar o próximo Orçamento do Estado, o partido da foice e do martelo usufrui do privilégio de realizar o seu festival partidário. Com chocante indiferença perante o sofrimento de tantos portugueses, como se houvesse alguma coisa para celebrar neste macabro ano de 2020.
Basta vermos a sorridente e festiva capa do jornal Avante! de ontem, totalmente divorciada da realidade, para sentirmos isto. No mesmo dia em que houve 406 novos casos de infecção e mais quatro mortos – todos estes óbitos e 194 dos novos infectados com Covid-19 registados na região da Grande Lisboa, onde vai desenrolar-se o “piquenicão” do PCP.
Alegam os comunistas que a comparação com os malogrados festivais musicais de Verão anulados por imperativo categórico da Direcção-Geral da Saúde não faz sentido.
Talvez não faça, mas num sentido diferente: há mais músicos e bandas a participar nesta “Festa” do Avante! do que haveria na esmagadora maioria dos espectáculos que ficaram por concretizar.
Basta passar em revista quem actuará entre hoje e domingo na Quinta da Atalaia. Deixo aqui (por ordem alfabética) a lista dos participantes convidados pelo PCP: Albert Fish, Aldina Duarte, Ana Laíns, Ana Sofia Varela, Anastácia Carvalho, Blasted, Camané, Capicua, Cidália Moreira, Costa Neto, Dead Combo, Dino d’ Santiago, El Sur, Galo Gordo, Gerson Mata, Lena d’ Água, Luís Caeiro, Luta Livre, Mão Morta, Maria Alice, Mário Laginha, Marta Ren, Model Mother Tongue, Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, Peste & Sida, PTA Slowmo, Rogério Charraz, Scurú Fitchádu, Stereossauro, Uxu Kalhus, Vénus Matina, Xutos & Pontapés, Zebra Libra.
E de novo pergunto: vão festejar o que?

vão festejar o que?
Vão festejar o que acham que devem festejar. Tal como as pessoas continuam a festejar aniversários, a festejar a obtenção de graus académicos, a festejar o nascimento de filhos, ou o que mais queiram festejar. O facto de esta ano haver muitas coisas a correrem mal não impede que algumas pessoas tenham coisas a festejar, nem que as festejem.
Lavoura: você pode mudar os pseudónimos e aparecer aqui travestido com outros nomes, mas continua igual ao que era dantes.
Tente pintar-se de fresco.
Mais um Aristocrata Comunista que quer Privilégio do Regime que não aceita que outros o tenham.
Já só falta ouvirmos o Secretário Geral mandar o povo comer brioche.
lucklucky
Não seja fundamentalista. É claro que é para festejar. Festejar o início das pessoas começarem a perder o medo, festejar a abertura aos grandes eventos, mas sobretudo festejar o inicio a uma possível vida normal.
Ou você acha que podemos ficar toda a vida confinados? Ou em lay-off?
E ainda por cima por causa de um vírus que mata menos que o vírus da gripe.
Já reparou que o excesso de mortos em relação ao ano passado já supera largamente o número de mortos covid?
Se a saúde é assim tão importante não seria melhor tratar os doentes por igual e as suas mortes terem a mesma relevância?
Ou a saúde dos portugueses agora mede-se pelo número de infectados?
Já reparou no absurdo que é uma pessoa estar infectada mas sem sintomas, e ficar em prisão domiciliária sem ter cometido qualquer crime?
Festejemos sim, pode ser que acabe de vez com esta pseudo pandemia da parvoíce.
Coisa mais obscena, esta primeira página do Avante!
O PCP parece viver numa nave espacial, isolado da sociedade portuguesa. Mais que nunca.
Vai pagar um preço duríssimo por isso.
Mas não está totalmente isolado, em termos geopolíticos. No canto inferior direito desta obscena capa do jornal comunista, lá vem um espaço reservado à propaganda da ditadura chinesa.
