
Nietzsche e o Cavalo, quadro de Eric Drass
Em 1889, Nietzsche vivia na praça Carlos Alberto, na cidade italiana de Turim. Nesse ano, viu ali um cocheiro a chicotear sem piedade um cavalo. Saiu em defesa do animal, abraçando-se a ele e beijando-o com fervor. O episódio, segundo rezam as crónicas, terá servido para atestar a propalada loucura do filósofo, pondo fim ao seu percurso público: a partir daí, e até à morte, ficou confinado aos muros de uma clínica para tratamento psiquiátrico, em Basileia.
Os tempos são outros: hoje ninguém considera louco quem possa beijar um bicho, até na boca, com as prováveis excepções de tarântulas ou jibóias. Mas sair em defesa de um animal maltratado pode custar uma carreira política, ainda que incipiente. Que o diga uma deputada municipal do PAN na Moita, forçada a resignar por ter feito esta observação no exercício das suas funções autárquicas: «Verifica-se que existe uma etnia que se multiplicou e que todos os dias se passeia pela Moita e arredores, [com os elementos] empilhados em cima de carroças puxadas por um único cavalo subnutrido, espancado, a desfazer-se em diarreias por não ser abeberado e alimentado sequer e que, por vezes, [cai] na via pública, não suportando mais.» Isto numa moção em que recomendava a identificação dos «detentores dos cavalos que se encontram abandonados, amarrados e sem alimento, no sentido de sensibilizar os mesmos para estes actos cruéis que levam os animais a situações de doença, exaustão e morte».
De nada lhe valeu o amor ao bicho vergastado, comprovando o seu zelo militante. Nem ter omitido o vocábulo “cigano”. Aquelas palavras bastaram para configurar delito de opinião: foi acusada de xenofobia e viu o PAN retirar-lhe a confiança política num comunicado da Comissão Política Permanente que lamenta «profundamente a situação» e pede desculpa a todos os que se possam ter sentido «discriminados ou desidentificados com esta referência imprópria». Noutro contexto, talvez não faltassem acusações de sexismo e misogonia ao afastamento da senhora, que vê abortada a sua fugaz carreira política. Felizmente sem necessidade de internamento psiquiátrico.
Do animal escravizado e flagelado nunca mais ninguém falou – ao contrário do cavalo de Nietzsche, ainda lembrado 130 anos depois. «Até para se ser animal é preciso ter sorte», como dizia a minha avó. Jamais imaginando que haveria de existir um partido animalista em Portugal.

Já dizia o Jorge Aurélio, todos os animais são iguais, mas há uns mais iguais que outros. Eis a hierarquia
cão
“etnia”
deputado/a
animal de estimação
animal de circo
animal criado para servir de alimentação ao humano carnívoro
ser humano carnívoro
animal de trabalho
gajo comum que quer ir ao restaurante sem ouvir latidos
insectos, osgas e outras pragas
toureiro/caçador/pescador
“deputado/a” Coisa feia.
Mas se quer ser coerente tem de escrever “cão/cadela”, “ser humano ou mulherano”, “gajo/a”, “toureiro/a” “caçador/a”, “pescador/a”. Nunca mais acaba.
Grande pensador, o Jorge Aurélio. Muito fixe.
Como se dizia na aldeola perdida a sul do Tejo onde fui criado : ” Isto é tudo uma ciganagem!…”
Sem remédio, acrescento eu.
JSP
Acabo de ler um parágrafo do Lobo Antunes que também “estiigmatiza” ciganos. Num livro de 1985.
Se fosse hoje, era apedrejado pelas bempensâncias.
“um parágrafo do Lobo Antunes que também “estiigmatiza” ciganos”
E como ele, milhares de pessoas. E há também milhares que não querem ver que outros milhares os estigmatizam. Fechar os olhos à realidade (e proibir palavras que podem fazer notar a realidade) não resolve nada, agrava.
Nada estigmatiza tanto como um rol infindável de proibições.
Em Itália parece que é costume chamarem, de portugueses, aos ladrões.
