
J. M. Coutinho Ribeiro: «Ainda tenho muito viva a memória de João Paulo II, o Papa que acompanhei, repórter com 20 anos, na sua primeira visita a Portugal e que fez de mim um inquestionável devoto do culto mariano, no preciso momento em que vi, ao longe, a tentativa de atentado de Juan Krohn, que me fez correr como um desalmado, aos empurrões, na Cova da Iria. Não me perguntem como é que estas coisas acontecem, que eu não sei. Retenho, porém, de Bento XVI, a fantástica afirmação de que os adversários da Igreja não estão no exterior, mas no pecado da própria Igreja. Bento XVI, em Portugal, assumiu o pecado da Igreja. Tal afirmação vale a visita, pela sua humildade. Bem-vindo seja, por isso.»
José Gomes André: «Como tinha antecipado neste texto, teremos um governo britânico chefiado por David Cameron, com os liberais-democratas (provavelmente) no barco, de modo a conferir solidez a esta nova etapa em terras de Sua Majestade. Curiosamente, nos últimos dois dias li nalguma imprensa e blogues sugestões de que a demissão de Gordon Brown pressagiava um novo governo formado por trabalhistas e liberais-democratas.»
Luís M. Jorge: «Ratzinger, sempre fascinante, desmente quem lhe chama retrógrado. Pelo contrário, é a vanguarda de uma igreja em que a inteligência se esvai, de uma gente embrutecida que não o merece. E veio este homem a Portugal.»
Paulo Gorjão: «Passamos a vida a procurar ordenar, perceber e explicar o que nos acontece. Em última instância, tentamos dar um sentido à nossa vida. É a realização pessoal e profissional. São os filhos. Perante a adversidade e o sucesso, apontamos o dedo para nós mesmos e para as circunstâncias. Quando o lado racional não nos dá respostas satisfatórias, procuramos soluções que ultrapassam a racionalidade. Na fé, por exemplo. Adiante. Um avião tem um desastre. Morrem 103 pessoas. Uma criança sobrevive. Esta criança — mas podia ser um adulto — não fez nem mais, nem menos, do que todos os outros para sobreviver. Ao contrário de todos os outros, sobreviveu. Meaning of life? None. Enjoy it while you’re here. Daqui a cinco minutos já podes estar no jardim das tabuletas. Ordenar? Perceber? Explicar?»
Sérgio de Almeida Correia: «A Igreja perdeu força e protagonismo com Bento XVI mas parece que aos poucos começa de novo a recuperar a sua influência e a resgatar uma credibilidade que tão mal tratada tem sido. A melhor prova dessa recuperação é dada pelas corajosas palavras que proferiu no voo que o trouxe até Lisboa. Ao condenar de forma tão clara e directa os erros cometidos, ao afirmar e reconhecer que os maiores inimigos da Igreja estão dentro dela, Bento XVI assume de novo o protagonismo e garante que está atento ao que se passou e está a passar. Essa é a maior e melhor mensagem de esperança e de confiança no futuro que poderia transmitir.»
Teresa Ribeiro: «Tolerar o uso de um “símbolo de submissão das mulheres aos homens” que pode constituir “uma ameaça à dignidade e à liberdade das mulheres”, é insultar todas as mulheres. Em nome do respeito pela liberdade religiosa não se podem desrespeitar valores essenciais da nossa cultura. Este deveria ser o princípio orientador das entidades que nos representam, mas infelizmente não é assim. As cedências unilaterais sucedem-se, cobardemente, para apaziguar comunidades que não estão dispostas a abdicar seja do que for para viabilizar a sua melhor integração nas sociedades que as acolhem. Uma tristeza.»
Eu: «Outras brilhantes conquistas do Governo de José Sócrates: Portugal torna-se o país da zona euro com maior défice externo, enquanto o desemprego aumenta para 10,5% – a quinta maior taxa dos países membros da OCDE. Números que a retórica da propaganda já não ilude. Só o último reduto socrático, de que faz parte Vital Moreira, ainda consegue defender as sucessivas trapalhadas deste Executivo em total descrédito, que desdiz hoje tudo quanto disse ontem e não faz a mínima ideia do que dirá amanhã.»

Tolerar o uso de um “símbolo de submissão das mulheres aos homens”
A Teresa transforma em símbolos coisas que não o são (necessariamente). Um véu islâmico pode, para algumas mulheres que o usam, ser um símbolo; para a maior parte das mulheres que o usam, não passa de uma peça de roupa tradicional da sua cultura (mais ou menos com uma pin-up usa minissaia ou uma indiana usa sari).
A Teresa inventa que o véu é um símbolo, e combate-o como tal. Mas o véu não é um símbolo, é somente uma peça de vestuário que qualquer mulher deve ser livre de vestir sem ser incomodada por esse facto. Tal como outras mulheres vestem minissaia ou sari.