
João Carvalho: «Os líderes em campanha eleitoral que têm andado a justificar promessas no pressuposto de que Bruxelas irá manter vista grossa às derrapagens orçamentais vão começar a dormir mal. Desenganem-se eles e não enganem os eleitores, porque os foguetes pelo fim da recessão também têm canas. E se alguém quiser lançá-los, vai ter de apanhá-las.»
Jorge Assunção: «A coragem, ainda que moderada, que Marques Mendes revelou em 2005, faltou a Ferreira Leite em 2009. Não é a primeira vez que Ferreira Leite demonstra nada ter aprendido com Marques Mendes, a colocação de António Preto na lista de candidatos a deputados prova-o.»
Sérgio de Almeida Correia: «Há debates vivos, há debates mornos e há debates sem debate, em que os entrevistados correm em paralelo, atrás do ponteiro do relógio. O de ontem foi um desses. Jerónimo de Sousa debitou a sua cartilha com a simpatia habitual, sem excessos, sem maçar demasiado. Manuela Ferreira Leite procurou reproduzir o programa eleitoral do PSD. Aquilo de que se lembrava. A Madeira estava mais fresca. Com alguma falta de jeito, é certo, e sem explicar nada. Tudo pela rama.»
Eu: «Basta por vezes uma só frase para decidir um debate. Paulo Portas proferiu-a esta noite, no frente-a-frente com Manuela Ferreira Leite na RTP. “Experimente um dia ser oposição na Madeira”, disse o líder do CDS à sua interlocutora. A social-democrata, que tanto tem clamado contra a “asfixia democrática”, ficou sem resposta. Para quem tivesse dúvidas, o vencedor deste debate estava encontrado.»
