A única que vi duas vezes, em Portugal e na Guiné-Bissau. E julgo que voltaria a ver agora. Tem personagens deliciosas. O cego Jeremias, o ze das medalhas, as irmãs doroteias. Hoje, para ser e parecer mais claro, vim de branco, outra vez.
Só por rever esta cena que hoje trago aqui já me ri bastante.
Verdade, Roque Santeiro, é de facto, e a todos os níveis, uma novela de primeiríssima água.
Já as rábulas a que temos assistido, são de tal modo recambolescas e de nível duvidoso, especialmente tendo em conta o contexto político em que tiveram lugar, que se encaixam melhor no estilo assumidamente inverosímil e fabulástico que é tradição das novelas mexicanas.
No rescaldo do Livre e em dia de Montijo …
Será que o Tavares vai rebolar e lamber a mão à dona?
E os afectuosos cachorrinhos da Belinha já foram hoje à rua?
Sinhozinho Tavares já embarcou para Harvard, onde vai dar aulas. Deixando a casa a arder cá na parvónia.
É uma atitude edificante.
Como a ficção – mesmo telenovelesca – antecipa a realidade
É verdade. Tantas vezes isso acontece. Ainda ontem à noite, a propósito deste mesmo tema, pensei nisso.
Realmente, a coisa toda é tão neurótica, dramática e patética que mais parece uma novela mexicana … de quinta.
Mas ‘Roque Santeiro’ foi uma telenovela brasileira, de primeira.
A única que vi duas vezes, em Portugal e na Guiné-Bissau. E julgo que voltaria a ver agora. Tem personagens deliciosas. O cego Jeremias, o ze das medalhas, as irmãs doroteias.
Hoje, para ser e parecer mais claro, vim de branco, outra vez.
Só por rever esta cena que hoje trago aqui já me ri bastante.
Verdade, Roque Santeiro, é de facto, e a todos os níveis, uma novela de primeiríssima água.
Já as rábulas a que temos assistido, são de tal modo recambolescas e de nível duvidoso, especialmente tendo em conta o contexto político em que tiveram lugar, que se encaixam melhor no estilo assumidamente inverosímil e fabulástico que é tradição das novelas mexicanas.