Você tem a máscara bem posta?
Não lhe está a tapar os olhos? Veja lá, é que a cegueira ideológica às vezes prega-nos partidas.
Qual é a sua solução? Em vez de criticar, diga como é que podemos sair deste marasmo.
Se a economia colapsar, você vai proteger o quê? O dinheiro cai do céu, é?
Você já imaginou quantos é que estão com o dilema entre comprar medicamentos e comprar comida?
E continuo a dizer, toda esta palhaçada por um vírus que mata menos que o vírus da gripe. É só confirmar na net.
Para si os outros mortos não contam? Ou só os mortos por covid é que são importantes?
Argumento ao nível daqueles que menosprezavam os mortos da guerra em África, entre 1961 e 1974, alegando que nesse período morreu muito mais gente em desastres rodoviários em Portugal.
Não se esqueça de mencionar os mortos no asfalto da próxima vez que tentar desvalorizar as vítimas da pandemia.
Sou eu que desvalorizo ou é você que está a sobrevalorizar os mortos covid?
Você já reparou que o excesso de mortos por outras doenças em relação ao ano passado é superior ao número de mortos covid?
Não está preocupado em saber porque é que as outras doenças foram descuradas?
Ou a sua cegueira ideológica não o deixa ver para além do óbvio?
Eu dou-lhe mais um exemplo.
O covid ataca mais as pessoas idosas, certo?
Fizeram agora uma app para poder controlar os surtos de covid, certo?
Então porque é que a app só funciona em telemóveis com os sistemas operativos recentes, quando todos sabemos que os idosos têm telemóveis antigos?
Consegue ver as contradições, ou não?
Esqueceu-se da citação de Jair Bolsonaro a coroar o seu comentário: «É só uma gripezinha…»
O ano passado morreram 3300 pessoas com gripe este ano morreram 1800 pessoas com covid. É preciso o Bolsonaro dizer alguma coisa?
Ó Pedro deixe lá o fundamentalismo, e pense um pouco com a sua cabeça, vá lá, você até escreve umas coisas porreiras…
Não se esqueça de contabilizar também os mortos em desastres rodoviários, Carlos Sousa. E por várias outras causas. Bata tudo na batedeira e sirva essa mistura logo a seguir.
Carlos Sousa,
o pomo da discórdia está na instrumentalização política de normas sanitárias. É este o ponto de toda esta questão.
Eu concordo com o evento Avante nos moldes propostos. Mas também acredito que tais critérios podem ser extensíveis a outras iniciativas.
Já não acredito nos eventos em massa nos moldes em que estávamos habituados. Mas há alternativa.
Imagine que ambos decidíamos organizar um evento cuja rentabilidade só seria possível com 60.000 pessoas. Imagine também que as normas de segurança, para além do normal cuidado higiénico-sanitário, decretariam um máximo de 3 pessoas por cada 12 m2 a céu aberto. Imaginemos também que nesta equação se contemplaria, distinguido a quantidade de pessoas em função do espaço, o evento a céu aberto ou em recinto fechado.
Aqui chegados, a normal contratualização dos artistas para a participação em tais festividades, no sentido de rentabilizar o investimento, passaria agora por considerar um só evento mas em 3 ciclos distintos em dias diferentes.
Pretendo com este exemplo dizer que a necessidade de reactivar a economia também passa por desconfinar o pensamento nos moldes em que até agora ocorria, incidindo sobre novos critérios de segurança e modo de estar.
Concluindo, não acredito na culpabilidade da DGS. Mas acredito que o governo, seus parceiros e o PR estão equivocados no que andam a fazer nesta matéria, semeando o medo, proferindo medidas persecutórias e invasivas através de apps como a stay away covid e utilizarando uma situação anómala para permitir o esmagamento de direitos dos cidadãos, deveres do estado e das instituições públicas e privadas.
Vento,
A instrumentalização política está a ser feita por todos os partidos.
