André Ventura


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Se dúvidas houvesse onde os fascistas andam elas acabaram agora. Na primeira fila de um comício, mesmo diante de Ventura, um tipo faz a saudação fascista durante o hino. Nenhum dos circundantes intervém ou o invectiva. Ventura, o pretenso “cabo”, não reage, nem indignado nem incomodado – diria depois que “não soube o que fazer”.

O execrável episódio (nos 75 anos da libertação de Auschwitz um gajo a levantar o braço e uma mole a conviver com isso?) e as declarações de Ventura mostram duas coisas: 

1) se Ventura fica transido numa situação destas que raio de líder será?, que capacidade de reacção tem? Pode perorar bem mas é amorfo, torna-se óbvio.

2) defensores desta coisa Ventura (há por essas redes sociais uma mole de doutores “desiludidos” com os partidos tradicionais) dirão, desculpabilizando-explicando esta inacção venturesca e afim, que se cantava o hino e que sendo isso qual sacro exige imobilidade. Perceberei o argumento. E até o sigo, na prática.

Mas então adianto, nesse registo: se André Ventura fosse um português de boa cepa, bem formado, respeitador da Pátria e seus símbolos, e não o pantomineiro que é, saberia que um português patriota se ergue e se coloca em sentido aquando do hino nacional.

Mas o cabrãozinho quer-se yankee, na mariquice da mãozinha no coração. E é esta pequena merda que esta escumalha segue.

89 comentários em “André Ventura”

  1. Queria só deixar-lhe, aqui, um beijo.

    Agora, tendo conta no Twitter tenho chateado uns quantos “cabrãozinhos”. Muito deste pessoal está, na Europa, associado a movimentos neo pagãos. O discurso é de uma infantilidade cansativa. Já fui ameaçado (e alguma desta malta tem “experiência prisional” ). Alguém conhece quem me facilite uma fusca?

        1. Vorph, deixo-lhe um “micro guia” para não ser tão facilmente denunciado…
          – À Galiza (embora esteja agora com um processo de insolvência);
          – Ao Capa Negra;
          – À Cufra;
          – À Cunha (que infelizmente fechou)
          – Ao Velazquez;
          – À Badalhoca;
          – Ao Cafeína;
          – À Praia da Luz;

          Quanto à Galiza, todos os alunos da Católica ( caso do Rangel e também o meu) iam lá com os pais. 😉

          1. Ir ao Porto e não conhecer a Badalhoca é como ir a Braga e não visitar o Bom Jesus!
            (Isto não soa lá muito bem…)

        1. Depois da tua resposta mais abaixo, diria que nasceste e foste criado no bairro do Cerco, fazes parte dos super dragões e és mister nos “passarinhos da ribeira”!

  2. A saudação, tendo sido adoptada pelos nazis, é de origem italiana, ligada a Mussolini. Isto só para dizer que a paternidade da saudação não está associada e/ou conotada com a solução final. Portugal de Salazar também adoptou a mesma saudação, e também não existiram soluções finais em Portugal. E outros países também o fizeram mundo fora.

    Entendo como sendo mais grave a legalização do crime, como é o caso do aborto. E aqui não vejo assim tantos a levantar o braço, para que se pare com a matança dos inocentes.

    1. E eu entendo um gajo que levanta o braço como sendo um imundo filha de uma imunda puta. E não há mais discussões sobre isso. E não me venha foder com a conversa do aborto ou outra coisa qualquer. Vão para o caralho, seus filhosdaputa fascistas de merda. Levar na peida, que é o que vos falta.

        1. Paulo Costa que eu saiba sim, fazem-no. Que eu saiba essa dos “sociais-fascistas” é uma tirada muito esquerdista. Tenho que informar o nosso coordenador que os nossos comentadores são cada vez mais marxistas-leninistas.

      1. Errata
        Diz-se: um imundo filho da puta e não “um imundo Filha da puta”.

        O meu caro errou na associação entre o levantar o braço com Auschwitz (é histórico, não é parte somente do nazismo; e quem se diz com cultura tem de saber o que escreve); e também errou na gramática.

        Não o fodo, jamais, pode ficar com a peida tranquila. Quer conversar pessoalmente para se certificar que esta não será mesmo minha intenção? Até lhe levo uma garrafa de Queen Margot para demonstrar a minha alegria em estar consigo: topa?
        Posso até propor o tema da conversa para o deixar mais sossegado, deixo aqui a sugestão: Como se comporta um homem de bem?
        Terei muito gosto em uma conversa cara-a-cara, para partilhar coisas interessantes que, podendo acontecer por este meio que usamos, não seriam tão pessoais:
        topa?