Fare il portoghese
Aos portugueses em geral ou aos ciganos em particular?
Qual a diferença?
Se for aos portugueses em geral ficou muito chateado.
Mas eles são retribuídos. Muitos de nós consideramos que mafioso é praticamente um sinónimo de italiano.
Nã…isso era em 1985. E agora já tem a japonesa e a russa. Mafioso é um termo global, um adjectivo sem etnia, ou raça.
O termo “Fare il portoghese” não é bem ladrão, se bem que com o passar do tempo e com o uso é provável que se comece a desviar do seu sentido original. Aliás, a própria expressão é uma deturpação da situação que lhe deu origem. “Fare ll portoghese” representa aquele que entra sem pagar ou que usufrui de um serviço sem pagar. Tem uma historia engraçada pois remonta aos tempos da embaixada de D Manuel ao Papa em que, visto o nível de riqueza trazido pela embaixada, o Papa publica uma bula visando a deixar entrar, grátis, aos portugueses em qualquer festa da cidade. Está claro de ver qual foi a reacção dos romanos à essa benesse dada aos portugueses…
Uma explicação mais completa (não da minha autoria) a-a-expressao-italiana-fare-il-portoghes e/
https://www.vortexmag.net/o-que-signific
No negócio da exploração da virtude da vitimização do outro a xenofobia ainda tem mais créditos que a defesa dos animais. Mesmo para o PAN.
lucklucky
De repente, ‘no pasa nada’. Os bichos podem continuar exangues e moribundos lá pela Moita.
e continuam.
Os maltratadores de animais, na Moita, passam impunes.
A deputada municipal que alertou para o crime foi castigada: chutaram-na para canto.
Subscrevo as suas palavras, Pedro.
Vivemos de indignações momentâneas, ‘à la carte’. E a policiar a linguagem, cada vez mais.
Uma palavra mal colocada, de repente, torna-se mais relevante do que os maus-tratos recorrentes e sistemáticos aos animais.
Até à indignação seguinte, conforme a direcção em que o vento soprar.
Mesmo, Pedro.
Tanta correcção política impede de ver a floresta: fica tudo a olhar para a árvore.
Foi o caso, Dulce. Uma vez mais.
De repente, ninguém ligou à questão central: a violência contra os animais. Se isto ocorrer num circo, abaixo o circo. Se for num zoológico, morte ao zoológico. Mas se a exaustão e a fome e a violência ocorrerem entre os varais da carroça de um cigano, toca a assobiar para o lado.
Animalista nas só para certos animais.
Discriminação.
E a senhora do PAN, coitada, acabou ela por ser discriminada. Rima e é verdade.
Se fosse um homem, se calhar, não lhe faziam isto.
Realmente a senhora é muito desastrada. Escusava de ter feito mênção a qualquer etnia. Bastava ter dito “Verifica-se que existem pessoas que todos os dias se passeiam pela Moita e arredores, em cima de carroças”.
Não passava também. A expressão “carroças” é igualmente alusiva a ciganos, subliminarmente. E, portanto, susceptível de gerar clamor.
Não é por acaso que tanto a bandeira do Índia como a da nação “Rom” (ciganos) tem a roda de carroça como símbolo.
Quanto ao tema do postal, acho que o André do PAN se armou em André Ventura ao contrário, ou bem que defende os animais ou bem que defende os ciganos (será que para o André ciganos e animais são a mesma coisa?).
Será que o braço armado do PAN (o IRA) também liberta os animais dos ciganos? Ou não?
Se for um cigano a sujeitar um animal a maus-tratos e à fome, não há nada a fazer. Porque se alguém ousar criticá-lo é logo apontado como xenófobo.
Caramba, mais vale deixar os bichos morrer.