Isto não tem nada a ver com saúde, isto tem a ver com economia, e se não sairmos depressa deste embuste pode crer que mais tarde ou mais cedo teremos uma ditadura.
Não nos podemos esquecer que foi graças a uma grave crise económica que o Hitler tomou o poder.
Aguardemos com serenidade.
A cise económica na Alemanha foi causada pelas cláusulas impostas pelos vencedores de 1918.
A nossa crise – que já tem fundas raízes anteriores à Covid – é responsabilidade de governos votados pelos portugueses.
Faz sentido que a reacção alemã tenha sido nacionalista: eles unidos contra o mundo.
A nossa situação, se continuar a piorar, é mais provável acabar em desordem civil e intervenção estrangeira.
“A cise económica na Alemanha foi causada pelas cláusulas impostas pelos vencedores de 1918.”
Não foi. A crise económica na Alemanha foi causada pela I Guerra Mundial e depois as consequências quasi guerra civil.
lucklucky
“”A cise económica na Alemanha foi causada pelas cláusulas impostas pelos vencedores de 1918.”
Claro que foi. O Tratado de Versailles impôs cláusulas draconianas e pagamentos de indemnizações altíssimos e quando o governo de Weimar falhou um pagamento em 1922 franceses e belgas ocuparam o Ruhr para se ressarcirem directamente com consequências graves – 132 mortos e cerca de 150.000 desalojados – a que se seguiu a hiperinflação de 1923 que, salvo erro, ainda é a maior da história.
Quando fala de quase guerra civil suponho que se refira aos conflitos entre comunistas e o NSDAP.
Os comunistas tiveram inicialmente algumas vitórias, ocupando o Saxe, a Turíngia e a Renânia mas os alemães tinham um passado histórico de antagonismo com a Rússia, que conotavam com os comunistas e o sentimento anti-russo acabou na práctica por favorecer os nazis.
Não compare alhos com bugalhos!!!!
O problema da pandemia é mundial, mas é um problema sanitário de todos os países.
Alemanha no final da 1 guerra mundial mesmo com todos os problemas derivados desta no fundo já pensava na 2 guerra mundial,como se veio a comprovar.
Muito bem. Excelente comentário.
A única maneira de honrar os mortos é celebrar a vida. E esta vida celebra-se fazendo um percurso em favor dos mortos e dos vivos.
A fórmula que encontrei para os honrar traduz-se na cativação de suas virtudes e melhorando no que foram seus erros.
Creio ser esta a tarefa que para nós deixaram.
No que respeita à festa do avante, parece-me que o que está mal é a forma como não se organizam as comunidades, criando circuitos de segurança, para não se perder o que na vida se deve realizar.
Finalmente a Ordem dos Médicos publicou seu parecer sobre algo que vem desmontar a tese securitária em favor da vida, que tive oportunidade de aqui alertar durante o período dito de confinamento: rtalidade-em-julho-deve-se-aos-doentes-n ao-covid-que-ficaram-para-tras/
https://ordemdosmedicos.pt/excesso-de-mo
A primeira página da edição de ontem do jornal “Avante!” (que reproduzo aqui) «celebra a vida». Com uma imagem mentirosa, dando a entender que vivemos no melhor dos mundos, um mundo que nem obriga à utilização de máscaras. Quando há gente a cair no desemprego, na penúria e na depressão e no desespero todos os dias.
Quando nada há para festejar. Nada.
Eu procurei reforçar sua tese sobre a hipocrisia política, desvalorizando a campanha contra a festa do Avante.
E volto a realçar a importância da acção comunitária e individual. Eu, individualmente, não deixei e não deixo, junto das mais diversas Instituições, de exercer o direito e os deveres de defesa em particular sobre os mais vulneráveis. Posso garantir-lhe que todos elas têm agido e terão de ir mais além.