        Se não topar o convite e não me quiser oferecer tão grande honra, e se o caríssimo jpt permitir e desejar, podemos continuar por este meio. Por favor, não me prive da convivência com um génio como você é. Garanto-lhe que não escrevo mais sobre o aborto, mas, se o permitir, posso escrever sobre abortos itinerantes que vagueiam pelas esquinas do mundo bem ressabiados.
        Também posso ajudar, escrevendo que quem se encontra nessa situação deve compreender que quando as águas turbulentas não se afastam para que se caminhe entre elas a pé enxuto, a atitude é caminhar sobre as águas.

        Vá lá, não me prive deste serviço público.

        1. Não há erro, há uma conjugação insultuosa, uma magnífica e popular economia discursiva. O génio a que alude é mesmo a vox populi. Quanto aos abortos, preocupam-me os adultos.

          1. “Quanto aos abortos, preocupam-me os adultos.” Esta é a minha preocupação, por isto mesmo solicitei-lhe um serviço público. Há adultos que não são capaz de per si compreender sua condição. Obrigado.

            Seguindo a vox populi a que alude, gostaria de partilhar consigo que considero uns filhos da puta aqueles que não tendo maneira de rebater questões evidentes fazem um chinfrim danado chamando outros de filhos da puta.

            Certo que compreenderá que o facto de não me alongar mais neste grato comentário que partilhamos, por agora, tem como norte sua visão sobre economia discursiva.

          2. Eu não a perco. O meu caro é que anda perdido e, ao que transparece, com falta de sorte. Sorte a minha tê-lo próximo.
            Mas a vida não é para sortudos, é para os que têm tomates e saber para a viver, sem “foderem” os vizinhos com sua falta de sabedoria.

          3. Mau, então V. arranja uma bússola perdida (“desnorteada”) e com falta de sorte? Cuide-se, homem, não se vá perder.

          4. Percebo a sua falta de alcance. Porém compreender o que está perdido é uma boa referência para quem quer encontrar um rumo.
            Não se esqueça que estamos em serviço público. Servir o público também se faz dando exemplos.
            Sorte a minha tê-lo como exemplo.
            Mas V. não é só isto, é bem mais e melhor que o que tem de errado. Estou aqui para cuidar de si e não de mim.

          5. Como demo, guardar que se guarde dos demos que solta, pois podem soltar-se outros demos em sentido contrário.

            O serviço de guarda é muito simples, e pode ter outra variante: quando o coelho se mete na toca ou se tem furão ou vai-se lá com a mão.

    2. Nada de levantar o braço e matar inocentes, ah!ah! : as câmaras de gás nos campos de concentração eram só pra quem tinha pecados mortais!!!!, até lhes poderiam ter chamado ‘fogueiras modernas da inquisição contra os judeus’, mas
      não, eram mesmo para extermínio de inocentes.
      A questão do aborto não cabe como ‘matar inocentes’, até que agora já nem sequer é uma ‘questão relevante’, dado ser cada vez menos utilizado em planeamentos familiares com uma melhor educação sexual das pessoas.

    3. Correcção :
      A saudação é do tempo da República Romana. Mas poucos se lembram. Mas muitos se lembram o que ela, com o tempo, passou a simbolizar.

      Por exemplo :

      Mandar alguém, hoje, para o caralho, deixou de significar pedir, a alguém, que suba pelo mastro de uma caravela. O mesmo se aplica com a saudação romana.

      1. Já vi que anda por aqui uma grande trupe de putas de iminências do caralho, fds.
        E os outros é que são filhos da puta. E ainda bem que não são filhos DE puta, senão isto era capaz de dar para o torto.
        O Ventura é dos maus, logo, eu sou dos bons.
        Mas que grandes fdpq (fanáticos dos popós queimados) me sairam estes valentões.
        Arre … mas de pé e caladinhos e alinhadinhos pela direita. Não não não, pela direita não. Pela esquerda, sim pela esquerda, esquerda esquerda esquerda. Oops, cheguei lá na mesma.
        Se isto não fosse tudo quadrado(s) – e eu igualmente – eu diria que o mundo era redondo.

