
João Carvalho: «Não sou pai de pançudos. Recuso-me a pagar escandalosas negociatas milionárias contra os interesses do Estado sem nunca ver responsáveis obrigados a pagar por mim, a pagar ao Estado, a pagar-me, a pagar-nos. Vão chamar pai a outro. E chamem a polícia, já disse.»
Jorge Assunção: «Krugman e Silva Lopes, gente perigosa com uma “visão neoliberal da economia” e sem “preocupações sociais”. E se em vez de discutirem nomes e colarem rótulos, discutissem ideias? Seria melhor, não?»
José Gomes André: «Mas que diabo de informação é esta? Há uma pessoa que diz que existe descontentamento com as escolhas. Porquê? Porque os nomes são maus? Porque faltam certas figuras que têm apoio no PSD? Porque há renovação a mais? Porque há renovação a menos? Por causa do ordenamento dos lugares? Porque a referida fonte ficou de fora? Não sabemos. A única coisa que sabemos é que um anónimo diz que há algumas pessoas (muitas? poucas? duas?) que não estão contentes. Isto, meus amigos, nada tem a ver com jornalismo, mas com um mero boato. Ou nem sequer isso, se calhar.»
Paulo Gorjão: «Excluam Pedro Passos Coelho das listas, por favor. Não votem em Pedro Santana Lopes ou em Luís Filipe Menezes. Sobre as candidaturas simultâneas não digo nada. Sobre a inclusão de Nuno Morais Sarmento nas listas de candidatos a deputados — que renunciou ao mandato na legislatura que agora termina — e de José Pedro Aguiar Branco — um dos deputados mais faltosos — também não tenho grande vontade de opinar. A vida custa a todos.»
Eu: «A Assembleia da República – e muito bem – incentiva os cidadãos a exercerem o direito de petição, aliás reconhecido constitucionalmente, no artigo 52º da nossa lei fundamental. Depois deixa passar uma legislatura sem debater as petições que lhe são entregues, agendando-as finalmente para uma das últimas sessões plenárias, com as bancadas já convenientemente desfalcadas e sem tempo útil para debater o que quer que seja. Assim se desvirtua um dos mais nobres mecanismos da democracia representativa, aumentando a distância entre eleitos e eleitores. Está mal – e já é assim há muito.»

É curioso ler, passados estes dez anos, os comentários ao texto do Jorge Assunção e pensar de um deles: “isto é algo que eu não me importaria de ter escrito”. E depois vejo o nome do comentador e… percebo que fui eu quem o escreveu.