Acredito plenamente nisso. E reafirmo que compete às entidades sanitárias do Estado definir regras idênticas para situações equiparáveis em vez de introduzir factores discriminatórios a favor ou em desfavor de X ou Y. Isso já é política: nada tem a ver com saúde pública.
Inaceitável, portanto.
Vão festejar o estatuto de excepção de que gozam, mas contra o qual se “insurgem” a toda a hora se acontecer a outros.
Muitas culpas para o governo e DGS, pois se há maneira de organizar festivais em segurança, isso devia ter sido discutido com todos os organizadores de eventos, não apenas com um – os que achassem as limitações incomportáveis cancelavam, os outros faziam as suas festas, que lá por não terem um partido por trás não são menos populares, nem quem as frequenta é menos povo.
A DGS cobriu-se de ridículo nesta absurda protecção ao PCP relacionada com a “Festa” do Avante.
Foi preciso o Presidente da República dar-lhe uma sarrafada verbal, na abertura de todos os telediários, para que esse organismo (que devia ser só técnico e não contaminado pela política) enfim tornasse públicas as regras para quem queira frequentar o latifúndio da Atalaia entre hoje e domingo. Como se essa informação fosse classificada, tipo segredo de Estado.
A seguir, pressionado por Marcelo, foi o PM a dar uma sarrafada pessoal à própria directora-geral.
Esta, estranhamente, não solicitou a exoneração. Dizem-me que continua em funções.
E onde é que fica Marta Temido?
Marta Temido fica na rubrica “Belles Toujours”.
Provavelmente estão a festejar exactamente o mesmo que os deputados da Assembleia da República em Outubro de 2003 quando aplaudiram de pé o dr. Paulo Pedroso, acabado de sair da prisão.
Em política o que parece é. Esta frase geralmente atribuída a Salazar mas que foi usada por inúmeros incluindo Francisco Sá Carneiro e eu suspeito que tenha origem na psicologia política de Gustave le Bon, também explica a necessidade dos dominadores lembrarem aos submetidos quem detém realmente o poder.
Sob o ponto de vista – que não perfilho – dos “do copo meio cheio” até será uma coisa boa pois, por meios meramente mediáticos, afasta ou protela a necessidade de outros mais drásticos.
Isaac Asimov, quando diz que a violência é o último refúgio dos incompetentes, ou Salazar quando diz que o Estado tem de ser forte para não ser violento, possivelmente aprovariam.
Mas é claro que o PC está oficialmente a festejar a vitória sobre a campanha reaccionária que pretendia impedir a realização da festa. É exactamente a mesma coisa mas não destapa o véu do poder que, como já por aqui comentei
é hoje tabu.
Não quero estar a misturar esta questão muito concreta nem com o Salazar, nem com o Sá Carneiro, nem com o Paulo Pedroso.
Nada disso vem a propósito.
Falo de uma questão de saúde pública. Hoje, agora.
Falo de uma inaceitável violação das normas de equidade que deviam nortear a acção do Estado português – neste caso em benefício de um partido do qual o PS precisa para ver aprovado o OE2021, o que torna tudo ainda mais revoltante.
Falo de uma “festa” que surge em momento de luto nacional, quando não há nada para festejar.
Só esta palavra “festa”, no preciso instante em que vivemos, basta para se perceber até que ponto o PCP vive alheado dos problemas reais da sociedade portuguesa.
Deviam ter vergonha. E fazer como o PCF, que em devido tempo anulou a realização da Festa do jornal “L’Humanité”, na qual aliás o PCP se inspirou, plagiando os camaradas franceses.
É o PCP o reaccionário. O Marxismo Leninismo é uma ideologia absolutista, sem checks & balances, sem separação de poderes. O PCP defende um exercício de poder primitivo.
lucklucky
Vão festejar o quê?
A receita do evento, a confirmação de poderem continuar a fazerem o que querem. Ah, e a luta pelos direitos dos trabalhadores.
Entretanto, máscaras para todos. Pelo menos até 24 de Abril, que 25 não é dia de se andar mascarado.