  3. A questão principal é que o rapaz foi arranjado por aqueles que estão com ele lá dentro do Chega -te cá.
    Por enquanto, ele vai aparecendo na tv da bola e no Parlamento dá umas saídas como que a comentar jogadas em fora de jogo.
    Mas, na sombra é que está a máquina montada. Veja-se as notícias nos orgãos de comunicação social ‘o Ventura diz que (banalidade), o Ventura vai (banalidade), o Ventura não quer (banalidade)’ tudo sem nenhum interesse.
    Agora não sabemos se assim é por ser ‘um produto que se vende’ ou uma operação bem gizada para o promover e tal como outros da mesma laia são exactamente assim promovidos. Por isso é lá no interior do Cheg’aqui que estão os ex-legionários e ex-pides saudosistas/ideológicos do regime anterior.
    Se o rapaz levantar muito cabelo (parece que postiço) vai dar uma volta e surgem outros ‘salvadores da pátria’, mas para isso tem que haver uma grande alteração social com uma crise a saltar entre as pessoas.

      1. Olhe que não, como diria o outro.
        Olhando bem a “rapaziada” , que andou na sombra e sem ondas pra ter uma reformasinha ‘eu só cumpria ordens até era contra’, têm todos setenta e poucos anos e pouco mais velhos. São bem conhecidos das lides saudosistas.

  4. Ora aqui está uma grande oportunidade para descascar no Ventura porque um idiota fez um gesto grotesco.
    Mas o homem tem alguma culpa do que este idiota fez?
    Então o Paulo pedroso andou metido na casa pia, o ferro Rodrigues fez aquilo que se viu e na altura alguém veio confundir o lider do ps com esses dois abjetos?
    Alguém veio condenar o lider do ps por causa daquilo? Não, claro que não porque o líder do ps não podia fazer nada.
    Queriam que o Ventura saltasse por cima de toda a gente e enfiasse um banano no gajo?
    O Ventura já disse ao que vinha, já disse em que acreditava e sobre isso não há fascismo nenhum… é só ler com isenção.
    Agora a joacine veio com aqueĺa proposta escabrosa… alguém fala nisso? Não. Fala-se da resposta que o André lhe deu. E pior é que se fala em deportação e eu não li a palavra deportação em lado nenhum.
    Fascistas jamais os defenderei, extremistas marxistas também. E esse é um grave problema…. as barbaridades ditas pelas extremas esquerdas são liberdade de expressão… as expressões das direitas são crime de guerra.
    Por amor de deus… tentem ser isentos, ler com olhos de ler e sem preconceitos predefinidos.
    Toda a gente fala do Ventura, mas ninguém fala do idiota… se fossem isentos e não estivessem com agendas políticas, já tinham descoberto quem é o tipo… mas como o objetivo é derreter o Ventura, já não há jornalistas investigadores para o identificar. Porquê? Porque se o fizerem tiram a atenção ao Ventura, pois esse é que é para destruir…

    1. Ó anti não sei o quê, leu o postal? Você está a comentar um texto de um tipo, fará o favor, apesar de ser anti isto e aquilo, de não me colectivizar. No postal escreve um tipo, você comentará, se quiser, “quer o quê”. Leu o postal?, repito. O que lá está é,
      1. um palhaço imundo fascista faz a saudação mesmo diante das barbas aparadas do Ventura. Onde estão os fascistas?, até porque ninguém se incomoda com o despautério? Ali.
      2. Sobre o Ventura (que colhe a sua simpatia, tanto aqui vem gemer em sua defesa) o que diz o postal? Que ficou sem saber o que fazer. O que diz o postal? Que diante daquilo, daquele mero aquilo, veio dizer que é tibubeante. Isto é bom para os que o defendem, se o homem nem tem presença de espírito diante disto que será com coisas sérias. É isto que digo.
      3. E digo mais sobre o Ventura. Que é um pantomineiro, nessa abjecta merda imunda de nem sequer saber respeitar o hino nacional, a portar-se como um futebolista de terceira. Se há gente que se diga mais patriota que em torno dele se reúne, que olhe para aquilo, postura apaneleirada, vergonhosa.
      Percebe agora, ó antitaratantan, o que escrevi em prosa tão explícita?

