Mais vinte motivos para amar Portugal (I)


Pedro Correia,

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Nazaré

29 comentários em “Mais vinte motivos para amar Portugal (I)”

  1. O nosso amigo Lavoura é que vai ficar feliz: Nazaré não teve honras de “fechadura” mas tem-nas de abertura.
    E eu também fico feliz porque gosto muito da Nazaré, embora ainda não tenha ido ver as famosas ondas…
    🍁
    Maria

    1. “as famosas ondas” parece que só são observáveis em certas alturas raras do ano, parece que por alturas de novembro. Pelo menos, foi o que me disseram lá, quando tentei ir lá vê-las.

      1. É verdade!
        E tal facto é amplamente anunciado pelos média; tento sempre não perder essas imagens, até para desenjoar das habituais notícias catastróficas ou futebolísticas dos nossos telejornais.
        🍁
        Maria

  2. Um lugar muito bonito onde se come bom peixe e de água frias. A marginal tem demasiada gente no Verão, mas é assim qualquer beleza, muito procurada.

  3. A Nazaré é o local de férias das minhas memórias de infância. Talvez tenha sido isso que fez com de demorasse a notar que é um sítio efectivamente único. Ninguém que ali chegue pela primeira vez consegue ficar indiferente. O promontório, as ruas estreitas, as pessoas, o seu sotaque, o mercado do peixe, a comida, o mar, tudo é especial e tem uma personalidade forte.
    As ondas foram a última moda que a projectou definitivamente no mundo.
    Existem relatos de que a povoação foi fundada por povos que ali terão chegado do norte pelo mar, claro, o que até faz sentido dada a forte incidência de olhos e cabelos claros entre os nazarenos. A forma como se relacionam entre eles e com os de fora sublinha uma forte identidade, onde a dureza de quem sobrevive do mar está sempre presente.
    Se algum dia pudesse fazer uma grande navegação oceânica a Nazaré seria o meu porto de partida.

    1. Agradeço o teu testemunho, Paulo. De facto, tendemos a desvalorizar os locais que mais frequentamos na infância ou adolescência. Mas acabaremos sempre por valorizá-los mais tarde.
      É um pouco o que pretendo dizer, com o pensamento da semana que escrevi.

    1. Tenho excelentes memórias da Nazaré. Já lá levei vários amigos residentes no estrangeiro – e todos ficaram deslumbrados com esta paisagem, física e humana. Continua genuína.

      1. Olá Pedro
        É uma belíssima praia, a praia de Santarém, como é conhecida, dada a proximidade, cada vez que lá passávamos no Verão,em passeio, idos de Santa Cruz(a nossa praia, dado a minha mãe ser de Torres Vedras), era um corropio de “olá, estão bons ? Então as férias, a correr bem ?” .É que nós, precisamente, vivíamos em Santarém…

        Abraço

        1. A Nazaré estava para o Ribatejo como a Figueira estava para a Beira Interior, Fernando. Ficaram sempre associadas a essas memórias impereciveis de muita infância e muita adolescência.

  4. A “minha” praia de sempre – e da maioria dos ribatejanos da minha geração.
    Lugar cativo nas recordações de infância e adolescência, um “sítio” onde , ainda hoje, continuo a sentir-me em chão próprio.

    JSP

  5. Parabéns! Começou muito bem com esta 2ª fase.
    Uma curiosidade: as fotos foram todas tiradas por si?
    A proliferação de Anónimos / “Outros Eu” / Pseudónimos, intriga-me. L. L. deixou descendência.
    E a Maria?!
    Não há verdadeiro Chefe que não tenha a sua Maria! Tanto no passado como no presente. Chega de comentário.
    Saudações cordiais e muita saúde.

    1. Que comentário mais salazarento!
      E não, eu nunca fui governanta de nenhum António… e quem me parece ter capoeiras no quintal é o senhor francisco 🐔🐔🐔

      E o que terá isso a ver com a bela Nazaré?!?

      Maria (sem Chefe)

      1. Exª Srª D. “Maria (sem Chefe)”

        Começo por lhe dizer que achei imensa piada ao seu comentário. Pode crer!

        Mas alguns aspetos gostaria de esclarecer.
        Em 1º lugar, o meu comentário é dirigido ao Srº Pedro Correia, embora não me dirigisse assim tão formalmente. Não sei porque a Srª “Maria (sem Chefe)” responde.

        E começo, precisamente, por felicitá-lo pelo realce da “bela Nazaré”!
        (Não reparou. Mas agora é moda não ler relatórios. Muitas Marias e Manéis, por aí, não o fazem. Mas aqui era apenas um comentário de escassas linhas. Desculpam-se as Outras Marias por não lerem relatos de dezenas de páginas?!)