Essa frase de Ferro Rodrigues – proferida em pleno estado de emergência, no epicentro da pandemia, com portugueses a morrer todos os dias de Covid-19 – foi a mais infeliz deste ano de pesadelo.
E quando escrevi o parágrafo anterior estava a ser benévolo.
Porque, em estrito rigor, devia escrever antes isto: essa frase inscreveu-se de imediato no mais triste e vergonhoso anedotário nacional.
Já não olhava para uma primeira página do jornal Avante há bastantes anos. Um banner publicitário no fundo da página até ficava bem. Sei lá, poderia ser da PDVSA, a petroleira da Venezuela. Financiam o Podemos também podiam pingar algum para o PCP.
Agora já não, Paulo. O partido-irmão do PCP na Venezuela conseguiu o impensável: levar à falência a indústria petroleira no país que dispõe das maiores reservas de petróleo do planeta e onde há uma década um litro de gasolina era mais barato do que um litro de água.
Não têm dinheiro nem para mandar cantar um cego.
Se houvesse jornalismo de investigação a sério em Portugal, ainda se concluiria que hoje é o PCP a financiar a ditadura venezuelana.
Compreendo totalmente a revolta que sentimos por não nos podermos despedir de quem gostamos, também eu perdi o meu tio de quem gostava, relativamente novo(66 anos,não foi de Covid) sem o poder visitar no Hospital (…). No velório foi só para a família próxima onde eu estive. O caixão fechado com o fato comprado lá dentro sem ter sido vestido,não foi permitido ou seja o meu tio foi dentro de um saco, por muito que me custe dizer isto é a verdade pura e crua.
Pedro Santos
Muito me custou ser confrontado com isso também.
E não ignoro que vem sucedendo o mesmo, há seis meses, com milhares e milhares de portugueses.
Daí perguntar de novo ao PCP e seus companheiros de caminho: “festejar” o quê?
De acordo. Devem estar a festejar o estatuto de privilégio de que gozam há quatro décadas. E com o lastro de impunidade que ganharam na qualidade de putativos grandes senhores da liberdade (a anedota), comportam-se com o orgulho próprio de mariolas inconsequentes.
Digo eu, que já votei neles duas vezes e admito voltar a votar. Tudo indica que se vão arrepender amargamente da gracinha.
Para mim estão a festejar a sua própria morte. Vão apanhar covid e morrer todos. Adeusinho.
Não diga isso. Espero que não apanhem covid, há muito mariola inocente e eu gosto particularmente de um que lá vai estar e decerto todos os dias. Dissuadi-los é missão impossível.
Os fachos saíram a rua vestidos com seu fatinho de gala e todos arreganhados, andaram por aí com abomináveis doutrinas contra a realização da festa cultural, expoente máximo da liberdade.
E o PCP apenas enfrentou de peito desnudado as mentes do obscurantismo e com a força da vontade da juventude levámos a nossa Festa Avante.
É no nosso Reino do Seixal que temos o Glorioso e uma das maiores festas de pujança europeia, que mostram ao mundo que somos combatentes de notável estoicidade contra o medo imobilizador e atrofiante que corrompe a liberdade.
Armando Chumbinho
Que tal os copos de três aí no arraial, camarada Chumbinho? Têm brindado muito?
Há sempre mais um copo para um Camarada!!!
O Pedro será sempre bem recebido aqui no Seixal e na nossa bela Festa, enquanto outros que andam para aí a palrear, terão que beber sozinhos o copo da escuridão.
Armando Chumbinho
Conheço bem a Festa do Avante! (de visitar e não de ouvir dizer).
Mas este ano, nem pensar. Desde logo porque há poucos (ou nenhuns) motivos para festejar.
