Leituras


Pedro Correia,

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«Sabia que nunca mais fraquejaria perante o seu destino, fossem quais fossem os caminhos a seguir. Estivera em contacto com a morte e descobrira que, afinal, era tudo menos grande. Ele era um homem.»

Stephen Crane, A Insígnia Vermelha da Coragem (1895), p. 162

Ed. Vega, 2007. Tradução de Jorge Pinheiro

 

4 comentários em “Leituras”

  1. Lá está um caso de “má” tradução.
    Eu teria traduzido por:
    «O emblema cor de sangue da coragem»
    Insígnia não é bem o mesmo que emblema, “badge” dá tudo;”red” também, vermelho, nunca (encarnado, também, não).
    Cor de sangue ou cor de vinho tinto parecem-me cores mais adequadas a um Sportinguista, eh, eh, eh.
    Não li o livro (ainda) mas vi o filme, aqui (um cheirinho):
    https://www.youtube.com/watch?v=e3vt4wLpO9I

    1. Andamos cada vez mais colados a pseudo-traduções literais que soam mal na nossa língua.
      Ora um dos desígnios de um tradutor competente deve ser adequar a sintaxe original à sintaxe da língua de quem vai ler. Tendo sempre presente que os leitores portugueses são destinatários do texto que traduz. Ou seja: há que adequar a letra sem trair o espírito.
      Foi, por exemplo, o que o grande Eça fez ao traduzir ‘As Minas de Salomão’.

      Neste caso, a tradução literal soaria sempre mal em português.
      A Europa-América, numa versão anterior datada dos anos 80 ou 90, optou por um título que soa bem melhor sem desvirtuar o espírito original. ‘Sob a Bandeira da Coragem’.
      Infelizmente, meu caro Pedro, os tempos não estão para subtilezas, mas para literalismos. Em tudo, não só nisto.

      P. S. – Neste caso, li o livro e vi o (belo) filme:
      https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ja-li-o-livro-e-vi-o-filme-242-10263204

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