
Ana Margarida Craveiro: «Mas havia música em português antes da Flor Caveira?»
Ana Vidal: «- Menina, como é que se chama o livro do António Saramago?
– Caim. E é José. José Saramago.
– Tanto faz. Mas não é esse livro, é qualquer coisa com cavalos.
– Ah, esse é do António Lobo Antunes.
– Qual deles é que se tem vendido mais?
– Temos vendido muito dos dois…
– Olhe, afinal não quero nenhum deles. Levo este, que tem um título mesmo a calhar. E a Margarida Rebelo Pinto sempre é mais conhecida.»
Leonor Barros: «À semelhança de outras situações na vida há que saber dizer não, romper com a tradição se ela não nos servir, trilhar caminhos livres sem a obrigação dos presentes, o dever dos festejos, a imposição de felicidade oca e balofa, a grilheta às ocasiões de circunstância ausentes de carinho e de afecto. Dizer não. Dizer não sempre. Ao Natal, naturalmente, se nos estrangula a espontaneidade e sufoca a possibilidade de dias felizes. Dizer Não.»
Sérgio de Almeida Correia: «A política, tal como a vida, é feita de homens de coragem, ou devia ser, mas a sua falta não explica tudo em relação a quem lá chega, nem ao modo como a democracia continua a ser incapaz de enfrentar estas situações tão desvirtuadoras da vontade popular. Bastam dois dentes partidos, um cargo em Bruxelas ou uma minoria relativa e tudo muda numa legislatura.»

‘Temos vendido muito dos dois’
ou
Temos vendido muitos dos dois