      1. Infelizmente fica patente na sua reação uma estrondosa dificuldade em lidar com uma opinião diversa da sua, um ponto de vista diferente ou uma crítica simples… nada de admirar… estamos habituados a pessoas como o senhor que se acham os donos de verdade e todos aqueles que não pensam como o senhor, ou que põem em causa o que escreve são uns analfabetos, ignóbeis ou como disse… escumalha.
        Muita falta de espírito democrático, deixe-me que lhe diga.
        O senhor ataca-me porque interpretou pelo meu comentário que eu sou um fã do Ventura. Não sou, nem deixo de ser… apenas não assassino o homem publicamente porque me injetaram uma dose de ódio e de preconceito sobre ele. Até o poderia fazer, se fizesse como tanta gente que sem o conhecer, ou tomar conhecimento das suas idéias, se acha credível para o julgar. Mas como me informei sobre ele, acabo a achar que no final, o homem não é monstro nenhum… é apenas diferente. Que o homem não é nenhum nazi, racista ou misógino, é apenas alguém que não vai atrás do rebanho.
        Vivemos num país onde está instalado um monopólio idealista de esquerda extrema, radical e irresponsável e peço perdão por não me deixar aglutinar por essa massa.
        Sobre o idiota que fez a saudação, estamos de acordo… eu, o senhor e o Ventura.
        Apenas estranho que o nosso jornalismo esquerdopata ainda não saiba quem ele é. Sabem tudo, mas isto não sabem… Porquê? Porque dá jeito não saber e assim desviar as atenções para o bicho papão ventura…
        Sobre a atitude do Ventura, estava à espera de quê? Uma agressão imediata? Não é que não merecesse. Mas não o vejo aqui a expor a atitude posterior… claro que não… não lhe convém com certeza… pois o Ventura de imediato repudiou o gesto e afirmou que caso o indivíduo pertencesse ao partido, seria expulso. Curioso… há uns tempos o mamadou ba chamou a nossa polícia de bosta… nenhum dirigente do partido o reprovou… e o jpt escreveu tão indignadamente sobre isso?
        Meia duzia de eleitores do livre manifestaram-se contra a bandeira nacional… alguém do livre disse que os iria expulsar… não. E jpt o que escreveu? Mas no entanto já pode vir criticar o ventura, até porque o homem não se pôs em sentido no hino nacional… em sentido põem-se os militares. O hino nacional deve ser sentido, não ouvido em sentido… até o posso ouvir deitado na cama… logo que o sinta.
        E depois chegamos à altivez, a que de resto já estamos habituados, de insultar e diminuir quem não pensa como o rebanho. O Ventura é um pantomineiro e quem gosta dele é escumalha.
        E quem gosta de si e bate palmas aos seus comentários e faz venias e diz sim senhor, Sr jpt, esses já são cidadãos de grande craveira e elevada conduta moral e com princípios impolutos.
        Mas já percebemos… liberdade a la venezuela… temos todos liberdade de pensamento… logo que pensemos como V. Exa. E se não pensarmos…. somos escumalha.

        1. No geral, com cordo consigo, comentador anti extrema ambidextra, ainda que não esteja de acordo por designar o homem por idiota pelo facto de ter estendido a mão.
          Vivemos num país livre, e cada um é livre de ser o que quiser: da extrema direita ou da extrema esquerda. Mas olhe que também se finge que não sé é nada disso, mas “daquilo” sem ser nada disto.
          Acrescentaria ainda o facto de existirem idiotas, estes sim, que, com discurso e verborreia semelhante ao período do PREC, querem parecer que são o que não são, como pretexto para abrirem o esgoto. Isto é, vão, como camaleões, adaptando o discurso ao seu estado de humor e condição, julgando que se sentem protegidos pela idiotice e por outros idiotas.

  5. Mas quem é o indivíduo que fez a saudação fascista?
    Com uma careca daquelas, deve ser deveras fácil ir descobrir quem ele é e, bem, expulsá-lo do partido.
    Espero que André Ventura já esteja, de facto, a atuar nesse sentido.
    Quanto ao mais, eu concordo que, estando-se a cantar o hino, não seria altura adequada para (André Ventura ou qualquer outro dos presentes) ir reprimir o indivíduo.
    Mas, mal se tivesse acabado de cantar, já passaria a ser.

  6. Já andava desconfiado, mas agora não restam dúvidas: sou um fascista, um gajo de extrema-direita, um cabrão, um filho-da-puta!

