Idealmente as quotas de género deveriam servir para obrigar os decisores a escolher, também mulheres, entre os melhores. Mas a verdade é que as quotas podem, igualmente, dar oportunidade aos decisores de escolher, também mulheres, entre os medíocres, os sabujos e arrivistas. Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido, porque o objectivo das quotas não é promover os melhores, mas acabar com os clubes do bolinha na esfera do poder, o que me parece bastante salutar.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

As quotas para lá de serem um sistema de auto promoção social/politica de quem as promove no sistema de valores do Jornalismo Marxista existem precisamente para destruir a cultura do mérito. O individuo.
Que sempre foi o objectivo do Marxismo. A destruição do pessoa e a tribalização de todos em grupos .
Quotas vão desde a discriminação racista até à discriminação sexista. Mais tarde serão outras quando este específico Processo de Promoção Social em Curso já estiver “gasto”.
As quotas existem precisamente para reforçar a cultura dos clubes do bolinha.
Na sua essência é lógica Fascista e estão muito bem no futuro dos Parlamentos Ocidentais que pouco se vão distinguir da Câmara das Corporações. A bem do Marxismo.
O Processo de destruição do Individuo e da Pessoa no Ocidente em curso é para continuar. E todos seremos obrigados a pertencer a grupos definidos por características físicas.
lucklucky
Começo a pensar que essa sua obsessão pelo marxismo esconde um fascínio inconfessado… pelo marxismo.
“esconde um fascínio inconfessado… pela asneira.
Portanto, historicamente, o preconceito, racial, de género, ou outro qualquer, tem origem nas quotas. Está bem, visto, pois como todos sabemos as quotas é prática antiquíssima.
Ao menos alguém que o reconhece: não é questão de mérito, não é questão de igualdade; é tão-somente questão de poder.
Correcção: em teoria devia ser também questão de mérito, mas na prática não sabemos. Na prática o que vemos é boys por todo o lado. Competentes, incompetentes, yes men, tanto faz. Meninas, são pouquíssimas.
As quotas servem para corrigir essa distorção. Têm que ver, obviamente, com uma questão de igualdade: igualdade de acesso ao poder.
As quotas servem para pôr em prática o que a Lei determina, mas o Preconceito impede.
Trés bien dit
Não. Isso é julgamento popular. As quotas são uma adulteração do espírito mais elevado da Lei — a qual, precisamente, é cega para não observar as particularidades das pessoas: sexo, nacionalidade, religião, opções ideológicas e etc são particularidades das pessoas.
Pela minha parte, quando ocupo um lugar não gosto de ter dúvidas sobre se cheguei lá por ser mulher ou até por ter sido escolhida por ouras mulheres a fim de satisfazerem a ânsia delas por serem iguais aos homens. Nem posso ouvir falar em quotas. A sua existência em muito contribui para o desprestígio das mulheres. Não me falem nisso quando sou promovida ou escolhida. E ainda me aborrece mais quando são homens com ares paternalistas a protegerem as mulheres. Não preciso.
Pense ao contrário. Pense que o lugar que ainda não ocupa é devido a ser mulher. Mas, Manuela, entendo que possa discordar. Afinal há mulheres para tudo e para nada.
“Pense que o lugar que ainda não ocupa é devido a ser mulher. ” Pensando bem é isso. Vou passar a gritar que não estou num lugar melhor por ser mulher (pode ser que resulte).
Aconselho que te masturbes, fazendo-o.
“Aconselho que te masturbes” Claro. Aliás isso faço com frequência. E outras coisas que não digo senão você iria corar.
«Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido» – eu também acho que não.
Facto é que, sem as quotas, as mulheres continuam a ser ignoradas.
No funcionalismo público alemão não há quotas, mas há princípios estabelecidos, do género: se um homem e uma mulher concorrerem a um lugar e for considerado que têm o mesmo grau de competência, a mulher é escolhida. É assim uma espécie de critério de desempate. Coisa parecida acontece com pessoas com deficiência (são preferidas, se provarem estarem à altura do lugar). Não sei se o princípio se aplica a estrangeiros, mas a verdade é que há bastantes cidadãos de outras nacionalidades no funcionalismo público alemão.
“se um homem e uma mulher concorrerem a um lugar e for considerado que têm o mesmo grau de competência,”
O que é terem o mesmo grau de competência? Na prática é uma arbitrariedade para conseguirmos os nossos fins.
Não sei como é na Alemanha. Para mim em matéria de concursos, exames e etc. só vale o curriculum. Sexo, altura, cor da pele, conformação do crânio não me interessam para nada.
Que bom, Manuela! Infelizmente, há poucas pessoas assim.
Deve ser da conformação do crânio e do bigode
A Alemanha optou pela discriminação positiva, portanto. É outra forma de corrigir estas distorções. Assim de repente, não sei dizer se melhor, se pior que a das quotas. Mas o objectivo é o mesmo, e o objectivo é justo.
“Só hoje tomei conhecimento da Lei 4/2018 de 9 de Fevereiro (de um artigo de José Ribeiro e Castro). Reproduzo parte:
“O diploma inspirará por certo estudos e doutoramentos, nos múltiplos ângulos do amplo olhar examinador. Aqui, quero apenas abraçar a causa do artigo 4º (Linguagem discriminatória): “A avaliação de impacto de género deve igualmente analisar a utilização de linguagem não discriminatória na redação de normas através da neutralização ou minimização da especificação do género, do emprego de formas inclusivas ou neutras, designadamente por via do recurso a genéricos verdadeiros ou à utilização de pronomes invariáveis.””
Nossa! Só mesmo para quem tenha conformação de crânio altamente privilegiada … terá sido escrito por uma mulher ??? Daquelas bem ansiosas? Só pode! Meninas, vamos controlar a ansiedade. Quotas de género para quê? Os homens, vão cair de maduros … há até quem diga que já se encontram em extinção …