De qualquer modo, já que aí está, divirta-se. Esta vida são dois dias e a Festa do Avante! são três…
Armando Chumbinho
expoente máximo da liberdade
O caríssimo não precisa de uma festa “cultural” num terreno que foi uma negociata esquisita — precisa é de um oftalmologista
Trinta hectares de terreno fértil sem aproveitamento agro-pecuário.
Apetece gritar: «A terra a quem a trabalha!»
Boa tarde , ovid-conspiracy-arrested/
entretanto na Austrália , https://www.rt.com/news/499839-australia-c
Luis Almeida
Olha que lindo. Deve ter dito mal da DGS lá do sítio?
Nem mais.
Esta primeira página merece ser guardada. Como monumento à insanidade cívica e política.
https://www.youtube.com/results?search_q uery=antonio+costa+em+2009+contra+arranj os+partid%C3%A1rios -Ele faz que não se lembra mas alguém tem que lho escarrapachar-
Hoje ao almoço estive num restaurante onde em 80 m2 estariam umas 40 pessoas, umas sentadas outras a circular etc etc.
O que fazemos? Fechamos o restaurante?
No seu caso, para condizer com o almoço, sugiro que jante na “Festa” do Avante.
80m2 e 40 pessoas?? Comiam-se, ou comiam?
LOL
Bem, pode ser uma cantina para gémeos que ainda não foram separados..
Para gémeos? Se calhar estava lá a “belle toujour” de hoje mais a mana dela.
Não me choca a realização da Festa do Avante. Quando olho para as estatísticas de óbitos desagregadas por faixas etárias e por patolologias antecendentes, quaisquer que sejam os países, ou estados no caso dos EUA, verifico sempre os mesmos factos: não são as pessoas jovens e as pessoas saudáveis que morrem em consequência da COVID-19. A Doença apenas se mostra fatal para aqueles com uma ou várias comorbilidades, independentemente da idade, e para os idosos, que geralmente apresentam várias, em associação com carências graves de vitamina D.
As percentagens de óbitos registadas em lares de idosos (um eufemismo), onde muitos nem sequer apanham um raio de Sol, são reveladoras: em Portugal cerca de 40%, em Espanha cerca de 50%, na Suécia cerca de 70% e na Itália cerca de 75%. E este cenário repete-se um pouco pelo mundo inteiro.
Choca-me, pelo contrário, a dualidade de critérios. Choca-me o cancelamento de festas, romarias e festivais de Verão. Chocam-me as restrições impostas ao número de pessoas presentes em casamentos e funerais. Choca-me que os servidores públicos (vulgo funcionários públicos) tenham sido mandados para casa com salário por inteiro, alegadamente em tele-trabalho, enquanto a generalidade dos cidadãos foi colocada em lay-off, com as consequentes restrições salariais. Choca-me que 3,9 milhões de consultas e 93 mil cirurgias tenham sido canceladas, de acordo com o Jornal Económico. Choca-me o consequente excesso de mortalidade não atribuível à COVID-19 e que se cifrará em cerca de 5 200, no período entre 16 de Março e 31 de Julho, tomando como referência a média 2009-2019.
Choca-me que apenas se tenha imposto o uso obrigatório de máscara em recintos fechados já corria o mês de Maio. Choca-me que alguém use máscara numa praia. Choca-me que se veja pessoas de máscara no interior do carro em que viajam sozinhas. Choca-me que se pretenda instituir o seu uso em todos os espaços públicos.
Choca-me que se omita a carência de vitamina D como uma das causas que conduzem a desenvolvimentos geralmente fatais da infecção, apesar de outros países, nomeadamente o Reino Unido, já terem emanado recomendações para que se tomem suplementos dessa vitamina, essencial no bom desempenho do sistema imunitário. Choca-me que se ignore o papel do zinco na imunidade viral, apesar da evidência científica existente. Choca-me que se diabolize e se censure aquela “malvada substância”, cujo nome nem ouso referir, apesar de figurar na lista de medicamentos essencias da OMS, e cujo papel como ionóforo do zinco é sobejamente reconhecido.
