
João Carvalho: «Mais um debate. Jerónimo de Sousa sempre com aquele rosto triste e grave de quem vive o drama dos mais fracos. José Sócrates, que tem andado com nítida dificuldade para optar por uma das máscaras recentes que tem procurado ensaiar, caiu num erro básico: deixou-se ir pela réplica e tentou manter um ar igualmente triste e preocupado. Em vão, porque aquilo não lhe assenta. Ficou apenas com cara de enterro. Veremos se seria premonição.»
Sérgio de Almeida Correia: «Convém não confundir a divulgação de factos pertinentes, a notícia daquilo que é do interesse público, essencial em democracia para formação da opinião, com um certo tipo de pseudojornalismo feito de sensacionalismo, da gestão criteriosa dos factos e do momento da sua divulgação como arma de arremesso político e garante de audiências e de receitas publicitárias em horários nobres.»
Eu: «Sócrates fala de um país que só existe na propaganda governamental. Melhoria de condições laborais, diálogo social, oportunidades de emprego, eficácia da escola pública: quatro anos e meio depois, apenas os socialistas mais irredutíveis têm fé nisto.»