Quanto aos inomináveis, é o poder (pelo seu partido) que afirma agora a necessidade de discriminação positiva. Tendo em conta que o poder de hoje parece vir a sê-lo reforçadamente em breve, teremos provavelmente uma revisão à legislação sobre a protecção dos animais e classificando como relevante particularidade cultural de alguns donos – e como tal um valor a preservar – o que para os restantes donos entenderá ser uma conduta inaceitável. O povo, que aliás, e independentemente do bóbi ou do tareco lá de casa, tem bem pouca consideração pelos animais ditos irracionais, não perderá um minuto da sua vida com o assunto. Que diabo, há o “reality show” deste serão. E corra o futebol de feição…
Quanto aos inomináveis – os ciganos – parece até, a acreditar na nossa imprensa de referência, que eu lhes devo um pedido de desculpas. De forma que já tudo se espera. O povo, para quem a História é uma breve maçada esquecida nos breves bancos da distante escola, até convive bem com esses rituais de autoflagelação. São-lhes fundamentalmente irrelevantes, coisa de intelectuais, interessa é ir cuidando da vidinha. E que o futebol corra de feição…
Quanto ao PAN, chegou ao patamar em que tem cargos e os poderes públicos a eles associados. Isso e acesso aos fundos – os fundos… – para o sustento de uns e o exercício de outros. O PAN, parece, até já é destinatário de ternas declarações do partido no poder quanto a um futuro em comum. O PAN já é, assim, uma instituição do regime. Para o povo, isso nem interessa. Afinal, já se sabe: “são os políticos, é a política”, é sempre assim. Corra o futebol de feição…
De modo que os votos contam, agora, para o PAN. Isso e o politicamente correcto, mas sobretudo conta o que seja útil à manutenção do lugar conquistando na pública manjedoura, mesmo que sendo o preciso oposto do que o PAN terá, supõe-se, na sua essência. E terá prometido aos que nele votaram.
Haverá aliás melhor exemplo disso do que o PS e a geringonça? A coisa faz escola. E o povo aceita.
Costa
A lista dos inomináveis vai aumentando, de dia para dia.
E os delitos de opinião surgem em catadupa.
Fez muito bem o PAN. Ao sistematizar, numa etnia, o mau trato a animais, está a ser racista.
Qualquer suposição de que o comportamento de uma pessoa está ligado à sua categorização racial é inerentemente racista.
Então e o cavalo? Nunca mais se falou dele. Continua a ser maltratado, vergastado, condenado à escravatura animal, aos maus-tratos e à fome?
Tudo isto passa para segundo plano só porque de repente tudo se pôs aos gritinhos contra a xenofobia?
Caramba, a falta que fazia um Nietzsche agora.
Nietzsche era profundamente anti-nacionalista, anti-burguês, anti-capitalista, além de misógino e misantropista.
Em potência as suas ideias poderiam servir autoritarismos…e se calhar não. Ele era essencialmente um Cínico, um demolidor de sistemas.
Mas beijava cavalos.
Figura de referência para o PAN. Só pode.
Bom, sendo assim opte , como figura de proa, a Cicciolina. Julgo que os beijava e lhes fazia delirantes felações.
Atenção. Ponha lá travões a fundo nessa misoginia.
“Fez muito bem o PAN.”
Estes comentador tem sentido de humor em vez de levar as coisas tão a peito. O riso é saudável.
Olha um neo-Marxista tornar-se de repente num defensor do individualismo. :))
lucklucky
hum … o que este teu postal comprova – o que nele narras, melhor dizendo – é que não há um partido animalista em Portugal. Algumas alimárias, conjugadas, talvez.
É verdade, jpt. A credibilidade ideológica no seu máximo esplendor.
Vai com os da feira e vem com os do mercado.
Mas no fundo há sempre quem não vá além da cenoura.
Neste caso nem houve cenoura: só houve chicote. E a militante do PAN também levou com ele.
Por coincidência, (re)li hoje estas linhas do António Lobo Antunes:
«Um cigano de gravata às pintas girava nas redondezas com uma caneta a imitar oiro na mão. (…) Cheirava a mula morta e a ranho de filhos num descampado qualquer, junto de mulheres de cócoras e da sopa de cardos do jantar, que ardia numa lata enferrujada.»