Chocam-me a estupidez, a omissão, a censura, a hipocondria, a histeria, o alarmismo, a incúria, a falta de visão, a ignorância e a incompetência.
Mais que um partido, uma Religião!!
Com os seus diáconos, os seus acólitos e os seus prosélitos.
E a série de 8 concertos no Palácio de Cristal no Porto, com nomes como António Zambujo, HMB ou Rui Veloso ou o pandemónio no aeroporto do Algarve? Estamos sossegados aí o vírus não entra de certeza, está totalmente focado na festa do avante, cuidem-se não se cheguem perto. Quem residir na margem sul, pelas alminhas, vão passar o fim de semana fora, aproveitem e dêm um salto até Espanha, tragam caramelos já agora.
O que não se devia comparar, como fez no Público a Ana Sá Lopes, é a Festa do Avante! com as peregrinações a Fátima. Em Fátima as pessoas estão quase sempre em recolhimento, agrupadas por famílias e, por regra, todos cumprem o chamado afastamento social; na Festa do Avante!, a assistência nos concertos de música popular, irá, seguramente, manifestar-se saltando, cantando e dançando e comendo e bebendo, como é legítimo e espectável. Justificar a realização da Festa do Avante! com o exemplo das peregrinações religiosas, é atirar areia aos olhos das pessoas.
Demagogia por demagogia, sempre se poderá dizer que com tanto luto e sofrimento que por aí há, também já com tanta gente com pouco ou nada para comer, («o preciso instante em que vivemos»)é possível, passar férias no Algarve?
Houve um dia um tal de Eça de Queiroz que disse que quando não houver tema para a crónica, há sempre um Bei que podes matar em Tunes.
E se o Pedro não perguntar o que é isso tem a ver com isto, cito um tal de John Steinbeck:
«Aquela gente tem uma maneira de olhar para nós que até faz ferver o sangue. Olham para nós e dizem: “Não gosto de você, seu filho da mãe”. Depois vêm os delegados do Sheriff e vocês são perseguidos. Acampamos em qualquer lugar à beira da estrada e eles mandam-nos embora.»
Vem a propósito a citação do Steinbeck.
É chocante um partido político possuir um latifúndio improdutivo na Atalaia, ali à beira-Tejo, em local privilegiado: 30 hectares que permanecem fechados a cadeado durante 362 dias por ano.
O povo devia acampar ali permanentemente. E começar, ali mesmo, a revolução fundiária em Portugal.
Escutei o sr. presidente da república (tudo assim, deliberadamente escrito em minúsculas), ainda agora, num noticiário televisivo, manifestar as suas reservas sobre a oportunidade dessa festa. Mas repetidamente optou o sr. presidente por se referir ao “partido”. Assim mesmo: “o partido”. Creio aliás não errar se admitir que no seu pensamento o sr. presidente da república considerava, de cada vez que se referia ao “partido”, um “P” maiúsculo. O Partido. Fica tudo dito.
É por isso, também por isso, certamente, que o PCP celebra. E fundamentalmente faz o que quer.
Costa
vaisselle d’argent oblige
“Please, allow me to introduce myself” N2k
https://www.youtube.com/watch?v=GgnClrx8
Neste blogue, desde meados de Março, advoguei a obrigatoriedade do uso de máscara em recintos fechados.
Fi-lo baseado em artigos científicos e estatísticas (por deformação profissional). Desde então, fruto de pesquisa bibliográfica de temas relacionados com a COVID-19, do contacto que tenho com algumas pessoas especialistas em Biologia Molecular, Bioquímica, Virologia, Imunologia e Epidemiologia e da consulta, mais uma vez, de estatísticas, foi-me possível traçar um quadro fundamentado de toda a situação.
