
Adolfo Mesquita Nunes: «O que estes resultados demonstram é que o sistema partidário tende para a esquerda, com crescimentos eleitorais inéditos em toda a Europa. Ao contrário do que possa pensar-se, o que estes resultados autorizam não é a moderação socialista na governação mas, isso sim, o seu reforço. E isto não pode ser vitória para a direita.»
João Carvalho: «Ando baralhado com a omnipresença do Risco Sistémico em Portugal. Vem o ministro das Finanças e fala no Risco Sistémico. Vem o primeiro-ministro e fala no Risco Sistémico. Vem o governador do Banco de Portugal e fala no Risco Sistémico. Pergunto-me: será o Risco Sistémico amigo da Mudança de Paradigma?»
Paulo Gorjão: «Em 2005 votei em José Sócrates. No dia em que percebi que Sócrates era um pragmático absoluto (o que aconteceu ainda em 2005) e que não olhava aos meios para atingir os fins — ou algo muito próximo — ficou para mim claro que o secretário-geral do PS não voltaria a ter o meu voto.»
Eu: «O crescimento evidente das forças centrífugas nestas europeias enterrou de vez a reforma institucional, confirmando que Bruxelas pretendeu dar o passo maior que o pé ao fazer aprovar em petit comité, na cimeira de Lisboa, um documento à revelia da vontade real dos povos. Só falta mesmo o Partido Conservador chegar ao poder em Londres e concretizar aquilo que os trabalhistas deviam ter posto em prática: um referendo sobre o tratado.»
