
Ana Vidal: «A avaliar pelo inferno em que se transformaram os centros comerciais nestes dias pós-Natal, nunca a época de trocas foi tão delirante.»
J. M. Coutinho Ribeiro: «Há dias, dizia-me uma amiga que se o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse aprovado, teria de ir a um casamento não tarda muito. E que, provavelmente, até teria de ser madrinha. Não sei se da noiva, se do noivo, se. Encolhi os ombros – já estou por tudo. Pedi-lhe, apenas, que não se lembrasse de me convidar para a acompanhar no eventual evento.»
José Gomes André: «O que está a dar são debates sobre o casamento homossexual, ameaças veladas pelos abrantes do costume e sentidos apelos a mais uma vigília por um activista qualquer.»
Eu: «Há precisamente meio século, o cinema registou um dos seus mais memoráveis anos de sempre, culminando aquela que foi provavelmente a melhor década da Sétima Arte, com quase todos os cineastas pioneiros ainda em actividade – Charles Chaplin, John Ford, Fritz Lang, Alfred Hitchcok – enquanto uma geração de jovens realizadores, vários dos quais oriundos da televisão, como Sidney Lumet e John Frankenheimer, começava a mostrar o seu talento. Foi também a década que assistiu à verdadeira universalização do cinema como forma de expressão artística, com obras de Ingmar Bergman, Federico Fellini, Andrzej Wajda, Louis Malle, Alain Resnais, Tony Richardson, Akira Kurosawa, Michelangelo Antonioni e tantos outros.»