A realização de qualquer festival, festa, concerto, feira ou romaria é irrelevante do estrito ponto de vista da saúde pública, que nada tem a ver com política e muito menos com politiquices. E quando falo em saúde pública, refiro-me aos cerca de 10 milhões de habitantes do país, como poderia referir-me aos cerca de 6,9 biliões de habitantes do planeta. Trata-se de uma visão que, em benefício da esmagadora maioria, não pode atender a casos particulares.
As estatísticas dizem-nos claramente quem são as pessoas atingidas pela COVID-19. A Biologia Molecular, a Bioquímica, a Virologia e a Imunologia fornecem-nos metodologias profilácticas e terapeuticas de combate à doença. A Epidemiologia permite que se tracem fronteiras científicas entre a utopia e a realidade, desde os estudos iniciais de Farr e Snow.
Pelo que, de um estrito ponto de vista de saúde pública, isento da toxicidade que a política e os mais variados interesses e vozes conferem ao tema, as nossas preocupações deviam incidir unicamente na protecção dos efectivamente vulneráveis, no reforço dos nossos sistemas imunitários e na obtenção de imunidade de grupo o mais rápido possível.
Esta será a conclusão possível do comentário que fiz anteriormente neste post e onde desenvolvi de forma indirecta algumas das ideias que aqui expresso. O restante não nos conduz a parte alguma e é completamente espúrio. Olhem para os números actuais dos países e estados mais atingidos em Março e Abril; olhem para as curvas de casos e óbitos diários e tirem as vossas conclusões, que não quero ser eu a fazê-lo.
PS – De acordo com artigo publicado na Cell, cerca de 40% da população apresenta imunidade, conferida pelas células T, ao SARS-Cov-2. O CDC dos EUA refere percentagem idêntica. De acordo com artigo publicado na Nature, existe imunidade cruzada entre SARS-Cov-1 e SARS-Cov-2 e entre betacoronavírus presentes em animais e SARS-Cov-2, também conferida pelas células T, imunidade essa cuja duração se estende até 17 anos, pelo menos. De acordo com outros artigos científicos, os casos ligeiros e médios mostram imunidade robusta conferida pelas células T.
” Avante!: PR diz que não está tão otimista como DGS ou PCP”
O presidente da republica antes do que lhe possa parecer tem a obrigação de atuar.
No cargo que ocupa a ver passar navios e conta-los pelos dedos até o porteiro sabe.
O Presidente da República não pode fazer mais do que fez neste caso. Convém lembrar que não dispõe de poderes executivos. Aliás, dentro de dois ou três dias perderá o poder mais relevante que a Constituição lhe confere: o de dissolver a Assembleia da República se entender que está em causa o regular funcionamento das instituições.
Concordo consigo. Até fez de mais ao repetir o já estafado e inerte papel de comentador.
Comentador uma vez, comentador para sempre. E criador de “factos políticos”.
Quem tem razão é o Pedro.
Esta “Festança” não passa de uma demonstração da impunidade que conseguiram ao tornarem-se necessários em futuros acordos com o Governo, um manguito a quem a ela se opôs com base na equidade que deveria ter sido mantida.
Mas não, criticar os camaradas ainda é ser fachista
Carlos Arnaut
Esta “festa” nesta altura é demonstrativo de que o mais importante para os organizadores é a questão financeira, os lucros que esta coisa vai gerar. Estão-se a marimbar para a saude pública.
E o mais grave disto tudo é este governo que nao tem mao nisto.
Cherchez l’ argent.
Excelente post, como sempre.
Retive dois factos que me são marcantes.
– Feira de São Mateus, há muitos anos realizada em Setembro e prolongada na primeira semana de Outubro – semana dos feirantes. Era nesse palco que os estudantes iniciavam o ano escolar, baldando-se às aulas. Saudades !
– Futebol sem público? Para o Sporting é ótimo, assim os jogadores não são apupados aos 5 minutos! E até pode ser campeão! A Covid mudou tudo!
Sportinguista de Viseu
Um abraço aí para Viseu, meu caro.