    Porquê? Porque num pardacento dia de um longínquo Fevereiro do século passado, acompanhado por mais seiscentos morcões, estendi o meu membro superior direito, com a palma da mão virada para baixo e dedos unidos, em direcção ao Estandarte Nacional e, entre outras coisas, jurei guardar a Constituição da República no seu caminho para o socialismo.

    Eu bem que disse ao Alferes que a saudação romana no acto de juramento não era coisa boa e que num futuro nos poderia trazer alguns amargos. Lembrei, até, o gesto adoptado pelo RALIS num dos mais saudosos períodos da nossa história, como o mais adequado.

    Para além das autoridades oficiais que disseram sim ao beberete no final da cerimónia, compareceram no local umas centenas de civis que testemunharam e aplaudiram a coisa. Enfim, tudo gente horrenda, pouco orgulhosa, no fundo gente como eu – fascistas, saudosos de Botas, cabrões e filhos-da-puta!

    Não sei quantos aneis é que teremos que devolver ao ex-colonizados africanos do nosso finado império, mas existindo, por favor, devolvam-nos rápido. Não devolvam os dedos porque esses são preciosos. Fazem falta nas horas de ponta e nas ponta-e-mola; fazem falta aos dedos dos que ambicionam os nossos aneis.

    Smoreira

    1. O estender do braço na tropa no juramento da bandeira é diferente do estender o braço na saudação fascista/nazi.
      Na tropa é com o braço esticado para a frente, nos fascistas é com o braço esticado para cima.
      Na tropa é como estivesse a por a mão em cima da bandeira no juramento.
      E não venham com o estafado ex-império, se não cá estarão os muçulmanos a dizer que esta terra foi nossa durante 400 anos.

      1. Eu sei que é assim. Obrigado.

        Durante o parco ano que, entre outras, instruí Formação Militar e Cívica foi assim que ensinei. Não podia ser de outra forma.

        Porventura, ironizei para mim próprio e tenho que me penitenciar.

        Smoreira

    2. Smoreira confesso que percebi pouco do arrazoado, apesar da releitura. Percebi pouco em sentido literal e percebi ainda menos das conexões. Mas deixei-me pensar que quando fala no “Botas” deve querer aludir a Salazar. E se assim é também me parece que se António Oliveira Salazar ressuscitasse e lhe aparecesse à frente, no discurso em que ele anunciasse “olhai, regressei”, um morcão imundo a fazer a saudação fascista ele, competentemente, acenaria a um qualquer “Alferes” (como você tão respeitosamente maiuscula) que mandasse o palhaço por-se a milhas. Naúticas, entenda-se, para uma qualquer pequena ilha açoriana.
      Do resto que diz percebi pouco. Espero que as artroses não lhe prejudiquem os dedos, permito-me o voto.

        1. Havia vezes que o meu avô, com alguma altercação, falava de Rolão Preto.

          Mais velho, perdi, ganhando, algum tempo a estudar o personagem.

          Depois da condecoração procurei coisas mais interessantes.

          Smoreira

          1. Eh eh eh … obrigado!

            Embevece-me tal lisonja, mas felicitações em vivo são melhores que comendas em póstumo.

            Smoreira

        2. A fotografia de Mossulini que ele tinha na sua secretária era ’tá bem ’tá bem (pode ser vista na net).
          Lá estamos nós com aquela ‘ele não era má pessoa os que o rodeavam é que’.
          Mas afinal o homem mandava em tudo, a Mocidade com um ‘S’ na fivela do cinto, a Legião estilo SA, a policia politica estilo Gestapo, o estado corporativista, os saraus e desfiles militares com bandeiras patriotas, os obras de fachada (Exp. Mundo Português), o obscurantismo, o ódio ao estrangeiro, o culto obrigatório da religião católica, a criação do Império, o cultivo da pobreza, a censura em todas as vertentes culturais e noticiosas, as prisões arbitrárias da oposição sem julgamento e campo de concentração são tudo métodos fascistas de Mossulini que por cá foram implementados durante 48 anos.

          1. O Estado Novo foi um regime ditatorial Conservador de inspiração católica. Portanto houve nele tudo o que faz um regime ser considerado ditatorial. Mas Salazar não era fascista, embora houvesse no país muitos que olhavam para a Alemanha com admiração. Salazar sabia, e para se fazer durar lá ia permitindo a criação de uns grupos/ associações de cariz fascista sem nenhum poder político real. Fantochadas.

            Eu posso gostar de ler, posso até ter uma fotografia de Heidegger, mas isso não faz de mim um nazi.

