
João Carvalho: «Tem-se acentuado de há uns anos para cá: à medida que o linguajar empobrece, as pessoas tendem a dizer todas as mesmas coisas com as mesmas palavras. Já não é um mero problema de “moda”, mas sim de escandalosa falta de vocabulário. Fruto, necessariamente, de estarmos a criar gerações com mais habilitações e menos conhecimentos.»
José Gomes André: «Não sou de fazer grandes previsões, mas suspeito que se os socialistas continuarem a tomar os eleitores por parvos, terão mais uma desilusão eleitoral muito em breve.»
Leonor Barros: «Deixei Eulálio ontem à noite mas continua comigo, o velho Eulálio d’ Assumpção, Lalinho, Lálá, Lilico, a prova evidente de que Leite Derramado vale a pena.»
Paulo Gorjão: «Há algumas personagens que insistem em não perceber que o problema está na substância, ou na sua ausência e não propriamente no papel de embrulho. Continuam entretidos com o acessório, ignorando o essencial. Depois a culpa é do burro do eleitorado que não os percebe.»
Sérgio de Almeida Correia: «A unidade e a unanimidade acrítica em torno de um líder que conseguiu tornar-se fraco – não convém ter ilusões – e que se deu (e cedeu) ao flanco, não o torna forte. Os membros da direcção política nacional do PS tinham obrigação de ser os primeiros a perceberem isso e a transmiti-lo a José Sócrates.»
Teresa Ribeiro: «A diferença entre o espectáculo das eleições “democráticas” do Irão e isto é que ao primeiro falta a eficiência e o requinte que sobra ao que emana – de acordo com os fanáticos que o governam – da vontade de Deus.»
Eu: «Pacheco Pereira investe contra os habituais ódios de estimação, nomeadamente aquilo a que chama “jornalismo de rebanho”. Mas investe sobretudo contra os ex-adversários internos de Manuela Ferreira Leite, escamoteando um relevante pormenor: a escassíssima margem de progressão do PSD nestas europeias exige um partido unido, sem fracturas, nos dois próximos actos eleitorais. Exige um partido com o discurso oposto ao de Pacheco.»
