
João Carvalho: «Cresce dramaticamente o número de desempregados. Inclusive o número oficial, que ninguém tem dúvidas de que é esmagado à custa dos mais diversos “truques”. Toda a gente sabe que o Verão costuma atenuar estes dados, à custa do trabalho sazonal em torno do turismo, mas o mês de Julho alterou a tradição e registou um desemprego assustador.»
José Gomes André: «Importa garantir que o investimento público não conduz a um endividamento excessivo, que hipoteque o direito das gerações futuras a concretizarem as suas aspirações. Temos a obrigação de investir em projectos que venham a beneficiar os que ainda não nasceram, mas devemos também proteger os direitos das gerações vindouras a determinarem o seu próprio destino, sem estarem presas a pesados fardos contraídos no passado sem o seu consentimento.»
Sérgio de Almeida Correia: «Uma Casa Civil cujos membros falam sob anonimato e dão entrevistas aos jornais enquanto o Presidente da República está de férias não desempenha as funções que lhe estão destinadas num Estado de direito democrático. Impunha-se, por isso mesmo, que quem tem falado por tudo e por nada, incluindo sobre as coisas mais triviais, se pronunciasse agora para confirmar ou infirmar as notícias do Público. De outro modo, os rumores passarão a recados e só o recibo da tença distinguirá os seus membros dos militantes de um partido ou dos seguidores de uma qualquer seita.»
Eu: «Numa bancada parlamentar domesticada, onde raras foram as vozes dissonantes, António José Seguro destacou-se pela qualidade e pelo desassombro das suas intervenções, várias vezes fora do coro unânime a que José Sócrates quis reduzir o grupo parlamentar socialista. Já anteriormente se notabilizara ao subscrever uma reforma do regimento parlamentar que em muito valorizou o papel do órgão legislativo como fiscalizador dos actos do Executivo e centro por excelência do debate político em Portugal. Mas o seu gesto mais digno de elogio ocorreu no dia da votação da lei do financiamento partidário: foi o único dos 230 deputados a votar contra este diploma, que uniu o hemiciclo de extremo a extremo.»
