DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «Pode regressar-se a um lugar onde nunca se esteve, como se um recomeço pudesse prescindir de um começo? Penso nisto desde que cheguei a Jerusalém.»

 

Ana Margarida Craveiro: «Imaginemos que (…) um dos directores da publicação em que escrevo faz um editorial a pedir desculpa aos fãs do autor por mim, num tom subserviente e que insulta o meu trabalho. Pior: depois vem o provedor da mesma publicação dizer em tom autoritário que, se não gosto daquele autor, nunca deveria ter escrito sobre ele. Diz ele que não é curial. Assim, categoricamente. Pode isto acontecer em Portugal? Pode. Na verdade, não se trata de livros, mas de uma crítica a um concerto, e tudo isto está a acontecer a um crítico musical, João Bonifácio. O jornal é o Público, e o artigo do provedor pode ser lido aqui. A liberdade de expressão está em sérias dificuldades por estas paragens.»

 

Eu: «Para assinalar meio século de existência, a ETA voltou a matar. Desta vez as vítimas foram dois polícias. Chamavam-se Diego Salvá e Carlos Sáenz de Tejada. Mais dois a somar aos outros 826 seres humanos ceifados pelas balas dos que teimam em atribuir razões políticas àquilo que mais não é do que um bárbaro, repugnante e inaceitável cortejo de crimes comuns. Sem justificação possível de qualquer espécie.»

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