            Outra característica do fascismo é o apelo ao irracional, à emoção, ao culto da personalidade, aparecendo reiteradamente junto da população, escutando, ou fingindo escutar, através da propaganda. Ora Salazar era profundamente racional, detestando o contacto com as massas e criticando abertamente, nos seus escritos e em conversa com os seus amigos, o repúdio pelo folclore que pretendia a facção de extrema direita em Portugal, como Pedro Teotónio Pereira. Não falo em Rolão Preto porque durante o Estado Novo foi um Zé ninguém

          2. eu não estou a discutir o “fascistismo”, que para isso há muita gente. Apenas falei do Rolão Preto, que também fui um excitadinho (de facto foi bem mais do que isso) a quem foi dito que fosse passear longe

            Quanto ao resto, fascistas e nazis houve vários por cá, independentemente do tipo ideal que se queira compor. Um dos pro-nazis é tão simpático que agora até lhe espetaram o nome no aeroporto da Portela. E ninguém protesta, que quem se mete com o PS leva.

          3. Então o Salazar tinha uma fotografia do Mossulini na secretária só para enfeitar, podia ter a do Cardeal Cerejeira de quem era grande amigo.
            Culto da personalidade nem pensar, o ‘S’ nas fivelas do cintos da MP, as suas fotografias nas paredes das salas das escolas, as citações suas gravadas em edifícios/momentos inaugurados, os vivas de braço estendido ao seu nome em comícios de propaganda.
            Realmente nunca andou fardado, como p.ex. o M. Caetano à MP, por ter uma forte inclinação religiosa, que não quer dizer o ter autorizado/legalizado os fardamentos à moda dos fascistas italianos, nazis alemãs e falange espanhóis.

          4. Meu caro acredita no que quiser. Aliás existem historiadores que concordarão consigo. Mas eu não estou aqui para convencer, nem ser convencido. Portugal nunca teve fascismo. Recomendo a leitura de Salazar, Biografia Política, de Filipe de Meneses, Fascismo, De Michael Mann, Hitler, de Ian Kershaw.

            https://www.google.com/amp/s/www.dn.pt/edicao-do-dia/30-set-2018/amp/madeleine-albright-salazar-nao-era-fascista–9923234.html

            Mário Soares sobre Salazar (não era “propriamente” fascista) :

            https://youtu.be/BELyfvf5J9M

          5. Mas é que não tenha dúvida nenhuma. Quem diz que existiu fascismo em Portugal não imagina o que é o fascismo… talvez se perdessem algum tempo a ler, ou para quem não gosta, a ver o canal história, se tornassem mais elucidados.
            O estado novo teve muitas nuances semelhantes a um regime fascista, mas para ser de facto fascista, teria de ter muitas outras que não teve.
            Mas neste país vivemos nisto, tudo o que não é esquerda é fascista. Agora até o miúdo do cds é fascista. O Rio ainda não é porque anda a fugir ao rótulo e chega-se ao fim e já não se sabe se o gajo é psd ou ps. Imaginem que já se diz que o centeno é fascista… o que pelo andar da coisa, ainda pega…

      1. Com alguma dificuldade lá consegui descodificar o conselho sobre as artroses. Obrigado.

        Para não aparecer ingrato, de imediato marquei consulta com o mais reputado especialista da nossa praça. Foi-me recomendado por umas amizades alemãs. Disseram-me, essas amizades, que familiares seus a quem tremiam muito os joelhos foram por ele tratados com recuperação da sua, deles, melhor condição física.

        Às vezes escrever uns disparates trás estas vantagens.
        Outra vez obrigado.

        Smoreira

        1. Não é culpa da minha Querida Professora Primária. Ela esforçou-se, eu não.

          É traz e não ‘trás’ como, citando-a, “bestialmente” escrevi.

          Smoreira

  7. Não sou fascista (ou melhor, para o Zink sou de certeza), mas chateia-me tanto vitupério e tanta veia a saltar por um gajo qualquer esticar o braço direito, quando não há problema nenhum numa carrada de gajos levantarem o punho esquerdo, com a bandeira da URSS atrás, enquanto cantam uma música que acompanhou muita gente à tumba. PS: estou-me nas tintas para o aldrabão do Ventura, que, por mim, podia casar com a Joacine e ir fundar a Casa do Benfica de Bagdad.

