
Ana Margarida Craveiro: «O facto de se considerar a difícil relação de José Sócrates com a liberdade de imprensa, como Daniel Oliveira aqui faz, uma nota de rodapé, diz muito sobre a relação que a nossa esquerda tem com as liberdades. A Liberdade é o seu monopólio, ontem, hoje e amanhã; já as liberdades, aquelas que são diariamente ameaçadas ou confirmadas, são notas de rodapé. Infelizmente, são estas, no plural, que importam.»
Ana Vidal: «Olhou para mim em desespero, convencido talvez de que, dos presentes, só eu poderia salvá-lo do aperto: nem a vizinha Ermelinda, embrulhada no seu xaile de viúva, nem a dona Odete dos Correios, já a preparar a tesourada para quando a lambisgóia saísse, nem o drogado que todos os dias pede um pão e uma fatia de fiambre e manda assentar a despesa numa conta imaginária, nenhum deles fazia a mais pálida ideia do que é e para que serve tal coisa. Restava eu, a última esperança do senhor Paredes.»
João Campos: «BE propõe encerramento de grandes superfícies aos domingos e feriados. O Bloco não tem mais nada para fazer para além de propor disparates? É sempre mais sensato deixar as pessoas decidirem onde, em que dia e a que horas preferem fazer compras. Ou não?»
João Carvalho: «Portugal cancelou dois milhões de vacinas contra a gripe A, isto é, um terço do total encomendado, como os restantes países têm estado a fazer. Nada que não tivéssemos previsto, a golpada da OMS. O que não está previsto, tanto quanto se sabe, é onde inventar quatro milhões de portugueses para vacinar, ou dois milhões de portugueses interessados numa dose dupla.»
Leonor Barros: «Que Sócrates, os assessores, o gabinete ou alguém por ele, desmentisse o MárioCrespoGate. Pelo menos havia uma esperança. Ténue, mas esperança.»
Paulo Gorjão: «José Luís Peixoto não é propriamente um desconhecido. Bem sei que não é uma vedeta como George Clooney, mas não é propriamente um cidadão anónimo. Aparentemente, há quem não o conheça.»
Eu: «A crescente crispação do primeiro-ministro contra jornalistas deve ser entendida pelo seu valor facial. Não é uma prova de força: é uma prova de fraqueza. A crispação aumenta à medida que diminui a base social de apoio deste homem que, como nenhum outro num passado recente, teve tudo à sua disposição para fazer progredir o País e se prepara para o deixar mais pobre, mais injusto e mais distante dos padrões médios europeus.»