(‘O Esplendor de Portugal’, 1985)
Caramba, se fosse agora o homem era lapidado. Não o cigano, mas o escritor.
1985, ao tempo que isso foi.
É verdade. Já decorreu um milénio de então para cá.
Acho que até lhe chamariam cigano …
Mas terá tido o diabo na mão…
Diriam qualquer coisa do género, do género não, que não se pode dizer género, do tipo, do tipo não, que não se pode dizer tipo ( é conversa adolescente “tipo isto”, “tipo aquilo” “eu, tipo, gosto de faltar às aulas, tipo, por causa, das alterações climáticas”); diriam qualquer coisa como:
– Ai, as judiarias que os ciganos estão a fazer ao cavalo, tratam-no como a um galego, os “mandrassos”
iá, tipo bué.
Quer dizer que etnia é outra palavra a juntar à lista das que não se podem dizer?
Faço sempre ao contrário: agora quando digo Egipto pronuncio o p e bem carregado. Para chatear o Malaca Casteleiro.
Sim, não se pode fizer etnia.
Excepto nos casos dos supremacistas brancos. Se é que “branco” é uma etnia. Já nem sei: ando muito confuso.
Quer dizer, sem deixar de lamentar a sorte do cavalo nem a efemeridade esperança de salvação, esta frase
“Verifica-se que existe uma etnia que se multiplicou e que todos os dias se passeia pela Moita e arredores”
é uma frase racista sem qualquer ambiguidade. Trata-se de acusar os ciganos (todos) pelos actos de um. A definição mais básica de racismo. Se tivesse dito “UMA família de ciganos que…” talvez não fosse ainda suficiente, mas como está escrito… Não se trata de um delito de opinião, trata-se de uma opinião que roça um delito se me perdoam o trocadilho.
Isto sem por em causa a preocupação nobre pelo sofrimento de um animal que não se pode deixar de compartir
“Lamentar a sorte do cavalo”?
Mas você entende, ou não, que todos os maus tratos infligidos aos animais devem ser denunciados e combatidos (tratando-se, aliás, de actos puníveis pela lei vigente)?
Se em vez de um cigano for um “supremacista branco”, por exemplo, ou um judeu ortodoxo, ou um bosquímano ou um esquimó, o acto criminoso também passa para segundo plano devido a questões hermenêuticas?
Neste caso todas as atenções se concentraram na expressão infeliz da deputada municipal do PAN. Esquecendo a sua conduta cívica na defesa de um bem maior, neste caso a ameaça à integridade física e à própria vida do animal.
Isto num país em que já houve um abaixo-assinado em defesa de um cão que matou uma infeliz criança.
De repente onde estão os animalistas? Na Moita pode haver excepções às boas práticas, tal como em Barrancos persiste a excepção à proibição de touros de morte em Portugal sem que nenhuma boa alma pareça condoer-se?
Pedro, julgo que o cão em questão era surdo, tendo atacado a criança por medo (julgo que estaria a dormir e a criança ter nele ido tropeçar). Um cão agressivo por reacção não representa um perigo considerável desde que os donos obedeçam a certos cuidados (tenho um Bull Terrier surdo). Situação bem diferente dos cães agressivos dominantes.
Ah, OK. Já percebi. A culpa da criança ter sido morta por um cão foi… da criança.
Não. Houve descuido. E há descuidos sem culpados.
“Descuido” de quem? Do imprevidente bebé de 18 meses que pisou o inocente cãozinho?
Caro Vorph,
Nisso estamos de acordo.
A criança para sobreviver devia estar amarrada e a viver numa casota no quintal para não incomodar o cãozinho surdo.
Coitado do lulu. Foi pisadinho e reagiu em legítima defesa matando o temível agressor humano – um bebé de 18 meses.