        Achar que o comentário é “salazarento”, só pode estar relacionado com o seu universo de referência e o seu modo de vida. Aliás, mencionar “capoeiras no quintal”, diz muito! E “governanta … de António…”?!
        Mas eu falei-lhe alguma vez em ser governanta de quem quer que fosse?!
        A Srª fará o que muito bem entender, que a mim não me diz respeito.

        E, já agora, e se faz favor, se vir por aí, nesse Universo de Delito, o Srº Pedro Correia, dê-lhe as minhas recomendações.
        (Até pode ser que lhe arranje uma dúzia de ovos… Não, não tenho capoeiras de galinhas, mas peço a uma minha parenta.)

        Muito obrigado pela sua atenção. Saudações Cordiais e Votos de muita Saúde.

        1. Nascida e criada em Lisboa no meu universo não entravam galinhas, mas ali para as bandas de S. Bento morava um tal António de Oliveira Salazar (não sei se já ouviu falar) que tinha uma governanta chamada Maria e que, segundo consta, criava galinhas (palacianas, digamos assim) para ter sempre ovos frescos para o senhor presidente.
          O senhor Mata comentou que havia muitos anónimos, mencionou o LL e a Maria e disse que não compreendia… e que todo o Chefe tinha a sua Maria, neste e noutro tempo…
          Obviamente não gostei de ler e por isso respondi, mas já percebi que não vale a pena.
          Contudo, ainda lhe digo que me chamo mesmo Maria (com mais uns nomes a seguir) e que o Pedro sabe o meu nome e com quem está a conversar, embora nunca nos tenhamos encontrado pessoalmente.
          E já há cerca de 7 anos que comento aqui no Delito.

          Muita saúde, sr. Francisco, que é o nosso mais precioso bem.
          🐔
          Maria

          1. Muito boa noite.
            Nos meus comentários relativos ao postal sobre “Nazaré”, baseara-me no pressuposto que “Maria” era um pseudónimo de alguém de “Delito”.
            Pelos vistos não é.
            Peço desculpa pelo equívoco e eventuais contratempos.
            Cordiais saudações. Agradeço e retribuo votos de muita saúde.
            Francisco

        2. 30.08.2020 às 12:11

          Ai não tem capoeiras e tem ovos. E logo às dúzias.
          Bem que eu desconfiava que tenho capoeiras e não tenho ovos, que algo estranho se passava.
          Ora vejam só para onde as danadas das minhas galinhas foram pôr

  6. 29.08.2020 às 12:50

    Ai a Maria… as Marias.
    Indelével/ veis Maria/as.

    Sou uma filha das estrelas de uma Galáxia distante
    Gerada no centro do Universo e parida por um Sol
    Para o mundo trazida num cometa de fogo iridiscente
    Para com meu brilho chatear um Lavoura displicente.

    Ai a Maria…Marias.

  7. Fernando Antolin, perdoe-me a indiscrição : Ribeira ( “Rebêra”, como se pronunciava na outra margem… ) de Santarém ?

    JSP

    1. Sim, a família estabeleceu-se,inicialmente, na Ribeira, vindos de Espanha, o meu bisavô, Faustino Antolin Mauro, com a mulher e os quatro filhos, aí por 1907. O meu pai e a irmã mais velha nasceram na Ribeira e foram viver para Torres Vedras, miúdos, dado que o meu avô tinha ido para lá, ainda solteiro, com um dos irmãos, abrir uma filial da empresa paterna, tendo o patriarca ficado na Ribeira com os outros dois, entretanto enviuvara.
      Em Torres ficaram até ao fim da primária dos miúdos, a avó paterna era precisamente de Torres, vinham à Ribeira ver a família e voltaram definitivamente para o ensino secundário, o meu pai acabou por namorar e casar com uma rapariga de Torres, daí que a praia tivesse sido sempre Santa Cruz, o que se iniciara precisamente com o meu avô.

      Os meus pais viveram um tempo em Portalegre, cerca de 2 anos, mas acabaram por vir para Santarém, onde ele ficou a trabalhar na empresa familiar, até a mesma se extinguir e a partir daí ficou a disfrutar a sua reforma, casados 45 anos, ele partiu em 1997 e ela em 2012.

      Já não tenho – ou a minha irmã – qualquer ligação à cidade, em termos logísticos, conservo os amigos do tempo da escola e liceu, os locais de boas memórias.

      Abraço

      Fernando Antolin

  8. Grato pela sua amável paciência em responder à minha “bisbilhotice”.
    Sendo de gerações diferentes ( “colheita de 44” deste lado ) e tendo saído de Santarém ainda rapazeco, creio nunca nos termos cruzado.
    Mas as famílias conheciam-se ( Antolin era um “household name” na região ) e relacionavam-se
    Enfim , uma viagem “down memory lane” (isto em estrangeiro tem outro sainete ) , com ponto de partida na Nazaré e término junto da estátua de Sta.Iria…
    Reitero os agradecimentos e devolvo o abraço.

    José J. Silva Pereira

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