Já acabaram com as teorias estapafúrdias?


João Pedro Pimenta,

                                                             Resultado de imagem para théories du complot

 

Já que anda tudo a lançar a sua opinião sobre o coronavírus nas redes sociais (uns, inconscientes ou engraçadinhos, como se isto se tratasse com bagaço, outros quase apocalípticos, a dizer que “há 15 dias que devia estar tudo fechado”, ou seja, quando não havia casos em Portugal) e a divulgar as últimas informações que ouviram, podíamos começar a mudar alguns hábitos, e não falo só de higiene (mas também: a quantidade de pessoas que não lava as mãos quando deve é atroz). As teorias da conspiração, por exemplo.

Espero que aquelas pessoas que andaram com aquela conversa de que “isto é um plano da China para diminuir população” (travar a economia para morrerem escassos milhares de pessoas? Será isso, o brilhante plano?) ou então que “isto é um vírus inventado nos laboratórios para as famacêuticas ganharem milhões com a vacina” (então porque é que ainda não a começaram a vender num mercado como o chinês, quando os números decrescem a olhos vistos e o pânico se instala no Ocidente?) tenham um pouco mais de juízo quando começam com os seus “cá para mim”. Isso aplica-se também a “comunicadores”, como aquela célebre apresentadora que afirmava há poucas semanas que o vírus só infectava os chineses. E mais ainda a chefes de estado de países de grande população, com o incumbente de Vera Cruz, que acha que o coronavírus é fantasia propagada pela “mídia”.

Infelizmente as teorias e os boatos existem desde que o mundo é mundo. Mas como agora as redes sociais as divulgam muito mais facilmente, pedia-se um bocadinho de contenção, e se possível, de juizinho, que bem vai ser preciso.

7 comentários em “Já acabaram com as teorias estapafúrdias?”

  1. a quantidade de pessoas que não lava as mãos quando deve é atroz

    Mas quando deve, e por quê, e como?

    É óbvio que se deve lavar as mãos após defecar e limpar o ânus. Mas deve-se lavar as mãos após urinar? Isso já não é nada óbvio, dado que a urina não é, em geral, biologicamente perigosa.

    Eu nunca lavo as mãos com sabão, a não ser que as tenha mesmo bastante gordurosas, porque o sabão me prejudica seriamente a pele. Lavo as mãos só com água, e não é para mim óbvio que o sabão tenha quaisquer vantagens (além de desengordurar, que em certos casos é uma vantagem, mas noutros é uma desvantagem).

    É normal que a pele das nossas mãos, tal como a nossa pele em geral, contenha montes de vírus e de bactérias, e daí não vem mal nenhum ao mundo, porque nós fomos feitos para conviver com a maioria desses vírus e bactérias. Pelo que, desinfetar as mãos não me parece que faça sentido.

        1. E não só. A mão que acaricia o sexo,- moderadamente ou com intensidade, – não acaricia a face e a boca?
          A menos que a evolução sexual tenha progredido sem eu dar conta, – hipótese a ponderar porque desde há uns tempos tenho andado muito arredado dessas delícias terráqueas, – não tenho conhecimento de que toda essa utilização manual obrigue, higienicamente, a uma lavagem profunda para passar ao manuseamento seguinte.

  2. João Pedro Pimenta, deixo-o inicialmente com Henrique Mandetta, o ministro da saúde brasileira. Certamente poder-se-á aprender muito com ele na intervenção feita no Congresso.

    https://www.youtube.com/watch?v=B-HvRtC5Sbc

    O símbolo do grande arquitecto recordou-me as subliminares mensagens de Matrix, filme ocorrido em 1999, que através de um malicioso sincretismo teosófico, filosófico, religioso procurava demonstrar que a ciência e o poder seriam os precursores do homem novo. Hoje engolem seu próprio veneno.

    Vamos ao tema das conspirações.
    Quando Merkel se dirigiu ao congresso para garantir que o empréstimo para a Grécia era necessário, rentável e originaria lucros através das taxas aplicadas, fazendo um brilhante discurso, não revelou a mentira: o dinheiro do empréstimo não era para resgatar a Grécia, mas a banca alemã, que continua no mesmo estado; e também a francesa.

    Acontece que as sucessivas mentiras que vêm mantendo o mundo em quarentena desde de 2008, com o beneplácito dos governantes da direita, da esquerda e da extrema esquerda, não gerou a mesma onda de medo, combate e solidariedade que se procura adoptar perante este bichito que parece ter uma coroa, ou corona; coroa que simboliza não a arquitectura do grande arquitecto mas a capacidade de baralhar todos “os arquitectos e grandes cientistas” que procuravam, e conseguiam, reger as nações, subjugando-as.

    Nesse período – para não escrever também sobre o nojento programa imposto a Portugal, e que se mantém com a conivência desta formação extremo-esquerdista, dita parlamentar -, a Grécia foi o canário no fundo da mina que dava conta com sua morte que os outros mineiros não só necessitavam ser salvos como também identificava os agentes causadores do envenenamento da atmosfera.

    Tudo isto para referir que em uma situação extrema, onde devia sobressair a responsabilidade individual e colectiva, permitiu-se que uma pandemia egoísta e filha da puta pudesse cair sobre as nações para garantir a estabilidade de alguns que continuam sem se estabilizar e mantêm a desestabilização.

    É aqui que entra o bichito (pode anotar esta afirmação). A Europa e o mundo em geral revela-nos que suas instituições não se reformam, têm de ser transformadas. Não obstante a dor que o bichito trará, posso garantir-lhe que se agora não nos transformarmos o que virá a seguir poderá transformar a noite em dia. E quando a noite se transforma em dia pelas mãos do homem os bichitos tornar-se-ão secundários.

    A China optou uma vez mais pela renúncia ao direito e tomou acções desumanas e brutais. Deixo aqui um documentário que fala por si:

    https://www.youtube.com/watch?v=ycrqXJYf1SU

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