
Jorge Assunção: «É bom descobrir que neste país ainda existe quem sofra consequências de casos menos claros e há alguém com coragem para tomar a decisão que se impõe nesse contexto. Lopes da Mota, por outro lado, teve mais sorte. Por falar em represálias, acho estranho o pouco relevo noticioso dado à situação do juiz Rui Teixeira.»
Luís M. Jorge: «- Senhora Dona Manuela, onde ides a desoras? / – Hã…hum… Ora, Senhor Dom José, ia apenas passear no horto dos simples. Aqui asfixia-se, nos aposentos reais. / – Ah, lá estais vós com a asfixia monárquica. Não me agrada que passeis tanto tempo entre os simples. O que levais no regaço? / – Reg… qual reg… / – Aí, nessa dobra dos vossos paramentos. (Desconfiado) Ides outra vez distribuir benefícios aos piquenos e médios mesteres? / – Benef… Cóf, cóf… Ora… Ah Ah Ah! Claro que não, meu bom dom José. Que ideia! / – Não transportais por acaso tenças, liberalidades, perdões? / – (Lívida) Não, não, de modo algum. Sou poupadinha.»
Paulo Gorjão: «Pedro Passos Coelho participou hoje na campanha eleitoral ao lado de Manuela Ferreira Leite — esperemos que isso não incomode José Pacheco Pereira. Isto dito, alguém tem de informar o Expresso, que jurava a pés juntos que tal não sucederia…
Sérgio de Almeida Correia: «Paulo Rangel esquece que no PS a crítica é e sempre foi livre, que só os ínvios têm medo, e que quando os sinos tocam a rebate ninguém vira a cara ao combate. Rangel está há pouco tempo nestas andanças mas já sabe fazer da hipocrisia uma arma. Ele é a prova de que a renovação da classe política que a Dr.ª Manuela anunciava quando o escolheu para cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias nasceu pífia.»
Eu: «O Presidente da República ensaia, tarde e a más horas, uma estratégia de contenção de danos, confirmando implicitamente que agiu da pior maneira no caso das suspeitas sobre supostas escutas. Precisamente no momento em que o País precisa de um Chefe do Estado com maior autoridade moral e política, de Belém chegam-nos todos os sinais na direcção contrária.»

O Expresso jurava a pés juntos que Passos Coelho não participaria na campanha ao lado de Ferreira Leite? Não é muito surpreendente. Para um apelidado “jornal de referência”, há muitas coisas juradas a pés juntos pelo Expresso que não se concretizam. O Expresso jurou a pés juntos que o FMI já não vinha no governo de Sócrates; o Expresso jurou a pés juntos, e várias vezes, que um novo resgate estava iminente no governo de Passos Coelho; o Expresso jurou, embevecido, que Artur Baptista da Silva era alguém que devia ser ouvido; e o Expresso jurou, nem uma semana antes de ela ser substituída, a recondução de Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República.