«Por essa Europa fora os velhos partidos estão a desaparecer. Os que se abrem à sociedade são os que debatem a Europa federal liderada pela Alemanha e a manutenção do sistema do euro actual ou a Europa de nações soberanas com saída do euro ou com alteração da arquitectura do euro.
Claro que há excepções mas, sobretudo na zona euro, a confusão política domina a cena.
Em Portugal, não se fala de nada, não se discute nada que vá ao fundo dos problemas. Quando um país tem três falências do estado em menos de 40 anos, quando os bancos nacionais ou também faliram ou tiveram de ser salvos pelos contribuintes, quando correm há anos processos de corrupção da gravidade e dimensão que todos conhecemos, algo de mais fundo do que a gestão política corrente está mal. O facto de um qualquer governo fazer assim ou assado não traz senão pequenas alterações e até, eventualmente, nova falência. Está visto que as regras em que se baseia o funcionamento do sistema político só fazem o país andar para trás. O problema é que essas regras só podem ser mudadas por quem delas vem beneficiando há décadas.
Ganhe no PSD quem ganhar, se não for para alterar as tais regras (e eu não ouvi ninguém falar de medidas nesse sentido), bem podemos esperar sentados que algo de profundo melhore no país.»
Da nossa leitora Isabel. A propósito deste meu texto.

António Costa, o que acha que baixar o iva na electricidade é prejudical ao combate às alterações climáticas:
ANTÓNIO COSTA GARANTE QUE TODOS OS MINISTROS VÃO VIAJAR EM LISBOA EM CARROS ELÉTRICOS A PARTIR DE 1 DE FEVEREIRO
Com um sistema de transportes públicos top como tem Lisboa, não percebo porque não optam por Metro, comboio ou autocarro. Se servem perfeitamente os cidadãos que têm compromissos profissionais e pessoais a cumprir, decerto servem os Ministros.
Então, como fazer??
Vamos prá rua gritar ‘queremos mudar’, e depois?
Quem seriam os que poderiam mudar?
Quanto tempo demorariam a mudar, pra toda a gente viver feliz.
Ou, então, mudava-se de gente?
Teria que haver uma revolução, ai credo!!, as revoluções mexem sempre com as
famílias pcebe e lá iam elas pró Brasil como deve ser.
Para haver grandes alterações tem que haver grandes conflitos económicos/financeiros ou guerras.
Tudo se pode caricaturar. Mas pode-se também procurar situações em que as regras foram mudadas sem o recurso às situações que caricatura. Por exemplo: em 1958, De Gaulle mudou as regras do funcionamento político em França por acordo com os partidos que detinham o poder. São vários os exemplos de alterações dos sistemas eleitorais sem conflitos e com o objectivo, nem sempre conseguido, e verdade, de melhorar a governação. Etc etc etc
’tá bem, mas quem alteraria o sistema eleitoral?
O a, b ou c quem seriam?
E o novo sistema eleitoral elegeria quem? Os mesmos não podiam candidatar-se?
Mas, quem poderia ser eleito?
Afinal o que está, verdadeiramente, mal.
Nas tais falências em menos de 40 anos quem é que ganhou ou perdeu com essas falências.
Na wikipedia encontra a resposta a todas as questões que formulou. E em qualquer historia de Portugal nas ultimas décadas, também.