
CHAGA
André Ventura, o tal cabeça de lista às europeias que em plena campanha falta a um debate entre candidatos no canal público para palrar sobre bola num canal concorrente, tem pouco jeito para conceber nomes para os partidos que vai criando. Agora concorre por uma coisa chamada Basta – facilmente confundível com Besta. Ou mesmo com Bosta.
Dizem-me que tem outra barriga de aluguer denominada Chega. Basta mudar-lhe uma vogal para ficar Chaga.

“corpo” e “porco” escrevem-se com as mesmas letras
tal como “alma” e “lama”
Estamos muito poéticos hoje…
Os campos florescem…
O que não percebo é a razão de não ter sido substituído. Se o homem tinha outro compromisso porque não avançou o nº 2 da lista ou outro qualquer dirigente dessa chaga?
Porque aquela é uma lista, no fundo, uninominal. Os outros 20 elementos dela só lá estão para fazer número. Se calhar até foram contratados para a função à porta de um hipermercado.
O Basta! é o André Ventura e mais nada nem ninguém.
Lavourinha, não sejas aldrabão.
De facto, a RTP não permitiu a susbtituição do candidato.
O número dois da lista, Gonçalo da Câmara Pereira, era perfeitamente capaz de enfrentar o debate.
Castigam muito Ventura por ele ter ido falar sobre futebol em vez de estar num debate eleitoral. Mas eu acho que essa foi uma decisão inteligente e válida: ele ganha mais votos a falar sobre futebol do que a debater.
Além de que, cada um faz aquilo que lhe apetece. Ele é um homem livre e ninguém tem nada que criticar as opções dele.
Em abono da verdade, diga-se que o Ventura tem um contrato de trabalho com a CMTV, e que o dinheiro pago lhe é necessário, mesmo para custear actividades da campanha, pois como se sabe nos partidos pequenos os recursos financeiros não abundam e os subsídios estão dependentes dos resultados eleitorais que se vierem a obter.
Lembro ainda que o programa de comentário sobre futebol seguiu-se à jornada em que o Benfica ficou com o campeonato na mão, depois de um jogo bem polémico contra o Rio Ave.
o Ventura tem um contrato de trabalho com a CMTV
A lei portuguesa dia que todos os candidatos a uma eleição têm direito a horário zero durante o período de campanha. (Não sei os detalhes, mas sei que é assim.)
Portanto, se se tratar mesmo de um contrato de trabalho, não é desculpa, pois o trabalhador tem o direito de não trabalhar (mas ser pago) se fôr candidato.
Aqui tens razão, Lavoura: o direito à dispensa de funções está consignado na Lei eleitoral.
Mas entre o “ter direito a” e o exercer esse mesmo direito ainda vai alguma distância.