Como homenagem a este acto de resistência, passou a chamar-se… Mandela. E tornou-se numa espécie de herói nacional.
https://www.jn.pt/local/noticias/beja/b eja/interior/juiza-poupa-vida-a-zico-o-c ao-que-matou-bebe-em-casa-3352209.html
https://www.google.com/amp/s/www.bbc.co m/news/amp/uk-42049277
Já que estamos a desviar-nos do assunto que aqui me trouxe, aproveito para recomendar esta leitura, também na edição em linha da BBC: 8798764
https://www.bbc.com/news/world-europe-4
Não. Há cuidados que se devem ter quando na posse de um cão surdo. Como há cuidados que se devem ter quando andamos de carro.
O que digo, por alto, é que não é por abater o cão que a criança é trazida à vida, nem que um cão, que morda uma vez , o faça novamente ( coincidências velhacas – surdez, cão que ataca vigorosamente com grande potência de presa, e um descuido/azar)
Como disse tenho um cão surdo de raça semelhante. E todos estamos habituados a rotinas. Não acordar bruscamente o cão….etc…com boa fé entenderá…
Chamar Mandela a um cão que acabou de matar um bebé de 18 anos é notável.
Sorte a dele, não viver na Moita. Nem pertencer a um cigano.
Ter dado o nome Mandela parece-me ter sido uma escolha infeliz ( tornar o caso numa causa)
“Tornar o caso numa causa” sintetiza muito bem esta época em que vivemos.
Se eu me assustar e por isso ferrar um tiro numa qualquer “etnia” também fazem um cordão humano por mim?
Se você for pisado antes, isso constituirá uma circunstância atenuante.
Acho interessante como esse episódio que se conta de Nietzsche é praticamente um decalque de um sonho de Raskolnikov em Crime e Castigo.
Revelando de algum modo Nietzsche como leitor compulsivo de Dostoievski.
Eu gosto de animais, uns mais do que outros (adoro a minha cadelinha) e não gosto do PAN. Eu não gosto de ciganos. Eu tenho o direito de não gostar do PAN e de não gostar de ciganos. Não tenho capacidade nem vontade de fazer mal ao PAN nem aos ciganos. Mas não gosto deles e considero que tenho esse direito. O politicamente correto ao querer proibir-me de não gostar de ciganos está estupidamente a promover uma raiva surda coletiva que mais tarde ou mais cedo vai acabar mal. Querer liofilizar as coisas a martelo acaba sempre mal.Estamos mais perto da polícia do pensamento do 1984 do Orwell do que pensamos
Cumprimentos
Eu nada tenho contra ciganos. Pelo contrário. Há mesmo ciganos de quem gosto muito. Do já falecido Camarón de la Isla (fui e sou fã) ao grande Ricardo Quaresma, formado na Academia do Sporting.
Mas não gosto de ciganos que maltratem pessoas e animais. Isso não.
Se algumas “etnias” podem aviar nas esposas e casar as filhas aos 13 anos, porque não dar umas chibatadas nos (sem velcro?) lombos dos quadrúpedes?
Há que respeitar a tradição cultural.
Somos mesmo um país de sorte. Aparecesse por cá um Ventura com um bocadinho de inteligência…
Quero que o Ventura vá dar uma curva ao bilhar grande. Com bilhete só de ida.
Olhe que não, olhe que não. Só temos a ganhar no facto do Ventura “representar” a extrema direita portuguesa. A não ser que o desejo seja mesmo fazer com que deixe de ser irrelevante…
Mas esse Ventura representa alguma coisa a não ser ele próprio?
Para quê a referência a ciganos?
Então, de acordo com a ex-deputada municipal do PAN, se os cavalos maltratados não fossem de ciganos não fazia mal?
Ou escrevia “os cavalos maltratados por brancos”?
Curioso que lhe faça tanta confusão a miséria dos cavalos e nem repare na miséria dos donos.
A palavra “cigano” nunca é usada na recomendação da deputada municipal do PAN. Nem esquimó nem bosquímano nem judeu.
A tal brigada de animalistas (a IRA ou lá o que é) devia era ir à Moita dar porrada a esses tipos das carroças.
Irá o IRA?
Moita, carrasco.