
Cristina Ferreira de Almeida: «O encontro de José Sócrates com blógueres acordou-me violentamente da minha letargia noticiosa. (…) Lá estavam os blógueres com os seus piores fatos (arrogância). Lá estava o cenário, a Cantina do Lx Factory, até hoje um lugar simpático e aprazível e a partir de agora mais um insuportável templo dos modernos. E isso, isso, meus amigos, não posso perdoar. Sítios giros para jantar, onde se coma bem e em conta, não há assim tantos.»
José Gomes André: O PS tem encarado esta campanha eleitoral como se de um leilão se tratasse. A cada imaginado “quem dá mais?” responde Sócrates com um longo enunciado de propostas: subsídios para todos os grupos sociais, internacionalização de empresas, bolsas para estudantes, passes para transportes, emprego para quem não trabalha, obras farónicas, baixas médicas suportadas pelo Estado – não há área da actividade social e económica que não receba chorudos incentivos financeiros.»
Eu: «Ficaria mesmo a suspeita, mais que legítima, de que a CGTP não está afinal preocupada com a violação dos direitos humanos, mas a servir, uma vez mais, de dócil instrumento da visão estratégica e dos interesses eleitorais do Partido Comunista, incapaz de chamar bala assassina a uma bala assassina desde que seja disparada pela polícia e pela tropa de um “país irmão” ou em guerra ideológica com os Estados Unidos. Como se as balas também tivessem ideologia.»

Pedro, gostava de ouvi-lo sobre a propaganda governamental, com a conivência de alguma comunicação social (SIC,RTP), sobre o nada achado sobre o suposto financiamento ilegal (os “Privados” estavam por detrás, dizia-se) da greve cirurgica. O que foi noticiado foram uns gastos, “anormais”, em cabeleireiros, tentando-se, vergonhasamente, confundir algum criticável comportamento pessoal, com a legalidade do financiamento da greve (foi sobre esta, apenas,a inspecção exigida pelo Governo). Querem confundir a opinião pública, misturando nas noticias um “facto” (?), em nada relacionado com a legitimidade e legalidade do financiamento do cowdfunding (personificar na Greve, a Bastonária). Isto são tácticas de Estados não Democráticos. Um perigo, também, todo este silêncio. Um asco.
Você muda a foto de perfil todos os dias?
Anteontem era o Salazar, ontem o Kim Il-jung, hoje é o camarada Nikita.
O problema é que, cada vez que muda, tudo quanto ficou para trás muda também.
Um exemplo apenas: aquele comentário que lhe dirigi há dois ou três dias, na brincadeira, sobre o Professor Oliveira Salazar deixou de fazer sentido.
A navegação digital vive o instante, tem horror à memória.
E adapta o passado em função do presente, baralhando a cronologia.
Isto é giro em cinema, às vezes também em literatura. Mas é péssimo como registo histórico.
Não invejo a tarefa dos historiadores futuros, tendo de recorrer a estas falsas hemerotecas digitais, sempre retocáveis a qualquer momento.
Sou como o Pessoa, feito de múltiplos. Quanto aos historiadores, se um dia quiserem saber algo sobre a personagem que sou, basta-lhes contactarem a SAPO (estão lá os meus dados pessoais).
Versão corrigida:
Pedro, gostava de ouvi-lo sobre a propaganda governamental, com a conivência de alguma comunicação social (SIC,RTP), acerca do “nada achado” do suposto financiamento ilegal (os “Privados” estavam por detrás, dizia-se!!) da greve cirúrgica. O notíciado, até agora, resumiu-se a uns gastos, “anormais”, em cabeleireiros, tentando-se, vergonhosamente, confundir algum criticável comportamento, estritamente pessoal da Bastonária, ou da sua entourage, com a legalidade do “polémico” crowdfunding (foi sobre esta, apenas,a inspecção exigida pelo Governo).
Querem confundir a opinião pública, misturando nas noticias um “facto” (?), em nada relacionado com o método, a estratégia da Greve. (personificar na Greve, a Bastonária). Isto são tácticas de Estados não Democráticos. Um perigo, também, todo este silêncio. Um asco.