
João Carvalho: «Há qualquer coisa nos ministros demissionários que faz lembrar O Pátio das Cantigas. Maria de Lurdes Rodrigues, Jaime Silva, Nunes Correia, Pinto Ribeiro, Alberto Costa… qualquer deles podia ser o Evaristo de partida para o Cartaxo:– Manda de lá saudades, que é coisa que cá não deixas.»
Paulo Gorjão: «Não me parece nada evidente que aqueles que querem Pedro Passos Coelho à frente do PSD queiram alguém parecido com José Sócrates. Se outra razão não existisse porque sabem olhar para a história recente de Portugal e percebem facilmente que a eleição de primeiros-ministros segue ciclos dicotómicos. Ao ‘autoritário’ Cavaco Silva seguiu-se o “dialogante” Guterres que por sua vez deu lugar ao ‘autoritário’ Sócrates. (Deixo de fora Barroso que, confesso, tenho dificuldade em classificar. Acresce que Barroso não esteve tempo suficiente para deixar uma impressão.)»
Eu: «“Creio que é quase sempre necessário um toque de loucura para edificar um destino.” Palavras de Marguerite Yourcenar, referindo-se a uma figura histórica que é também uma das grandes personagens da ficção literária: Adriano, um dos melhores imperadores romanos. As Memórias de Adriano, de Yourcenar, são um dos maiores marcos da literatura do século XX – e uma espantosa exploração interior à mente de um estadista saída da inspiração desta mulher que, entre a segurança e a liberdade, sempre preferiu esta última.»
