
Ana Margarida Craveiro: «É impressão minha, ou a falta de estragos decorrentes do sismo prova que este país afinal até evoluiu nos últimos anos?»
João Carvalho: «Boa ideia. O Ministério da Educação adiou a introdução do famigerado acordo ortográfico brasileiro-brasileiro de 2010 para 2012 ou 2013. Ou 2014. Se não chover.»
Marta Caires: «O reflexo das garrafas de licores, os bolos que se faziam, os tesouros escondidos que emergiam das gavetas para arejar o mofo, a lã dos colchões estendida ao sol. O Natal anunciava-se assim, como uma Festa, que exigia limpezas, doces, uma lapinha e brinquedos no sapatinho encomendados ao Menino Jesus. O Pai Natal ainda não tinha sido inventado e, por isso, da minha infância não trago o trauma de ter descoberto que o simpático senhor afinal não existe.»
Eu: «Vital Moreira, insuspeito de alimentar campanhas anti-PS, já tinha apontado o caminho ao procurador-geral adjunto Lopes da Mota, acusado de pressões indevidas sobre os investigadores do caso Freeport. António Vitorino, um dos mais sagazes dirigentes socialistas, também não teve dúvidas, no momento certo, em recomendar ao presidente do Eurojust que suspendesse funções. Surdo aos sábios conselhos destes dois juristas, Lopes da Mota teimou em permanecer no cargo. Sai agora, tarde e a más horas, só após o Conselho Superior do Ministério Público ter decidido suspendê-lo por 30 dias no âmbito do processo disciplinar que lhe foi instaurado. A ética da responsabilidade, em Portugal, continua a funcionar ao retardador – ao mais alto nível.»