  8. Meu caro,
    dou de barato o facto de haver alguém na assistência de braço levantado, afinal de contas poderia somente estar a querer apontar para uma qualquer mosca que por lá esvoaçava. Diz-se que a “trampa” atrai as moscas…
    Porém, concordo plenamente com o que diz, nomeadamente à postura que uma pessoa em Portugal deve ter quando ouve o hino nacional.

    Sublinho:
    «(…) se André Ventura fosse um português de boa cepa, bem formado, respeitador da Pátria e seus símbolos, e não o pantomineiro que é, saberia que um português patriota se ergue e se coloca em sentido aquando do hino nacional.
    Mas o cabrãozinho quer-se yankee, na mariquice da mãozinha no coração. E é esta pequena merda que esta escumalha segue.»

  9. Não estará Vcmcê a exagerar!? Já andam peidas, putas e vergalhos a eito, ao talho e à força do bacamarte!! E tudo isto porque, aparentemente, num concerto do Chega há um tipo que iça a palma da mão direita!! Um tipo, note-se!! (Mas que iria o Ventura dizer, ou fazer…já vi tipos içarem a palma direita em tantos concertos, porque sim ou porque não. Que vai um tipo fazer!??
    Vai interceder com aqueloutro, o tolo!? Repreende-lo, à laia de mestre escola, e fazer figura de tonto ou de urso, perante a ambiguidade e licitude da coisa). Francamente, não é defender o Ventura, mas é um exagero da sua parte, critique-se o Ventura pelo seu valor facial, responsabilidade sua. Ia agora o Ventura interromper o concerto, largar a guitarra e vai daí lançar-se ao tolo, que isto e aquilo da saudação tal e coisa e mais aqui não, ou ponha-se lá fora e tal…mas eu paguei bilhete e mais e coisa, diz o outro…
    F…se, que tipo de indignação lhe quedará, ainda, quando dez tipos içarem a palma da mão direita e trajarem de luces!! Alista-se!!??
    Tenha calma. Estavam à espera, na media, a esta altura, que do concerto só ficasse um tipo sem içar a palma da mão direita. Lá houve um tolo que lhes fez a vontade e içou-a, sozinho!!

    1. Leu o postal, com atenção mediana? Então comente-o, sff. Apeteceu-lhe “louvar”, redondamente, o cabrãozinho? Faça-o alhures, sff.

      1. Valente!! Vmce, de quando em quando, entrega-se a uns achaques inusitados!! Um exagero, estético e, consequentemente, ético!! Eu li, a posta!! Verseja, desenvolvendo a notícia sobre o concerto do Ventura e dos Nazis que aí veem, sob a perspectiva do desajuste do carácter do Ventura para personalizar sequer o que, aparentemente, aquele quer representar, personalizando-se como protagonista exclusivo!! Ele é insuficiente e incapaz de perceber, sequer, os maneirismos essenciais que devia cumprir. Eu também acho que será isso, se o li convenientemente, mas o exemplo é forçado, descabido, exagerado!! Nos concertos ocorre muita coisa que, mais das vezes, é melhor fazer de conta que nem se viu. Também acho que Vcmce perde demasiado tempo a, expressivamente, desmarcar-se do Ventura ou do campo político que atribuem ao Ventura. Não creio que haja alguém que o tome por eventual cliente do Ventura. Descanse, liberte-se desse constrangimento histérico. Não se apoquente com isso. Já deve saber que qualquer tipo que nos idos de 90 se encontrava no centro político, hoje, mesmo quieto, acorda fascista, nazi ou coisa que o valha.

  10. Sem querer branquear a atitude provocatória do careca, devo dizer-lhe que me pareceu oportuna a “boca” do homem do Chega, em resposta à proposta, também ela provocatória, do Livre., parecendo-me que estão, todos eles, bem uns para os outros.

    1. Discordamos de várias coisas, opiniões e interpretações. Mas também há discordâncias factuais: não é o careca que faz a saudação.
      Quanto ao resto, não é assunto do postal.

  11. A esquerda democrática também deve começar a “limpar a casa” que começou a sujar em 2015.
    Deve deixar claro que não se deixa confundir com essa escumalha política de esquerda.

    Vários amigos meus desse sector já marcaram as suas distâncias. Excelente!

    A.Vieira

  12. Mas o que é que é isso, meu povo? Que esculhambação é essa, gente
    Afinal o Sr. Dr. jpt não estava proibido de dizer palavrões?

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